Sábado, 29 de Dezembro de 2007
Zero Zero Nunes
Sábado, 29 Dez, 2007
O nome é Nunes. António Nunes. É um homem com uma missão. É o responsável máximo da ASAE e afirma hoje ao Sol que metade dos restaurantes e cafés portugueses «estão condenados a fechar» devido ao incumprimento de regulamentos comunitários. Diz o senhor Nunes da ASAE que metade dos restaurantes e cafés portugueses «não estão aptos a cumprir os regulamentos da legislação comunitária e não têm viabilidade económica». Nem mais. Se percebi bem, o problema está nas médias. «Ainda estamos longe das médias europeias. Para se cumprirem hoje os regulamentos comunitários como estão na lei, 50 por cento dos restaurantes e cafés não estão aptos», esclareceu.

O nome é Nunes. António Nunes. É um homem com uma missão. «O drama social é da responsabilidade do Governo, não da ASAE», avisa, frio, duro. E vai mais longe, diz que Portugal tem «três vezes mais restaurantes por habitante do que a média europeia». Os senhores sabiam? Eu não. «A UE tem uma média de 374 habitantes por restaurante. Em Portugal são 131. Isto não tem viabilidade económica», decidiu.

O nome é Nunes. António Nunes. Por trás daquela pose bófia de Inspector Martelada que mostra na fotografia, estou certo que se esconde um ser com um futuro brilhante, não duvido. Afinal, Portugal tem uma longa tradição de antónios e quando aparece um antónio desta envergadura o povo já sabe que lá vem serviço. E também para quê tanto café e restaurante, tanta escolha para quê, não me dizem? Pois metade vai para o galheiro e máinada, acabou-se. Está decidido.

O nome é Nunes, António Nunes. Zero zero Nunes, ordem para fechar.


publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De Rui Vasco Neto a 1 de Janeiro de 2008 às 15:29
esta,
antónio + nunes = antunes? intunes?


De ernesta a 29 de Dezembro de 2007 às 21:33
Isto é um manifesto económico... um plano quinquenal.... um regulador de mercado como não se via desde os tempos das corporações...
Vejamos, o senhor fez as continhas e andamos com bicas a mais. Que se fechem as tascas "excedentárias" (que bela palavra) e se obriguem as que sobrarem a direcções técnicas, que isto de servir um copo de três pede estudos e especializações.
Tem graça, até agora até achava que essa tal asae não era o papão que diziam, mas que querem tenho alergia a pequenos tiranetes, falta-me o ar e dão-me comichão. Só por isso vou continuar a comprar ovos caseiros bem borrados pelas galinhas do vizinho e a beber melosa até que a alma me doa.


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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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