Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008
RTP, Açores.
Terça-feira, 22 Jan, 2008
Quando pedi de resposta um texto ao Pedro Bicudo, para publicar a sua visão sobre este assunto da RTP/Açores, ele disparou de imediato na volta do correio: «Caro Rui, respondo-te por delicadeza, que não há favor em resposta.» Curto, frontal e directo. O Pedro que eu conheci, a dar a cara. Considerando que o Director da RTP/A e da RDP/A não pode, não deve, nem tem que responder a cada bicho careta que lhe peça debate, só lhe posso ficar grato e honrado pela deferência. O seu a seu dono. Concorde-se ou não com o homem, fugir da raia não é com ele.


Em baixo: "RTP-Açores"
Sete vidas mais uma: Pedro Bicudo


Há, na RDP-Açores e na RTP-Açores, um trabalho restruturante, de fundo, em implementação. É um projecto amadurecido por anos de investigação, tendo por caboucos os objectivos do Plano Fénix 2 da Rádio e Televisão de Portugal. O objectivo global – e compromisso duma equipa inteira – é o de prestar um serviço público de qualidade aos Açorianos, onde quer que vivam. Aqui nas nove ilhas, nas comunidades da América do Norte, na América do Sul, no Continente português.

É um trabalho árduo e de longo prazo, abraçado por uma equipa que me merece toda a confiança. Estamos muito no início, mas os resultados começam a aparecer. Basta ouvir a RDP Açores e ver a RTP Açores. É verdade que há muito mais a fazer. Os açorianos merecem muito mais. Por isso, dia após dia, trabalhamos para introduzir melhoramentos, visando disponibilizar conteúdos de qualidade que sejam espelho da nossa vivência. Por isso, persistentemente, contra inúmeras limitações damos o nosso melhor na produção de programação consequente na vida dos cidadãos.

Queremos mais e queremos melhor. E sabemos que com trabalho, muito trabalho, podemos chegar ao objectivo de ter uma rádio e uma televisão viradas para a modernidade que nos abriu a Autonomia. Conhecemos as dificuldades, escolhos e tempestades desta viagem. Sobrevivemos mais de cinco séculos no meio deste Atlântico nosso de cada dia. E neste portulano salgado, saber feito de tantas gerações, traçamos rumo, procuramos o vento do futuro. Sabemos aonde queremos chegar.

A Autonomia nunca foi dada. É sempre uma conquista.

Quanto aos que têm tido a gentileza de dar o seu contributo crítico neste processo, sejam benvindos. A açorianidade é plural.

Mas ajuda ver e ouvir. É o convite que vos deixo.

Com um abraço.



publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De Rui Vasco Neto a 26 de Janeiro de 2008 às 21:46
meus senhores,
há respostas para todos (os gostos) no post original.
cumprimentos.


De Pessoa-açoreana-espectadora-telespectadora a 22 de Janeiro de 2008 às 17:54
Joel Neto,

Tiro-lhe o chapéu pela ausência de "ressentimentos" com que aqui se apresenta e pela certeza que ela demonstra que, acima de tudo, o que lhe interessa é um debate de construção e não "malhar por malhar".

Digna a sua atitude de reconhecer que "eu entrei a matar com o rui e fui um tanto mesquinho com a "pessoa-açoreana" - merecia pelo menos parte da pancada!

Mereceu sim senhor! Parte, como diz. Porque todo o resto ficou por minha conta que tenho o péssimo defeito de responder com "uma facada" perante uma "bofetada" injusta que poise na cara de um AMIGO.

Pelo excesso, as minhas desculpas. Pelo seu não "ressentimento" a minha alma em branco.

Cumprimentos


De Alfredo Gago da Câmara a 22 de Janeiro de 2008 às 16:43
Pedro Garoupa de Albergaria Bicudo
Sempre achei piada ao teu nome. Foi assim que te conheci em garoto. Rijo como pedra de Pedro e de ilha basáltica, rodado de mar com fartura de peixes.
Sei que já devo uma actuação e de borla (o prometido é devido) na nossa querida RTP-Açores.
Outra coisa não poderia esperar da criança que eu vi correr nos parapeitos das janelas, a 50 metros de altura, no antigo Colégio Seminário, que ambos frequentamos como colegiais. Se calhar foi um dos teus primeiros desafios à vida (embora perigoso e ingênuo).
Esta cruz que agora abraçaste, é mais uma prova da coragem que eu reconheço. Cuidado amigo! Não te deixes crucificar. Há quem disso ande à espreita para depois te apedrejar com as próprias pedras que propositadamente deixou ruir para um chão de terra enlameado.
Devo dizer que não me surpreendeu o facto de teres comentado este Blog. Foi mais uma prova.
Abraço


De JN a 22 de Janeiro de 2008 às 16:33
Boa tarde,

Fico grato pela participação do Pedro Bicudo, ainda que de maneira tão institucional e aparentemente vácua. A ideia de que o seu compromisso é o mesmo de toda a equipa choca um pouco com o corte de cabeças de que ele se gabou na entrevista ao jornal "Terra Nostra", mas é saudável pelo menos declará-la.

Era esta a minha intenção: gerar o debate. E ele gerou-se, coisa para que o contributo do Rui Vasco Neto foi decisivo. Quanto à pancada que levei, nenhum ressentimento. Mensageiro é assim mesmo. E, de qualquer forma, eu entrei a matar com o Rui e fui um tanto mesquinho com a "pessoa-açoreana" – merecia pelo menos parte da pancada.

Lamento o clubismo que a certa altura contaminou esta discussão. Imensas intervenções o deixaram claro – eu lembro-me sobretudo de uma senhora que dizia que "o Vidas Reais era um péssimo programa excelentemente apresentado pelo Rui Vasco Neto" (o que foi desconcertante de ler), mas tenho a certeza de que o Rui se lembrará de outras. ara mais, o "Vidas Reais" nunca foi o ponto.

No essencial, mantenho a preocupação quanto ao futuro da RTP-Açores, com tudo o que do futuro dos Açores a ele se indexa. Mas assinalo que, embora noutros espaços as intervenções críticas tenham suplantado largamente as elogiosas, aqui aconteceu contrário. Penso que não será de "falta de condições" que o Pedro Bicudo poderá queixar-se no futuro se, um dia, as coisas correrem mal. Eis aqui, pelo menos, as condições humanas.

No resto, penso que acreditam que, quanto ao essencial, estou do vosso lado: desejo verdadeiramente que o Joel Neto não tenha razão. Penso que estamos todos.

Joel Neto


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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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