Quinta-feira, 1 de Novembro de 2007
Acreditar
Quinta-feira, 01 Nov, 2007
Todos os dias eu quero acreditar em Deus. Todos os dias sem excepção. Todos os dias faço força para interiorizar uma esperança redentora num Bem supremo, seja por egoísmo, desespero, fantasia, solidão, porque sim ou pelo que seja. Todos os dias vejo os homens da fé no alto dos palanques da eloquência a distribuirem soluções grátis para as almas atormentadas. Ando a poupar para um aparelho Sonotone. Vejo-os bem mas ouço-os mal.

A Igreja Batista de Westboro, do Estado do Kansas, promoveu uma manifestação pública no funeral do fuzileiro naval Matthew Synder, morto na guerra do Iraque, com cartazes dizendo "Graças a Deus pelos soldados mortos", "Você está indo para o inferno" e "Deus odeia bichas".

A igreja fundamentalista acredita que a guerra no Iraque e a morte dos soldados são uma punição de Deus pela tolerância nos EUA ao homossexualismo e escolheu o Exército americano como alvo de seus protestos. Agora foram condenados em tribunal ao pagamento de dez milhões e novecentos mil dólares ao pai do soldado morto, o que é muito dólar, tanto dólar que faz a notícia mudar de notícia.

Com dez milhões e novecentos mil dólares, um juiz e um tribunal tudo acaba em bem em qualquer américa ou estremadura deste mundo. Eu é que fico na mesma no meu esforço diário. É que todos os dias eu quero acreditar em Deus. Todos os dias, sem excepção. Mas juro que fica tão difícil, ás vezes.
RVN


publicado por Rui Vasco Neto
link do post | comentar

Comentários:
De samuel a 2 de Novembro de 2007 às 20:47
Combinado.
Abraço.


De Anónimo a 2 de Novembro de 2007 às 20:21
esse samuel tem a mania... sabe tudo é???


De Daniel de Sá a 2 de Novembro de 2007 às 20:03
Ó Samuel, não percebeu que a primeira parte era a brincar? A segunda era a sério, sim, mas como diz que não tem tempo para ela (e eu tenho pouco) fica mesmo assim.


De Anónimo a 2 de Novembro de 2007 às 15:43
Samuel, Samuel...aquele a quem Deus ouve?!

Gosto mesmo, mesmo, deste Samuel!!!!!!!!!!!


De samuel a 2 de Novembro de 2007 às 14:29
"Prontos" amigo Daniel
Não conhece o "se deus fosse eu" que usei para a minha ironia (falhada), tudo bem... não é preciso ficar assim!
Claro que se fez entender! Dito nesse tom, nem arrisco dizer que não!...
Quanto ao seu cometa e os magos, desculpe mas não tenho um "pedaço de tempo e de espaço" disponível, de momento.


De Daniel de Sá a 2 de Novembro de 2007 às 01:26
Samuel
Ser contestado é uma coisa, ser negado é outra. Se negares que eu existo, não podemos conversar. Mas isso de dizer "se Deus fosse eu" é mais ou menos como dizer "se eu fosse o Sócrates faria as coisas muito mais bem feitas". Não faríamos nada, porque, sendo o Sócrates, faríamos tal e qual o que ele faz. Fiz-me entender?
Quanto ao cometa de Belém, para uma explicação a sério da história dos magos era preciso um pedaço detempo e de espaço. Posso resumir dizendo que vários episódios do nascimento de Cristo e dos dias sguintes, do Evangelho segundo S. Mateus, terão sido acrescentados pelos cristãos daquele tempo de acordo com o que interpretavam como profecias acerca do nascimento do Messias.


De Rui Vasco Neto a 2 de Novembro de 2007 às 00:33
é provavel. e se for, espero que tudo dê certo.
detestaria ter de devolver o sinal em dobro.


De Anónimo a 2 de Novembro de 2007 às 00:19
Dizem que há dois mil anos um cometa anunciou Cristo. Será este o sinal que espera, rvn?


De samuel a 1 de Novembro de 2007 às 23:58
Daniel
"se eu fosse deus" não sei se preferiria ser contestado por mentes brilhantes a ser seguido por imbecis. Pelo menos com os primeiros poderia ter uns debates interessantes...
Isto "se deus fosse eu" (obrigado José Mário Branco!)


De out of the blue a 1 de Novembro de 2007 às 23:57
Vai fazer um empréstimo para comprar o sonotone? Continuo a recomendar prudência com as letras pequeninas.


Comentar post

Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
mais sobre mim
vidas passadas

Piu

Crónica do Brufen

Eu, pombinha.

Falando com o meu cão

Chove, eu sei, mas tenho ...

Maria da Solidariedade

Hum, daí o meu dói-dói...

Portugal sem acordo

Não fui eu que escrevi ma...

Um dos

Abençoados 94, Madiba!

Sôdade

Não vás as mar, Tòino... ...

Ofertas FNAC: pare, escut...

Reflexão de domingo, perg...

É preciso é calma, já se ...

Definição de sacrifício n...

A questão

E pronto, eis que descubr...

.......

Bom dia. Se bem me lembro...

O princípio do fim

E, de repente.

Um azar nunca vem só

Diz que é uma espécie de ...

Força na buzina!!

Bom dia. Hoje chove em Li...

Depois do homem que morde...

Bom dia. É hoje, é hoje!!...

Boga ou Beluga?

arquivos

Junho 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Janeiro 2011

Novembro 2010

Outubro 2010

Abril 2010

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Restaurantes para fumadores
Consulte aqui a lista de restaurantes onde os fumadores também têm direito à vida.
sete vidas mais uma: Daniel de Sá
Um Nobel na Maia
Lagoa
Ribeira Grande
Vila Franca do Campo
Do Nordeste à Povoação
Dias de Melo, escritor livre
E se a Igreja se calasse?
O outro lado das tragédias
O meu Brasil português
A menina amarga (II)
A menina amarga (I)
Pelas cinzas de uma bandeira
O caso da Escola do Magistério
Uma confissão desdobrável
O gato e o rato
Contra a Inquisição
D.Diogo
Uma carta de Fradique Mendes
Acróstico
Monotonia
Maia (II)
Maia
Um nome acima de todos os nomes
Um palhaço de Deus
A ópera em Portugal - Conclusão (VIII)
A ópera em Portugal - Um novo estilo, Alfredo Keil (VII)
A ópera em Portugal - O Teatro de S.Carlos (VI)
A ópera em Portugal - Os Intérpretes: Luísa Todi e os Irmãos Andrade (V)
A ópera em Portugal - Marcos Portugal: vida e obra (IV)
A ópera em Portugal - Primeiros tempos / o triunfo (III)
A ópera em Portugal - Introdução da ópera em Portugal (II)
A ópera em Portugal - As origens da ópera (I)
Dois sonetos à maneira de Natália Correia
Duas garrafas de Macieira
As esponjas das lágrimas
Lição de Português
500 000 soldados
Depois do portão da casa
Auto da Mazurca
Auto da Barca de Bruxelas
Malino
Romance da Bicha-Fera
A Casa
Tremor de terra, temor do céu.
Cântico da mãe escrava ao filho morto
Passos Perdidos
A Lenda dos Reis
Daniel de Sá
Um sítio chamado Aqui
O protesto do burrinho
Sete vidas mais uma: Soledade Martinho Costa
Poema renascido
Sete vidas mais uma: Pedro Bicudo
RTP, Açores
As vidas dos outros
subscrever feeds
Sete vidas, sete notas