Sábado, 5 de Abril de 2008
E se o ridículo matasse, este PSD viveria ainda?
Sábado, 05 Abr, 2008
O PSD quer explicações sobre a escolha de Fernanda Câncio, jornalista do Diário do Notícias, para apresentar o programa «O Meu Bairro», na RTP 2. Aparentemente, os social-democratas consideram que, no âmbito do controlo da despesa, a televisão pública deveria ter optado por um profissional da casa. O semanário SOL avança na sua edição de hoje que a jornalista foi a escolhida pela Contra Costa, a produtora do programa «O Meu Bairro», dedicado a bairros problemáticos e dos subúrbios das cidades portuguesas. O PSD diz não entender esta escolha e eu confesso não entender o PSD. Agostinho Branquinho, porta-voz social-democrata para a área da comunicação social e que terá sido o escolhido pelo partido para vir achar coisas aos microfones, dá voz à contestação laranja e diz que a RTP podia ter optado por uma solução interna. «Trata-se de uma decisão escandalosa, pornográfica até. A RTP tem um conjunto de profissionais que estão claramente subaproveitados e que deveriam, no âmbito da controlo da despesa, ser aproveitados para fazer os programas nas mais diversas áreas», salientou Branquinho, sem especificar quem (e por quanto, já agora) gostaria o PSD de ver apresentar "O Meu Bairro".

Fernanda Câncio é jornalista do Diário de Noticias e terá sido agora convidada para apresentar este programa na RTP 2, negociado em 2007 com a produtora pelo ex-administrador da RTP Luís Marques e então aprovado pelo Conselho de Administração. O PSD vai apresentar um requerimento pedindo explicações à administração da RTP e à direcção de programas. Entre outras coisas, os social-democratas querem saber quais são os montantes envolvidos nesta escolha que, das duas, uma: ou incomoda o PSD por se tratar especificamente de La Câncio, uma persona reconhecidamente não grata ao partido liderado por Menezes mas uma voz aguerrida e de reconhecida competência enquanto profissional de comunicação; ou então trata-se apenas de mais um daqueles bitaites de um partido que, sendo suposto representar oposição às políticas do governo mediante a apresentação de políticas e alternativas próprias, se vê resumido a este pobre e triste papel de dizer umas patetices de quando em vez, com voz a atirar para o grosso e uma pretensa postura de Estado. E tudo por manifesta ausência quer de ideias, quer de gente com capacidade para fazer e dizer melhor do que isto. Confrangedor, convenhamos.


publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De Anónimo a 6 de Abril de 2008 às 23:42
Desde que este rapaz de nome "Branquinho" que no passado andou nos corredores da redacção da RTP-Porto, e, não conseguiu uma progressão natural dentro da informação, por incompetência, se colou ao PSD e passou ao contra-ataque usando todas e possíveis armas. Revanche de baixo nível, um verdadeiro verme, azeiteiro.


De Anónimo a 5 de Abril de 2008 às 18:35
Caro Vasco

Vou mais pela teoria do deserto de ideias...
Mas que raio até nos desertos de quando em vez, lá surge um oásis, um ponto verde no vazio onde é possível hidratar o corpo e a mente...mas neste deserto azul/laranja nem os camelos se salvam...
As voltas que o Sá deve estar a dar na dita...


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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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