Segunda-feira, 14 de Abril de 2008
Jardim dos loucos
Segunda-feira, 14 Abr, 2008
«O bando de loucos que está lá dentro da Assembleia Legislativa dá uma ideia da Madeira que é uma vergonha. Não se mostra a ninguém.». Quem diz? Ora, vá lá, quem mais poderia ser? Alberto João, claro. Vê-se logo que são flores do nosso jardim falante, estes expoentes do absurdo político. É a polémica visita do Presidente da República à Madeira a fazer a actualidade nacional do disparate, pela boca do barão do Funchal. «Há pessoas que estão lá dentro que eu não apresento a ninguém», diz Jardim para justificar a ausência de convite a Cavaco para que este fosse recebido em sessão solene no parlamento regional. «Tenho vergonha desta oposição», garante, jocoso.

A novela começou hoje, dia da chegada do presidente ao arquipélago, e promete continuar nos próximos dias, com desenvolvimentos sempre imprevisíveis, ou não estivéssemos a falar do nosso impagável Alberto João. O mesmo que ainda há um par de anos atrás dizia de Cavaco que «O senhor Silva só foi alguém neste país porque o PSD o fez». Eu cá continuo na minha. Que seria de Portugal sem este homem? Sim, que seria de nós todos, que vida triste teríamos, não me dizem?


publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De sinhã, a. a 15 de Abril de 2008 às 12:41
Como dizer...até o carnaval se acabava. :-)


De Raposinha Indignada a 14 de Abril de 2008 às 23:50
A demência deste senhor é que é vergonhosa.
Aos meninos pequeninos, quando a rebeldia extravasa para a falta de educação, o caso fica resolvido com umas palmadas.
Aos burros velhos não sei como se resolve.


De pirate a 14 de Abril de 2008 às 22:40
O Sr.Alberto não se atreve a mostrar ao Sr.Silva os "loucos da ilha" todos reunidos na assembleia legislativa regional...
Se o Sr. Alberto não existisse tinha que ser inventado...
Imaginem só se o Fellini tivesse conhecido este personagem, a obra-prima surrealista que não teria dado à 7ª arte...:-)
Uma espécie de "E La Nave Va" com a Madeira a ser a própria Nave em pleno Atlântico...
Seria impagável ! :-)


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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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