Sábado, 1 de Março de 2008
Isto sim, são vidas reais!
Sábado, 01 Mar, 2008
Os Juízos Criminais do Porto agendaram para segunda-feira o julgamento de um processo em que o presidente do FC Porto, Pinto da Costa, acusa de difamação a ex-companheira Carolina Salgado, exigindo-lhe uma indemnização de 10 mil euros. Segundo relatos de vários diários, feitos em 07 de Abril de 2006, Carolina Salgado acusou o presidente do FC Porto, o seu motorista e um segurança de a terem agredido, um dia antes, pelas 16:30, na habitação onde vivia, na Maldalena, Vila Nova de Gaia. A acusação cita notícias, reportagens e entrevistas dos diários 24horas e Correio da Manhã (incluindo do seu suplemento semanal Vidas), bem como das revistas TV Mais, TV 7 Dias ou Flash. Pinto da Costa reclama para si padrões morais e sociais incompatíveis com a acusação que lhe fez a ex-companheira e afiança que essas afirmações lhe causaram os prejuízos como cidadão e como figura pública.
Nuno Manuel Santos, que Carolina identificava como segurança, mas que à época dos factos se assumia como negociador imobiliário, foi também indicado como testemunha. Citado na altura pelo Correio da Manhã, Nuno Santos afirmou que Pinto da Costa "não agrediu Carolina e já regressava ao carro, depois de ir buscar umas camisas, quando esta apareceu e iniciou numa discussão". Sobre as marcas no corpo de Carolina disse, citado pelo jornal, que "se calhar foram os cães lá de casa". Três diários generalistas (Correio da Manhã, Jornal de Notícias e 24horas), mas também o desportivo Record publicaram, em 07 de Abril de 2006, imagens de Carolina Salgado a mostrar as marcas de alegadas agressões no pescoço, barriga e cara. "Estava a entrar em casa com a minha irmã quando o motorista [de Pinto da Costa] se preparava para sair com o faqueiro. A minha funcionária perguntou-lhe por que o levava e ele foi contra ela", disse Carolina Salgado aos jornalistas. "Disse-lhe para não fazer mal à mulher e ele agarrou-me pelo pescoço, tentando esganar-me. Tratou-me por tu e ameaçou que me espetava com uma chave no olho", contou. A ex-companheira de Pinto da Costa adiantou ainda, segundo a imprensa da altura, que "o presidente do FC Porto a esbofeteou duas vezes" e que o seu segurança Nuno Santos a terá "pontapeado". Carolina Salgado, que disse ter participado o caso à GNR de Canidelo, garantiu que a sua irmã, então grávida de três meses, também teria sido alvo de agressões, tendo, inclusive, sido pontapeada na barriga.
Com tudo isto, é fácil perceber a necessidade de reallity shows para entreter a populaça nas noites frias de inverno. Afinal, Pinto da Costa é único, como o fêcêpê. Tem uns casamentos animados, é certo, faqueiro para lá, chapada para cá, muita fotografia, som stereo, mas Jorge Nuno há só um. Um só. Uffff.


publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De RM a 3 de Março de 2008 às 14:25
Felizmente é só um...fonix.
Ele que coma umas carnes grelhadas e uns enchidos, a ver se desanda. Já não há pachorra


De samuel a 2 de Março de 2008 às 01:06
Há de facto uma "real" responsável por isto... mas não é a vida.


De Daniel de Sá a 2 de Março de 2008 às 00:59
Há muitos anos, encontrei abandonado, perto do Clube Asas do Atlântico, em Santa Maria (propriamente junto à lavandaria) um exemplar da "Reader's", e uma das coisas que li foram os "Flagrantes da Vida Real". Fiquei muito admirado por não ver lá nenhuma história que metesse reis ou rainhas. (Imaginem lá ao tempo que isso foi!)


De Alfredo Gago da Câmara a 1 de Março de 2008 às 22:45
Qual reais, qual carapuça. Isto são mas é vidas de merda...


De piedade a 1 de Março de 2008 às 19:31
Palavra de honra !!! o que mais me impressionou, no meio desta salada toda, foi o guarda costas, ou motorista, ou lá o que era, ter tratado a Carolina por tu !!! Francamente, que desrespeito, que descaramento, venha o reallity show, que eu quero ser uma daquelas da assistência. Posso ?


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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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