Terça-feira, 15 de Janeiro de 2008
Picasso & Portinari, Brasil ou o Samba do Cozinheiro Criminoso
Terça-feira, 15 Jan, 2008
Um cozinheiro brasileiro foi apontado hoje pelas autoridades como autor intelectual do roubo de duas pinturas do Museu de Arte de São Paulo, uma delas do espanhol Pablo Picasso. A Policia Civil assegurou que o nome do cozinheiro, Moisés Manoel de Lima Sobrinho, de 25 anos de idade, foi incluído na investigação e que foi levantada uma ordem judicial para a sua captura. Segundo os amigos, Lima Sobrinho é "um jovem de classe média-alta, educado, ambicioso e extremamente inteligente".

Os quadros "O retrato de Suzanne Bloch", de Picasso, e "O lavrador de café", do brasileiro Cándido Portinari, avaliados em 50 milhões de dólares (cerca de 34 milhões de euros) foram roubados no passado dia 20 de Dezembro do MASP, o maior museu de arte privada da América Latina. Os ladrões aproveitaram a troca de guardas e, com recurso a um ascensor de cargas conseguiram entrar numa das salas e em apenas três minutos levar consigo os dois quadros. As obras foram recuperadas no passado dia 8 de Janeiro em Ferraz de Vasconcelos, um município vizinho de São Paulo, numa operação onde foram capturados os dois autores materiais do roubo.

O Museu de Arte de São Paulo esteve temporariamente fechado e voltou a abrir as suas portas na passada sexta feira. Durante o fim-de-semana as visitas ao museu duplicaram tendo alcançado as 3.000 pessoas por dia, grande parte, segundo o museu, interessadas em ver de perto as obras recuperadas.


publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De Rui Vasco Neto a 15 de Janeiro de 2008 às 22:54
pearl,
a criatividade é uma coisa tã linda, não é?


De Pearl a 15 de Janeiro de 2008 às 21:20
Prova provada que a malta que é jovem afinal aprecia arte e gosta de museus.


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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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