Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007
O nosso silêncio
Sexta-feira, 16 Nov, 2007
Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que um beso te cerrara la boca.

Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolía.

Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa em arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
déjame que me calle com el silencio tuyo.

Déjame que te hable también com tu silencio
claro como uma lámpara, simple como um anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.

Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, uma sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto.

(Pablo Neruda)

Escuta:

Há muito mais silêncio que palavras entre nós
é magia do entendimento
é pensamento em vez de voz
falar ás vezes cala
o que o coração quer dizer
calado a gente fala
e diz tudo o que quiser
RVN


publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De Daniel de Sá a 18 de Novembro de 2007 às 18:57
Ah, meu caro Rui, é isso que acontece no Aspirina! Por isso é que não apareceu lá ninguém, ao menos para falar mal. Há problemas de facto com o acesso aoo blog, tanto mais que eu não consegui entrar para pôr lá o textozinho, e tive de me valer da Susana.
Oberigado pela tua boa vontade. Vou comunicar isso à Susana, a ver se ela resolve.


De Pulga a 18 de Novembro de 2007 às 17:45
Mifá,

Quanto mais me bates mais eu gosto de ti......

Vou-ti comer...às mordidinhas, tá?


De Silêncio a 18 de Novembro de 2007 às 16:40
Podem por favor calar-se, ir discutir para outra freguesia, e deixarem-me namorar à vontade? Já viram os outros posts todos mesmo a jeito para uns comentáriozinhos?


De Rui Vasco Neto a 18 de Novembro de 2007 às 16:12
daniel,
fora de graças, quando se clica no 'coments' o link leva-nos áquela foto tua e ao artigo sobre a FLA...


De Daniel de Sá a 18 de Novembro de 2007 às 16:08
Rui, estou por aqui, e provavelmente sei por que razão não consegues deixar um comentário à minha pedrada. Porque ela não acertou no alvo.
Um abraço.
Daniel


De mifá a 18 de Novembro de 2007 às 13:42
Ah, a propósito de pulgas, lembrei-me desta:

Uma pulga, sem valor,
bebe co`a mesma alegria
tanto no melhor licor,
como em qualquer porcaria.


nota: aqui deixo um grande obrigado a Aleixo pelo mote e à pulga, pela inspiração.


De mifá a 18 de Novembro de 2007 às 13:24
Sabem o que um elefante diz, "magestosamente", para uma pulga ?
- Cresce e aparece.


De Formiga a 18 de Novembro de 2007 às 09:48
Ferrero rocher,

Agradeço-lhe os seus elogios mas, infelizmente, não os posso aceitar!
A "idiotice"..."desculpe, o não pensar..." pertencem ao senhor Fernando Pessoa!
Ele sim, merece o seu convite para o pic-nic...não eu.....lamentavelmente....

Um beijo. my love.....


De Pulga a 18 de Novembro de 2007 às 09:26
Desde que as pulgas e as formigas criaram resistência ao dum dum, é um ver se te havias....
Gentiiiiii.......em micaelensonês não existe nem "laião", nem "laim"!

Pois é!!!!!!

No meu dicionário (que está actualizado) o que existe é "Naiam" ....(N)aim!

Isto que para aí tá feito é uma omelete de "naiam" e "laió"......

A bem da língua e da nação....corrijamos! Não vá sua "magestade" sentir-se lesada....outra vez!


De Rui Vasco Neto a 18 de Novembro de 2007 às 03:30
baygon,
as minhas desculpas, caro insecticida. terá sido um lápis língua, mal afiado na ponta do meu micaelensonês - de resto, maiês, para ser exacto, na circunstância.

daniel,
se estiveres por aí, explica-me lá porque não consigo eu deixar um comentário na tua elvira moleira/pedrada certeira?


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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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