Terça-feira, 8 de Abril de 2008
Uma única questão
Terça-feira, 08 Abr, 2008
O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, alertou hoje para a necessidade de distinguir problemas de indisciplina escolar e criminalidade, considerando que as forças de segurança não podem imiscuir-se nos problemas de disciplina nas escolas. "A criminalidade não se deve confundir com indisciplina escolar", afirmou Rui Pereira, perante os deputados da comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias. "Às forças de segurança apenas cabe responder pelos factos criminais. Não podem ser as forças de segurança a imiscuir-se nas questões de indisciplina escolar", defendeu, insistindo que os problemas disciplinares devem ser resolvidos nos estabelecimentos de ensino.

Eu cá li a notícia e medi as palavras do senhor ministro à escala do senso mais elementar da gente simples. O que apurei faz sentido e nem vejo outro, por sinal. Por isso pergunto, perturba-me a questão: por que arrabaldes de miséria vagueia perdida a sensatez nacional, para ser necessário e benvindo lavrar em citação ministerial aquilo que devia jorrar da boca do povo, a todas as horas?


publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De Alfredo Gago da Câmara a 9 de Abril de 2008 às 13:51
Samuel: e enquanto se arranjam bodes expiatórios para este caos, estes sinais continuam, teimosamente...


De samuel a 9 de Abril de 2008 às 00:28
O verdadeiro crime nas escolas é não dar a devida atenção às causas da indisciplina e do desinteresse, são anos seguidos de "sinais" errados que o ministério da educação e os governos foram dando a estudantes, pais e professores.
A lista podia ir por aí fora...


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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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