Terça-feira, 25 de Março de 2008
Pensando bem, os alunos do 9ºC da Carolina Michaelis são uns santos. Abençoadas criancinhas,digo eu.
Terça-feira, 25 Mar, 2008
Imagine que, em vez de ser chamado à escola porque a sua filha empurrou a professora para lhe tirar o telemóvel, recebia uma cartinha a dizer que ela tinha participado num bacanal escolar com mais duzentos coleguinhas e que, por isso mesmo, a escola fazia questão de avisar: «Estavam demasiado bêbados para terem controlo sobre si próprios. O risco é real, assumam o pior.» Percebem o meu ponto de vista?

Álcool e drogas e sexo, foi esta combinação explosiva que fez com que uma escola no norte de Inglaterra tomasse a medida drástica: distribuir pílulas do dia seguinte pelas alunas. Segundo o Daily Mail, citado pelo SOL, dois adolescentes falsificaram assinaturas e conseguiram a autorização para organizar uma festa nas instalações da escola. Os professores explicaram que a festa rapidamente se transformou numa orgia, na qual chegaram a participar duzentos alunos e cuja maioria teve relações sexuais sem protecção.

O comportamento dos alunos obrigou a escola a distribuir pílulas do dia seguinte pelas alunas dos catorze aos dezasseis anos e a enviar uma carta aos pais advertindo para a possibilidade de os filhos terem doenças sexualmente transmissíveis ou gravidezes indesejadas. A carta foi muito clara e não deixa margem para dúvidas, os jovens consumiram uma grande quantidade de álcool e «estavam demasiado bêbados para terem controlo sobre si próprios. O risco é real, assumam o pior.».

De acordo com o Daily Mail, citado pelo SOL, não é a primeira vez que uma coisa destas acontece naquele estabelecimento de ensino. Há quase dois anos também houve uma festa que acabou com vários jovens embriagados, inúmeros estragos e semelhantes cenas sexuais. O dono de um pub local contou que o estado dos jovens era tal que chegaram a ameaçá-lo quando este se recusou a vender-lhe mais álcool e tabaco. De manhã quando chegou ao bar os adolescentes tinham urinado a fachada do estabelecimento. Uma equipa de socorro também foi atacada, primeiro vários adolescentes nus rodearam a ambulância e depois outro grupo de adolescentes tentou virar o veículo.

Digam o que disserem, eu cá sei que a situação da instituição Escola em Portugal não está para grandes graças. Mas nanja também para grandes desgraças, teremos todos de convir na comparação com este exemplo escolar britânico, que enrubesceria Fanny Hill e faz a líbido de Lady Chatterley parecer um modesto wet dream de noviça. Sempre ouvi dizer, a vida inteira, que o meu país era e estava atrasado em relação a Inglaterra. Primeiro lá, sempre, depois cá. Hoje pergunto a mim próprio se isso será mesmo verdade. Só cá por coisas, mera curiosidade.



publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De cogitando a 27 de Março de 2008 às 19:48
...nada conforta mais os desgraçados do que a desgraça alheia...


De Anónimo a 26 de Março de 2008 às 17:33
Ainda le chat escondido com o "cou" de fóra e de fasquia ácida ...


De ácida imparcialidade a 26 de Março de 2008 às 04:38
Há coisas que nos convém comparar com outros países enquanto outras não, mas, nem sempre é claro, que coisas são as que nos convêm.


De Alfredo Gago da Câmara a 26 de Março de 2008 às 00:29
Amigo do cimo da fasquia:
É justamente o contrário, por isso é que eu digo "triste" contentamento e, justamente no parágrafo abaixo, digo exactamente que não se devem justificar os nossos erros por vermos nos outos erros ainda maiores.
Penso que estamos de acordo.


De Anónimo a 25 de Março de 2008 às 22:51
pensar que portugal esta atrasado ou e atrasado em relacao ao reino unido e mera ilusao... pelo menos em alguns aspectos.


De subo a fasquia a 25 de Março de 2008 às 22:48
O péssimo justifica o mau.
Se é essa a moral da história, é bem rasteirinha, convenhamos...


De Alfredo Gago da Câmara a 25 de Março de 2008 às 22:02
Rui, este teu post, não sei porquê, mas lembra-me uma pequena história.
Um jovem sentia-se aterrorizado por ter que dar a notícia a um colega do falecimento inesperado da mãe. Então resolveu dizer-lhe de rompante que, enquanto ele estava na escola, um incêndio lhe havia destuido a casa toda e lhe tinha matado a família inteira: pai, mãe, irmãos, avó e até uma tia. O colega pôs-se a chorar convulsivamente até que ao fim de um certo tempo o outro lhe colocou a mão no ombro e serenamente lhe confessou: - Olha, afinal foi só uma pequena explosão que aconteceu lá em casa na cosinha e só mesmo infelizmente a tua mãe é que morreu.
- Foi só isso- retorquiu o infeliz amigo - Puxa que alívio! Ainda bem que foi só isso e que os outros todos se salvaram.
Que triste contentamento...
Penso que nunca se deve dar alívio ou consolo aos nossos erros por vermos outros ainda maiores e muito menos justifica-los por isso.
É claro que não é esta a conclusão que chego pelo que li e percebe-se que não há intenção mas... Há sempre tendência a que isto aconteça.
Abraço


De Anónimo a 25 de Março de 2008 às 18:48
A culpa é dos pais. para que é que põem os filhos na escola sem preservativos nas mochilas e pílulas nas carteiras ???


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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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