Terça-feira, 15 de Abril de 2008
Lá por nos entendermos não quer dizer que nos entendamos, ok?
Terça-feira, 15 Abr, 2008
Vale a pena reflectir um pouco sobre este Dia D, organizado hoje pela Plataforma Sindical dos Professores. Em todas as escolas secundárias e sedes de agrupamento, desde as oito e meia da manhã, foram organizados debates e as organizações sindicais pretendem rever com os professores todo o processo negocial mantido com o Ministério da Educação. Sobretudo o entendimento alcançado na passada sexta-feira e que parece não agradar a uma grossa fatia dos intervenientes nesta pantomina de revolta. No guião elaborado para os debates, refere-se que as organizações sindicais de docentes "não alteram, com este entendimento, o seu profundo desacordo face a uma política que, em sua opinião, não dignifica a profissão, não contribui para que melhorem as condições de trabalho nas escolas". Ou seja, mais palavra menos palavra, a palavra de ordem é 'o facto de nos entendermos não faz com que nos entendamos', ou coisa que o valha.

Uma das expressões mais reveladoras desta predisposição sindical para acções futuras de contestação, no âmbito de uma alegada busca de entendimento com a tutela, consta numa das moções que será lida e votada nestas reuniões de hoje. "O entendimento é importante para os professores, mas não resolve as questões de fundo, pelo que deverá manter-se uma forte acção sindical e reivindicativa", refere uma moção que será lida e votada nas reuniões de hoje. Para mim a questão é confusa e não indiciadora de uma vontade primeira em resolver os problemas da Educação nacional. Afinal não era entendimento aquilo que se procurava? Então e agora que ele existe, conjugamos esforços para nos desentendermos de forma a começar tudo outra vez? Interessante. Muitíssimo interessante. Uma questão de educação, não há dúvida.


publicado por Rui Vasco Neto
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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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