Sábado, 12 de Abril de 2008
Branquinho de ideias
Sábado, 12 Abr, 2008
«Qual o problema de Branquinho? Incapaz, pela vergonha que lhe resta, de dirigir um requerimento ao primeiro-ministro a perguntar se "é verdade que namora com Fernanda Câncio?", Branquinho insinua. De resto, apesar das revistas cor-de-rosa, Branquinho nem sequer pode jurar se é verdade que Sócrates namora com a Fernanda. Apesar de ter sofrido uma campanha negra com insinuações sobre a sua sexualidade (vinda dos mesmos branquinhos de neve e matulões que hoje tomam conta do PSD), Sócrates resistiu a aparecer com a namorada ao lado para espantar os espíritos.

O que faz depois Branquinho? Insinua e, depois, recua. Agora, no requerimento entregue na Assembleia, a "questão Fernanda" desapareceu. Temos em mãos um problema "sindical" e financeiro. Desconhecedor de que a RTP é obrigada a contratar produção externa (uma lei do Governo Barroso/Morais Sarmento) Branquinho pergunta "quais os motivos que levaram a RTP a celebrar um contrato com uma produtora externa para a realização de uma série de reportagens sobre os bairros problemáticos". Há quilos de produções externas, mas só uma interessa a Branquinho. Os outros matulões correm em auxílio. Rui Gomes da Silva, famoso por querer afastar Marcelo da TVI, lá comparece para ajudar à festa ignominiosa. E Jardim, no teatro do Funchal, vem dizer que "José Sócrates preferirá outros casamentos". Este PSD, o mesmo da campanha negra das últimas legislativas, tem a tentação do abismo. Infelizmente para uma certa ideia de democracia, vai cair nele, zonzo e aparvalhado.»
(Ana Sá Lopes, in DN)


publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De Raposinha (Hoje) Anarca a 15 de Abril de 2008 às 00:42
O problema dos partidos não é o conjunto de ideias ideológicas que era suposto ser a base da discussão: são mesmo as pessoas.


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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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