Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2007
Claro.
Sexta-feira, 21 Dez, 2007
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior do que os homens, morder como quem beija.
É ser mendigo e dar, como quem seja Rei do reino de áquem e de além dor.
É ter de mil desejos o esplendor e não saber sequer que se deseja. É ter cá dentro um astro que flameja. É ter garras. E asas de condor.
É ter fome. É ter sede de infinito (por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...). É condensar o mundo num só grito e amar-te, assim, perdidamente. É seres alma e sangue e vida em mim.
E dizê-lo cantando a toda a gente, claro.

publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De Rui Vasco Neto a 23 de Dezembro de 2007 às 20:01
ovónimo,
Estamos de acordo pela primeira vez. Ninguém tem o direito de desvirtuar obra alheia. 'Da-se' não existe. Por isso, sempre que sentir o apelo do chinelo que há em si, por favor use a forma original: foda-se.

guizos a tilintar,
Não percebi quem é o anónimo a que se refere, mas fico feliz pelo pézinho poético que deu neste baile.

estranha sinfonia na alma,
Com esta fiquei à toa. Quer explicar ou, como suspeito, não tem explicação?

maria,
Grato pelos votos e parabéns por ver bem ao longe. Por aqui, vira e mexe, bate uma miopia crassa...


De MARIA a 23 de Dezembro de 2007 às 12:06
Adoro a Florbela Espanca ... com forma sem forma ... mas muita essência ...
Votos de festas muito felizes e um 2008 extraordinário!
Maria


De Nervos de oiro a 22 de Dezembro de 2007 às 23:19
Esquecia-me, de forma imperdoavel, de acrescentar ao anónimo que, não me Espanta nada, faça uso, e bom uso da sua liberdade para por as """""""" os ()() e as .....
aonde achar por bem ser adaptado ou inadaptado.


De Nervos de oiro a 22 de Dezembro de 2007 às 22:59
dedicada ao anónimo, com votos que ele não construa mas semeie versos e, assim, colha poesia:

Bato à porta do Silêncio:
Abre meu Amor! Abre! Sou eu!...
Sou eu! Sou eu! A que nas mãos ansiosas prendeu da vida, assim como ninguém, os maus espinhos, sem tocar nas rosas.


De Anónimo a 22 de Dezembro de 2007 às 20:23
Realmente, o mundo está cheio de gente burra.
Nem mais nem ontem.
Ninguém tem o direito de desvirtuar obra alheia.
É assim tão difícil de entender?
Da-se!!!

PS - Quadradónimo, uma ova!


De Maria a 22 de Dezembro de 2007 às 08:17
O que me importam são as palavras, pronto.
É um prazer passar por aqui, sempre..


De Piedade a 22 de Dezembro de 2007 às 04:15
Correu bem, sim, bebi tintol, aquece bem a garganta. Alfredinho tocou e tocou bem, baboso !!!


De Rui Vasco Neto a 22 de Dezembro de 2007 às 03:54
pi,
correu bem? levaste a garrafinha de licor 'para a voz'? e o alfredo ainda tem dedos? tocou alguma que soubesse?


De Rui Vasco Neto a 22 de Dezembro de 2007 às 03:50
nesta,
como deve ter percebido, o sistema de aprovação de comentários cá da loja tem assim uma espécie de vida própria que, juro, me escapa completamente.
a mensagem vale para a geral, já que não é a primeira (e suspeito que não será a derradeira) vez que isto acontece sem que eu possa adivinhar.
mas acaba por ir ao lugar, eventualy. costuma, pelo menos.
gadinho pelo gato pessoano, foi um mimo inesperado. espero que seja a 'forma original', que aqui as regras são rígidas.


De Piedade a 22 de Dezembro de 2007 às 03:44
Enquanto andava eu a cantar a nossa poesia, andavam vocês por aqui também, cantando. Bonito este poema da Florbela, lindo mesmo.


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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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