Sexta-feira, 2 de Novembro de 2007
Página 161, quinta linha completa.
Sexta-feira, 02 Nov, 2007
Corre na blogosfera uma interessante charada. Uma cadeia, chama-se assim, com alguma graça, entenda-se. O desafio é de uma simplicidade convidativa. Escolha ao acaso um livro que esteja perto de si. Abra na página 161 e transcreva a 5ª frase completa da página escolhida. Simples. Interessante, claro. Um desafio é um desafio, livros são livros, charadas são charadas, cadeias são cadeias enfim mas pronto. A lista de aderentes mostra e comprova a popularidade da graça. Tenho visto e lido de tudo. Citações em inglês, espanhol, alemão, Idish, de clássicos modernos e antigos, tratados e enciclopédias, ensaios e poesia. Tudo livros que estavam ali ao lado, mesmo à mão de apanhar. Cada escolha reflectirá então a personalidade de cada um, é justo presumir. Daí o meu embaraço presente.

Mas um desafio é um desafio, livros são livros, charadas são charadas, cadeias são cadeias enfim mas pronto e eu aqui estou a cumprir o desafio que também me foi lançado por mão amiga. Peguei no livro mais à mão e que supostamente será exemplo do meu requinte literário. Fui à página 161. Eis a quinta frase completa: Custódio, Dagoberto José, Lote 124, r/c, Bairro da Cooperativa Lagoense - Parchal (in 'Páginas Brancas', ed. PT Comunicações 2007).
Passo agora a cadeia ao Tino de Rans, de quem espero nada menos que Dostoesvsky.
Em russo, claro.

RVN


publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De Rui Vasco Neto a 4 de Novembro de 2007 às 16:58
samuel,
pronto, pronto, seja o Linhó.

daniel,
pois, pois. com tanta modernice qualquer dia apanho-te a fumar..


De Daniel de Sá a 4 de Novembro de 2007 às 16:29
A culpa é da tua caixa de comentários que transformou em quadradinhos as letras acentuadas. Arranja lá isso para a gente se entender melhor.


De Rui Vasco Neto a 4 de Novembro de 2007 às 13:15
daniel,
estou um dia fora e tu apareces logo com estes quadradinhos todos giros.
é só modernices.
mas 'tá bem, prantes.

rvn


De Daniel de S� a 3 de Novembro de 2007 às 16:34
Aqui vai a minha frase, sem batota.
"L'�tranger". De Albert Camus, claro.
"Quand j'avais r�ussi, j'avais gagn� une heure de calme."
(Tamb�m n�o tenho paci�ncia para "cadeias". Nem sequer dessas que prometem o inferno em vida a quem as interromper. Portugal, por exemplo, ao fim de dez "cadeias" esgota-se numa que exija dez c�pias.)


De samuel a 3 de Novembro de 2007 às 16:19
Nem na cadeia alimentar...
Ainda por cima ir para vele de judeus, com este nome, parece-me um pouco forçado.


De Maria a 2 de Novembro de 2007 às 21:59
E viva a boa disposição...
Bom fim-de-semana


De Rui Vasco Neto a 2 de Novembro de 2007 às 21:00
samuel,
e em vale de judeus, já tentou entrar? pinheiro da cruz?


De samuel a 2 de Novembro de 2007 às 20:52
Não vou entrar nesta bendita "cadeia" quanto mais não seja porque me arriscaria a receber os muitos milhares de postais ilustrados que prometia outra cadeia em que até entrei e que nunca chegaram...
Ah, e nessa altura andava no saudoso Ciclo Preparatório.


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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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