Terça-feira, 11 de Março de 2008
Cavaco retocado e contado ao povo em bonecos
Terça-feira, 11 Mar, 2008
Ou a Presidência em slide, sei lá. São 'Os dias do Presidente', onde 'Cavaco Silva narra, numa apresentação multimédia, o seu quotidiano'. Um documentário com locução do próprio, numa visita guiada ao que o presidente entendeu querer revelar de si ao país. Coisa bem feita, de resto. Um trabalho conseguido, nos seus objectivos, a meu ver. E a ver, sem dúvida, guardar nem tanto.
O tom babado de enlevo com que o próprio Cavaco o divulgou à comunicação social, ainda em terras brasileiras, diz bem do agrado presidencial por mais esta iniciativa promocional do prestígio de Belém. De D.Maria sabe-se pouco, quanto à sua opinião, mas o simples facto do projecto estar on-line é sinal inequívoco da sua aprovação, diria eu sem medo de errar. Boas fotografias a preto e branco de Luis Filipe Catarino, bem sequenciadas, critério editorial feliz no resultado final obtido. A narração é do próprio presidente, no tom habitual e com a inconfundível dicção que se lhe conhece. Pelo meio não podia faltar a participação audio de D.Maria, a ilustrar a rotina diária de Cavaco: «Hora de almoço, hora de pausa. A maior parte das vezes conto com a companhia da minha mulher, falamos de tudo». É a deixa de D.Maria: «Olha o João Maria, o menino, hoje não foi à escola, não está bem, ficou em casa com febre», ouve-se sobre as fotos do almoço dos dois. A música de fundo é jazística e subtil até à Desfolhada, que também entra, quando se mostra que o presidente vai ao teatro e bate palmas a Simone de Oliveira: «Um longo dia chegou ao fim. É tempo de descanso. A minha mulher e eu subimos a escada do nosso velhinho prédio com o coração cheio de emoções vividas na homenagem a Simone. Foi muito bonito

Cavaco chega ao final da narração confessando o prazer que esta lhe deu a fazer. «Gostei muito de fazer esta reportagem para o sítio da Presidência», diz com entoação radiofónica, a fechar. Eu cá também gostei que o presidente a tivesse feito. Senti-me assim um bocadinho lá de casa, quase meio Silva por afinidade com este primo irremediavelmente afastado. Gostei mais disto do que da nova 'Vila Faia', devo dizer, achei o casting mais genuíno e adorei o cenário. Ah, e o polícia sinaleiro também foi muito bem escolhido, sim senhor. Imperdíveis, estes dias do Presidente. Aqui.


publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De Rui Vasco Neto a 14 de Março de 2008 às 22:35
pronto, então: calma!


De Marquesa a 12 de Março de 2008 às 13:46
A.G.C. - deixe-se de sacanices, tá? - como diria o outro : "tu é mauuuuuu !"


De Susete Evaristo a 12 de Março de 2008 às 13:38
E o queque? Falta o queque!!!!!!!


De Alfredo Gago da Câmara a 12 de Março de 2008 às 02:51
Cavaco!!! Adoro cavaco. F......se, meus ricos trinta euros...


De Rui Vasco Neto a 12 de Março de 2008 às 00:30
marquesa,
está um trabalho digno da realeza, não acha?

luis,
estamos de acordo, como viste. não é a primeira vez, não será a última, prevejo.
abraço.


De LNT a 11 de Março de 2008 às 22:04
A coisa está muito bem feita.

Quem o fez percebe da poda, repito.

Um abraço


De Marquesa a 11 de Março de 2008 às 19:42
P.S. - Ainda bem que o amigo se sentiu um pouco Silva, lá de casa, se se sentisse Cavaco, ficaria tremendamente preocupada consigo. LOLOL=LOLOLOL=LOLOLOLOLOL


De Marquesa a 11 de Março de 2008 às 19:36
Acabei de ver agora mesmo, impressões frescas, portanto, não ponderadas !!! Tenho a dizer que S.Exa. devia andar sempre de óculos. Ficam-lhe bem, não sei, tapam-lhe as olheiras e "nivelam" as maçãs do rosto e o queixo proeminente !!! O polícia sinaleiro, dança bem, sem duvida, mas o passinho de S.Exa. OSócrates, é bastante melhor. Observaste ? Tenho uma chamada de atenção a fazer : S.Exa. não devia NUNCA pôr o pé na base daquela mesa lindíssima, onde se senta com OSócrates. Com embutidos (quiçá) de marfim, bonita, antiga, nunca para pôr o pé, nem mesmo com meias de seda e sapatos de verniz. NUNCA. Quanto à D. Maria, bem, muito bem, gostei da classe no sentar e no cruzar da perna elegante. Não ? Não é elegante? Pareceu-me.


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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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