Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007
Com dum dum não escapa um
Segunda-feira, 19 Nov, 2007
A história do assalto ao banco em Vila do Conde é uma aventura e tanto. Um homem assalta um banco, a polícia chega, isola o perímetro, faz cordão, cerca o banco e durante três horas encurrala o assaltante que tem consigo as duas funcionárias que faltam. Há rádios e televisões em directo e a notícia é abertura de noticiários toda a tarde, deste dia que começou com outro assalto a outro banco em Moscavide. A tensão é enorme. Três horas depois as duas funcionárias saem da casa de banho onde estavam escondidas e a polícia sacode o saco dos gambozinos sem encontrar o larápio, que não aparece nem debaixo dos tapetes. Ninguém sabe nem quando, nem por onde o assaltante fugiu, se fugiu, quem é ou onde está. Ninguém sabe nada. A polícia guarda as pistolas e os atiradores especiais recolhem de fininho ao quartel. A gargalhada final, sonora e repicada, só chega com as declarações do Intendente Teles da PSP do Porto à comunicação social, como é da praxe. «A polícia conseguiu evitar o assalto», garante aquela autoridade à RTP, com voz segura e expressão convicta. Com aquela cara, sabem como é. Aquela cara que toda a gente põe quando finalmente descobre que não há gambozinos para pôr no saco.


publicado por Rui Vasco Neto
link do post | comentar

Comentários:
De Sol a 22 de Novembro de 2007 às 01:34
penélope:

Grata, desta vez, pela sua gentileza! Será que conhece o Sarrabal?

Abraço da Sol


De Rui Vasco Neto a 20 de Novembro de 2007 às 19:17
avis,
é uma hipótese, de facto...

sol,
não mereço tanto, acredite. mas fico-lhe grato pela (mais uma) gentileza.
não serei provavelmente a pessoa indicada para dar seguimento à cadeia por ausência de convicção no fenómeno, mas não deixo de achar a sua graça à coisa. e, claro, fiquei feliz com a sua distinção.
arranjarei maneira de pôr este coração na lapela.
aceite um abraço.

maria,
bandido tolo, tão tolo que quase era polícia nesta história.

penélope,
boa! volte sempre.

joão,
também fiquei convencido que era essa a teoria do intendente teles. de resto, a sobrancelhe esquerda do dito apontava as investigações nesse sentido.
abraço.


De João Villalobos a 20 de Novembro de 2007 às 12:46
Por exclusão, parece-me óbvio que uma das duas funcionárias era o assaltante, bem disfarçadinho e que graças ao Sindroma de Estocolmo aproveitou bem o tempo do cerco :)


De penélope a 20 de Novembro de 2007 às 02:22
Sol, foi bem merecida a gentileza e digo-o com toda a propriedade!!! congratulo-me,também,e muito, por te-la tornado extensiva aqui ao setevidascomoosgatos.

abraço-os, aos dois, com muito, muito carinho.


De Maria, Flor de Lotus a 20 de Novembro de 2007 às 00:59
Boa noite, caro Rui:
Pois ...
Efectivamente ...
Nem Polícias nem ladrões como antigamente ...
Pois se ele não fugiu à Polícia o que o impediu de furtar ?...
Bandido incompetente , também, não ?!...
:)))
Saudações
Maria


De Sol a 20 de Novembro de 2007 às 00:46
Caro RVN:
N�o sei ainda movimentar-me muito bem na blogosfera; s� comecei em Julho...Hoje fiquei surpreendida com uma gentileza atribuida ao Sarrabal. N�o tive grande op�o (ou faria figura de mal-educada). Da� meter os "gatos" ao barulho. Pe�o-lhe que v� at� ao meu blogue e que seja o que Deus quiser!

Abra�o da Sol

Costumo ler todos os seus posts, embora nem sempre os comente. Mas trabalha imenso, � o que me parece...


De Hertz a 20 de Novembro de 2007 às 00:45
rssssss...será que viram dentro da caixa-forte?


Comentar post

Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
mais sobre mim
vidas passadas

Piu

Crónica do Brufen

Eu, pombinha.

Falando com o meu cão

Chove, eu sei, mas tenho ...

Maria da Solidariedade

Hum, daí o meu dói-dói...

Portugal sem acordo

Não fui eu que escrevi ma...

Um dos

Abençoados 94, Madiba!

Sôdade

Não vás as mar, Tòino... ...

Ofertas FNAC: pare, escut...

Reflexão de domingo, perg...

É preciso é calma, já se ...

Definição de sacrifício n...

A questão

E pronto, eis que descubr...

.......

Bom dia. Se bem me lembro...

O princípio do fim

E, de repente.

Um azar nunca vem só

Diz que é uma espécie de ...

Força na buzina!!

Bom dia. Hoje chove em Li...

Depois do homem que morde...

Bom dia. É hoje, é hoje!!...

Boga ou Beluga?

arquivos

Junho 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Janeiro 2011

Novembro 2010

Outubro 2010

Abril 2010

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Restaurantes para fumadores
Consulte aqui a lista de restaurantes onde os fumadores também têm direito à vida.
sete vidas mais uma: Daniel de Sá
Um Nobel na Maia
Lagoa
Ribeira Grande
Vila Franca do Campo
Do Nordeste à Povoação
Dias de Melo, escritor livre
E se a Igreja se calasse?
O outro lado das tragédias
O meu Brasil português
A menina amarga (II)
A menina amarga (I)
Pelas cinzas de uma bandeira
O caso da Escola do Magistério
Uma confissão desdobrável
O gato e o rato
Contra a Inquisição
D.Diogo
Uma carta de Fradique Mendes
Acróstico
Monotonia
Maia (II)
Maia
Um nome acima de todos os nomes
Um palhaço de Deus
A ópera em Portugal - Conclusão (VIII)
A ópera em Portugal - Um novo estilo, Alfredo Keil (VII)
A ópera em Portugal - O Teatro de S.Carlos (VI)
A ópera em Portugal - Os Intérpretes: Luísa Todi e os Irmãos Andrade (V)
A ópera em Portugal - Marcos Portugal: vida e obra (IV)
A ópera em Portugal - Primeiros tempos / o triunfo (III)
A ópera em Portugal - Introdução da ópera em Portugal (II)
A ópera em Portugal - As origens da ópera (I)
Dois sonetos à maneira de Natália Correia
Duas garrafas de Macieira
As esponjas das lágrimas
Lição de Português
500 000 soldados
Depois do portão da casa
Auto da Mazurca
Auto da Barca de Bruxelas
Malino
Romance da Bicha-Fera
A Casa
Tremor de terra, temor do céu.
Cântico da mãe escrava ao filho morto
Passos Perdidos
A Lenda dos Reis
Daniel de Sá
Um sítio chamado Aqui
O protesto do burrinho
Sete vidas mais uma: Soledade Martinho Costa
Poema renascido
Sete vidas mais uma: Pedro Bicudo
RTP, Açores
As vidas dos outros
subscrever feeds
Sete vidas, sete notas