Terça-feira, 13 de Novembro de 2007
Justiça cega
Terça-feira, 13 Nov, 2007
«Em época de contenção orçamental, e com a administração pública sujeita a restrições na aquisição de viaturas novas, por indicação do Decreto de Execução Orçamental para 2007, o ministro da Justiça acaba de comprar cinco automóveis topo de gama. O negócio, sem incluir o imposto automóvel (IA), de que as instituições públicas estão isentas, rondou um valor global de quase 176 mil euros (35 mil contos) e foi por ajuste directo, sem recurso a concurso público, e sem autorização do Ministério das Finanças. Poderá estar em causa a violação da lei.»


publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De Rui Vasco Neto a 14 de Novembro de 2007 às 18:20
marquesa,
acabei de lhe descobrir vocação de ministra das finanças..

tarela,
a vantagem de pertencer à equipa que faz as leis é poder mudá-las quando é preciso. afinal, para quye servem os amigos?

sam,
quase tão profundo como o mistério da fé.


De samuel a 13 de Novembro de 2007 às 22:49
"O Mistério da Justiça"


De Tarela a 13 de Novembro de 2007 às 22:12
Ora deixa cá ver.....
35.000:5= 7.000!
Baratinho!!!!!
Descobriram os encantos dos chinesos ou a "fórmula" que permite a aquisição por ajuste directo quando a compra seja inferior a 10.000?
Vá-se lá saber.....


De Rui Vasco Neto a 13 de Novembro de 2007 às 18:28
pois o nosso ministro foi à multiópticas...


De Marquesa a 13 de Novembro de 2007 às 16:48
Aquela do rei e do bobo chateou-me tremendamente ! Quanto a este, olha, convinha obrigá-lo a pagar o imposto, descontar-lhe 1/3 do ordenado se ele não pagar, penhorar-lhe todos os bens, exigir declaração de ausência de dívidas ao estado na compra de qualquer bem, e se tiver algum dinheirinho "por fora" para receber tambem tem de mostrar a dita declaração. Se não tiver a declaração, desconta-se-lhe tambem 1/3. Quanto à penhora dos bens, podem ser os imóveis os móveis e os físicos !!! Já viste, como é que o infeliz vai pagar os pópós ?????!!!!????


De mifá a 13 de Novembro de 2007 às 16:25
Pois, aproxima-se o Natal e há que dar prendas aos meninos. Não, que isso de contenção não é para todos; é para tolos.
Cega, a justiça? O que ela é é estrábica: só vê em certas direcções!


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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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