Quinta-feira, 13 de Março de 2008
Às vezes, muitas vezes, o equilíbrio.
Quinta-feira, 13 Mar, 2008
Às vezes as coisas estão mesmo à nossa frente sem que nós as consigamos ver. É uma cegueira inexplicável porque selectiva: vê-se tudo, tudo menos aquilo que nos deveria saltar à vista antes de mais nada. E assim nos enganamos, assim falhamos e erramos de palmatória. Quantas vezes não temos tudo aquilo que queremos ao alcance da mão, sem que consigamos lá chegar só porque nos julgamos perdidos e irremediavelmente distantes do que há de melhor em nós? Muitas vezes, vezes demais.

É bem certo que meia solução está
muitas vezes na forma como encaramos os problemas, que a outra metade vem no embalo da passada e sem grandes dificuldades, desde que vencida essa primeira e decisiva batalha. Como em tudo na vida a resposta estará no bom senso, no dosear, no valorizar com conta certa, nem de mais, nem de menos. No meio termo, com termos. No equilíbrio, enfim.

Às vezes, muitas vezes, o equilíbrio é possível.



publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De Insaciável a 15 de Março de 2008 às 22:16
Aqui está um exemplo onde a qualidade do texto e a qualidade dos comentários, estão notoriamente desequilibradas. Lamentável.

Rui
A sua meditação já seria excelente só com a primeira e última frase. O resto do texto só o veio abrilhantar. Parabéns.


De Rui Vasco Neto a 14 de Março de 2008 às 22:32
senhores,
nem abro a boca, para não incomodar. Desejam alguma coisa? Bolachinhas, talvez? O chá está a caminho. Please, continuem.


De n�o aconselh�vel a menores cerebrais a 14 de Março de 2008 às 20:29
(an�nimo disse:"com coment�rios destes, este blog qualquer dia vira anedota.")

diga-me, meu caro an�nimo,vira anedota inocente ou indecente? qual das duas categorias prefere?
j� sei, j� sei, nenhuma esta-se mesmo a ver! deve ser do g�nero nem quente nem frio: t�pidozinho sempre!
imagino a comich�o terr�vel que deve causar � sua grande erudi�o, esta esp�cie liter�ria
t�o popular qu�o desprezada, a anedota. A anedota incomoda, sim senhor, principalmente quando d� "um bom contributo para o estudo de uma comunidade - suas manias e fobias, seus h�bitos sociais, seus desejos e RECALCAMENTOS, seus her�is e suas v�timas, sua vis�o do mundo ou do destino."
� an�nimo, quer queira quer n�o, a anedota serve para tudo e para todos: mendigos, imperadores, ricos, pobres, espertos ou doidos, doentes ou s�os, alunos ou professores, etc H�-as muito breves, as muito extensas, as de forma erudita, as de forma popular, de linguagem comedida, de linguagem desbragada, indecorosa, etc
mas diga-me, como as prefere?
j� sei, j� sei: nem quente nem frio!


De Anónimo a 14 de Março de 2008 às 16:13
Com comentários destes, este blog qualquer dia vira anedota.


De matreira a 14 de Março de 2008 às 15:49
Mas que excitação !!! Ainda vou apanhar esse teclado que põe "?" em vez de acentos nas vogais. E o equilíbrio, meninas, onde pára ? Não pára, balança, não é ?


De santa pedra a 14 de Março de 2008 às 02:18
bento qualquer coisa,
nem com água benta...nem com água benta...


De zazen a 14 de Março de 2008 às 02:13
caro Zen,
reconhecer "algum ju�zo" � um reconhecimento muito pouco zen.
objectivo zen � esvaziar e n�o encher.


De de La Gatisse a 14 de Março de 2008 às 02:03
� sua (des)quilibrada, n�o sonhe equilibrar o mundo na ponta de um dedo: as caibr�s existem, sabia?


De pontinha de l�ngua a 14 de Março de 2008 às 01:49
ponto g,

l� est�s tu, belo-ponto, a levar a coisa p/ onde n�o deves... e depois queixas-te!


De ainda � procura do "Tao" a 14 de Março de 2008 às 00:35
Que surpresa! uma atmosfera muito Tch'an, sim senhor!

pois � "sem saberem qu�o perto a Verdade se encontra, as pessoas procuram-na longe - que pena!
S�o como aquele que, no meio da �gua, chora de sede, suplicando por �gua."
Hakuin (1863-1768)


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