Sexta-feira, 9 de Maio de 2008
A ópera em Portugal - Conclusão, Bibliografia (VIII)
Sexta-feira, 09 Mai, 2008

E pronto, não há dure que sempre mal nem acabe que não se bem, enfim, mais ou menos. Chega hoje ao final a publicação deste trabalho de Daniel de Sá sobre a Ópera em Portugal, oito capítulos recheados de informação coligida e apresentada com a qualidade e rigor que vêm sendo habituais na produção literária deste meu amigo. A gerência cá da casa agradece e recomenda uma encadernação jeitosinha, para guardar na estante. E junta-se nas palminhas ao autor, bem merecidas, de resto.

 

Em baixo: "A Ópera em Portugal - Conclusão, Bibliografia"
Sete vidas mais uma: Daniel de Sá

         

Parte I : As origens da ópera

Parte II : Introdução da ópera em Portugal

Parte III : Primeiros tempos / o triunfo

Parte IV : Marcos Portugal: vida e obra

Parte V:  Os Intérpretes
Parte VI : O Teatro de S.Carlos
Parte VII : Um novo estilo, Alfredo Keil

Parte VIII: Conclusão, Bibliografia

 

 

A morte de Augusto Machado anuncia o fim das grandes referências portuguesas no campo da música lírico-dramática. Mas uma das conclusões que se podem tirar desta pequena viagem pela ópera de produção nacional é a de que os nossos melhores compositores (e não apenas sob o ponto de vista da ópera mas de outras áreas da produção musical) não têm tido o reconhecimento que merecem, nem sequer no seu próprio país.

Mas há um esforço que está a ser feito destinado a ressuscitar a sua música. Curiosamente, edições actuais discográficas de partituras de alguns deles têm tido grande procura por editoras estrangeiras da especialidade, sobretudo americanas. E, em empreendimentos culturais de grande projecção, vão-se recordando obras esquecidas ou quase, como, este ano (exemplo já atrás referido), na VIII Semana de Música de Óbidos, dedicada a José Joaquim dos Santos, ou no XI Festival de Música de Alcobaça, cujo programa inclui a representação da Serrana, de Alfredo Keil.

 

Nota – Escrevi este texto em Maio de 2003. Como foi largamente noticiado, Emmanuel Nunes, que recebeu o Prémio Pessoa no ano 2000, apresentou já este ano a ópera Das Mädchen (A Rapariga), com libreto adaptado de um conto de Goethe. A crítica não lhe foi muito favorável, incidindo sobretudo na longa duração do espectáculo (cerca de quatro horas) e na dificuldade de interpretação, que requer grande esforço das vozes, frequentemente em registos muito agudos. A própria linguagem musical e o simbolismo das cenas parecem requerer uma capacidade de concentração dos espectadores a que a maior parte não conseguiu resistir no dia de estreia.

 

 

Principal bibliografia consultada

 

Herbert Kupferberg, Ópera, Editorial Verbo, Lisboa, 1978.

José Carlos Picoto, obra citada, capítulo A Ópera em Portugal.

José Costa Pereira, Vectores Culturais Portugueses de Seiscentos e Setecentos, em História de Portugal, direcção de José Hermano Saraiva, Publicações Alfa, Lisboa, 1983.

José Correia do Souto, Portugueses Ilustres, edição Lierne, Barcelos (sem data).

Enciclopédias:

Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, Editorial Verbo, Lisboa.

Dicionário Enciclopédico da História de Portugal, edição de Selecções do Reader’s Digest, Lisboa, 1990.

Britannica.

Outras fontes:

Antena 2

Almanaque Abril’88, Editora Abril, São Paulo, 1987.

 



publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De Saci a 9 de Maio de 2008 às 23:27
Obrigada, Daniel.

( é nesta parte que digo "aguardamos por mais"?)


De Daniel de Sá a 12 de Maio de 2008 às 13:40
Saci
Não sei que "mais" esperas. Mas, se o Rui mo permitir, penso continuar aparecendo.
Um abraço.
Daniel


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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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