Segunda-feira, 12 de Maio de 2008
Já agora, a propósito...
Segunda-feira, 12 Mai, 2008

 

Um tal senhor Eduardo Correia, presidente deste novo partido em projecto, o 'Movimento Mérito e Sociedade' (sobre o qual eu nada sei, diga-se em abono da verdade) disse hoje à imprensa que "o trabalho feito pelo IDT - o braço do Governo em termos de politica de prevenção e tratamento da toxicodependência - não tem apresentado resultados merecedores de qualquer referência positiva no nível de qualidade de vida das famílias em Portugal". E, como se pode ler no post anterior, por essa razão exige então a demissão de 'toda a direcção' do Instituto, com João Goulão à cabeça. Ponto final.

 

A associação de ideias foi imediata. Recordei-me de uma crónica que escrevi e publiquei a 8 de Outubro de 2007, com o título 'Injustiças e Especialistas', curiosamente o texto que inaugurou o blog 'Sete vidas como os gatos' ainda no Blogger, naturalmente. Ao tempo era Rui Rio, presidente da Câmara do Porto, quem estrebuchava (e como!) a propósito das polémicas verbas atribuídas pelo IDT à Ares do Pinhal. Quem queira lembrar o episódio (e a minha análise, já agora, no extracharge) pode fazê-lo aqui. Mas, exclusivamente a propósito destas declarações de hoje de Eduardo Correia, não resisto a deixar aqui as palavras finais dessa crónica. Apesar de já levarem meio ano de escritas, são palavras que continuam actuais e, quer-me parecer, particularmente oportunas face às notícias do dia de hoje. Ora façam os senhores o favor de conferir esta minha opinião. E se eu estiver enganado não hesitem em dizê-lo, por favor, que as caixas de comentários não se fizeram para outra coisa.

 

'Tal como está, a toxicodependência permite que a classe política mantenha o equilíbrio, sentada na tampa da ordem pública que faz o mundo cheirar bem e ser bonito e separa os uns dos outros. Lá em baixo, para fazer o trabalho sujo, estão os especialistas em evitar transbordos. Da tampa para baixo é o mundo deles. São os homens da droga, os especializados que vão sempre à televisão explicar como se faz para acabar com a toxicodependência. Que todos os anos aumenta, diga-se. E eles todos os anos lá vão, sempre os mesmos e a dizer o mesmo, João Goulão, Luís Patrício, Rodrigo Coutinho, Nuno Miguel e uma selecção criteriosa de colegas e afins, todos eles nomes fixos na escala de serviço ao balcão da drogaria nacional. Nas últimas duas décadas trocaram entre si quase todos os cargos que apareceram, ora tu, ora eu, ora tu mais eu. E hoje continuam onde quer que haja dinheiro, droga e drogados. Nas direcções gerais de todos os governos. Em todas as presidências e direcções de todos os Institutos e afins. Nas consultadorias dos Governos Regionais dos Açores e Madeira. Nas direcções dos principais CAT’s e em todas as comissões, sub-comissões e sub-sub-comissões que mastigam o erário público, em grossos nacos, há anos sem fim e sem proveito. Nas Direcções Clínicas das Comunidades Terapêuticas. E, claro, no proveitoso recato dos seus consultórios particulares. Em toda a parte podemos encontrar esta nata de especialistas da droga, verdadeiros toxicodependentes, já que as suas vidas e carreiras dependem do consumo de drogas. Mas não são os únicos. A toxicodependência faz vender jornais, eleger políticos, aprovar orçamentos milionários, construir carreiras, vender medicamentos, lavar receitas, abrir clínicas de tratamentos miraculosos e mais, muito, muito mais. Por isso me parece uma enorme injustiça assacar ao actual senhor Presidente do IDT as culpas de uma dona de bordel. Afinal, tal como os seus especializados colegas especialistas, há anos e anos que ele vem provando ser apenas mais uma das raparigas.' 

 

 



publicado por Rui Vasco Neto
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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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