Terça-feira, 13 de Maio de 2008
Eu cortafitei. Eles cortafitam. Cortafitemos, pois.
Terça-feira, 13 Mai, 2008

Fofa. Fofinha, vermelha, de estadão. Um luxo do caraças, uma coisa de truz. Pisei-a decidido e com gosto, tentei saborear cada passo, empinei os ombros, rasguei o sorriso e fiz-me às fotos dos paparazzi. As miúdas, todas giras, olhavam-me como quem contempla um pastelinho de bacalhau (sim, confesso, tive algumas dúvidas em relação a esta imagem, mas...). Era o meu grande momento, a minha hora de glória, impunham-se umas palavrinhas, e eu até estava mesmo pronto a começar, mesmo... mesmo... quando acordei. Diacho, é sempre a mesma coisa! Acordei, que querem? Péssimo timming, eu sei. Enfim, o costume. Seria tudo um sonho? Tudo, tudo? Corri para o computador para dissipar as dúvidas, o coração numa ânsia que nem vos digo, as pernas bambas, os olhos em bico, olhem que até aquela coisa, o meu... adiante, pronto, estava um nadita nervoso, era o que eu queria dizer. Mas sem razão, acabei por constatar. Afinal não era tudo um sonho (só a parte das miúdas giras a paparem o pastelinho). Porque a passadeira, fofa, fofinha, vermelha, vermelhinha, lá estava estendida, estendidinha, esparramada, posta e disposta para mim. Onde? No Corta-Fitas, naturalmente. Não vos tinha ainda dito, não? Vão os senhores perdoar-me, ai esta minha cabeça... Passo então a explicar.

 

Pois o Corta-Fitas, um dos meus blogues de eleição e visita diária, referência indiscutível na blogosfera, entendeu abrir as suas portas à colaboração escolhida de alguns de nós, os outros, os gajos da concorrência, enfim, o pessoal menor. Malta de segunda, por assim dizer. Então e não é que este vosso amigo foi incluído nesse grupo de escolhidos, nesses happy few? Estou que nem posso, ó c'legas, é o que é. Recebi e aceitei, encantado, o convite que me foi feito pelo meu colega e amigo Pedro Correia para uma modesta participação nesta iniciativa cortafiteira. O resultado já lá está à vista, publicado que foi hoje o texto "Fátima: fé e trocos", assinado por este vosso amigo e cuja leitura vos recomendo veementemente em mais este 13 de Maio. Porque traz ao mundo a verdade suprema, iluminando pobres espíritos mergulhados em trevas velhas de séculos? Disparate! Porque é uma reflexão séria, isso sim, mais uma apenas, entre milhões de reflexões possíveis sobre este fenómeno mundial. Mas sabem os senhores uma coisa que eu acho? Nunca será demais reflectir sobre Fátima e sobre tudo aquilo que Fátima representa na alma desta nação. Deixo à consideração de cada um dos senhores as razões em que me terei baseado para fazer esta afirmação. Bem como a justiça da dita cuja. Tudo aqui. Boas leituras.



publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De Samuel a 14 de Maio de 2008 às 00:49
Ora então lá vou eu...


De Rui Vasco Neto a 14 de Maio de 2008 às 03:20
sam,
vai lá mas agasalha-te, pelo amor de Deus. Está um frio de rachar. Leva aquele casaquinho de malha que fez a tia Arminda, aquele que tem o ursinho à frente...


De Samuel a 14 de Maio de 2008 às 01:07
Bonito, Rui!
Estás a ver uma flor na estrumeira? É, mal comparado, o teu texto. Uma belíssima ilustração de uma realidade feia e com imensas "moscas".
Não me passaria pela cabeça, nem por um momento, insultar a fé de qualquer uma dessas pessoas, independentemente do que possa pensar de alguns dos seus pastores. Sou filho de um pastor de uma igreja protestante e vi muitas vezes o quanto doi ser atacado no ponto mais sensível, a inexplicável fé.
Mas isso é outra estória.

Abraço


De Rui Vasco Neto a 14 de Maio de 2008 às 03:22
sam,
percebo-te, embora isto não seja atacar mas sim convidar a reflectir.
outro, na volta do correio.


De Saci a 14 de Maio de 2008 às 01:31
Rui

O texto está bom...digamos muito bom...digamos excelente.
Amanhã, com menos sono, passo por aqui e por lá para comentar melhor. Com menos sono e mais tempo porque estão a por-me fora de casa.

Beijinhos
Saci


De Rui Vasco Neto a 14 de Maio de 2008 às 03:24
saci,
tadinha, espero que tenha onde se abrigar.
e que pena eu ter desmanchado o quarto de hóspedes.


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