Sexta-feira, 16 de Maio de 2008
Bom dia. Hoje eu bato palmas à persistência deste homem.
Sexta-feira, 16 Mai, 2008

«A Metro do Porto vai ser alvo de uma penhora. A acção está marcada dia 28 deste mês. O valor dos bens a penhorar? Um euro... Precisamente a quantia que a empresa deve a um passageiro, Carlos Alves, desde Outubro de 2005. Há mais de dois anos e meio que a Metro foi condenada a pagar um euro, repondo a verba que o cliente tinha sido obrigado a desembolsar para substituir dois bilhetes (andante) que ficaram inutilizados sem razão aparente. Carlos Alves não se conformou, recorreu para os tribunais, e acabou por vencer a acção. Dois anos e meio depois de decretada, a sentença continua por cumprir.»



publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De Samuel a 16 de Maio de 2008 às 23:48
Valente!
Se o pessoal fizesse o mesmo em relação ao que o governo nos deve em promessas não cumpridas, os homens não tinham já nem uma cadeirinha para se sentarem...


De Rui Vasco Neto a 16 de Maio de 2008 às 23:54
sam,
de acordo, 100%, claro, mas pensa bem: quanto não gastou este meu herói em dinheiro e, acima de tudo, quantas horas, semanas, meses inteiros de vida não lhe consumiu esta questão em cinco anos - CINCO ANOS - de tribunais... Mas não faças qualquer confusão: isto que ele fez é que está certo, isto é que é, de facto, ser cidadão de um país.


De Daniel de Sá a 18 de Maio de 2008 às 00:35
Bem, algo está errado neste tipo de coisas. Como esteve naquele caso da velhota que foi a tribunal por ter roubado uma coisita insignificante no não sei quantos, Lidl ou algo parecido. É que há um valor mínimo para um roubo ser crime. Lembro-me de ser 20$00, quando vinte patacas ainda eram dinheiro, lembro-me de ter sido cem, e, no final da heróica época do escudo, eram dois mil. Curiosamente, segundo a "casuística" moderna o pecado mortal por roubo tinha os mesmos valores. Portanto não percebo como é que um tribunal se dá ao luxo de gastar tempo e juízes (que juízo parece não haver ali para gastar) por um euro.
Uma colega minha foi uma vez convocada para pagar 1$50 que ficara em falta nuns papéis da Direcção Escolar. Eu fiz as contas, e a cobrança ficou por uma despesa de cerca de 16$00, fora as muitas dezenas que ela pagou para se deslocar a Ponta Delgada.
Podeis explicar-me este país?


De Samuel a 18 de Maio de 2008 às 13:25
Caro Daniel

Por "explicar o país" entendo que queira dizer explicar o seu modo de funcionar. Não sou capaz. Para "compensar", os resultados desse mesmo modo de funcionar não podem ser mais "gráficos". Estão aí para quem quiser ver.

Abraço


De Daniel de Sá a 18 de Maio de 2008 às 22:58
Samuel, isto é como eu gosto de dizer. Um povo que já resistiu a um D. Sebastião, a um marquês de Pombal, a um Salazar, que não se desmoronou com um Santana Lopes nem com meia dúzias de Pinhos que andam aí pelo Governo, "jamais" cairá, "jamais"!


De Samuel a 18 de Maio de 2008 às 23:51
Daniel, não posso estar mais de acordo.
Um dia destes havemos de transformar estas concordâncias, estados de alma e derivados, num petisco regado a qualquer coisa, com banda sonora "artesanal" feita no local... isto se o dono da casa se chegar à frente em vez de ficar a olhar para esta conversa, virando a cabeça de um comentário para o outro, como se isto fosse ténis.

Abraço.


De Rui Vasco Neto a 19 de Maio de 2008 às 00:02
Ooooppss!
PRESENTE!
Morra quem se negue. É quando? e onde? e demora muito? e já tá marcado ou é preciso ordem directa do engº Pinto de Sousa?


De Daniel de Sá a 19 de Maio de 2008 às 00:07
Rui, traz a garganta que a gente dá a comida, a bebida e as goelas. E prometemos não falar de futebol. Quanto a política e políticos, só do tempo da Grécia Clássica.


De mviegas a 19 de Maio de 2008 às 18:07
BOICOTE

Às gasolineiras já !!!

Vide .:

http://o-povo-vai-nu.blogspot.com/



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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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