Quinta-feira, 5 de Junho de 2008
Então e para o Dantas, nada?
Quinta-feira, 05 Jun, 2008

Conta- nos hoje a Lusa que a GNR se deslocou a casa de Vale e Azevedo em Colares, Sintra, para o deter no âmbito do caso "Dantas da Cunha", tendo o caseiro indicado que o ex-presidente do Benfica está em Londres em morada incerta. Diz mais, a notícia. Que a certidão desta diligência efectuada a 26 de Maio pela GNR de Colares, a que a Agencia Lusa teve hoje acesso, refere que o responsável pela Quinta de Cima, residência do antigo presidente do Benfica, garantiu à GNR que "João Vale e Azevedo há cerca de dois anos exerce actividade profissional em Londres, desconhecendo a morada", e que só "esporadicamente vem a Portugal".

 

Ou seja, trocado em miúdos, o ex-presidente do Benfica terá recusado liminarmente a generosa oferta, apresentada pela Justiça nacional, de alojamento em regime de pensão completa por um período de sete anos e meio, mais amnistia, menos precária. Ou, de forma talvez mais directa e no dizer popular, haverá por certo quem pense e diga que Vale e Azevedo se pirou para não ir de cana, deu ao solante e foi de frosques, enfim, isto já se sabe que há gente para tudo nestas coisas. Recordemos os factos, que o tempo passa a correr.

 

Um colectivo de juízes do Tribunal da Boa-Hora, presidido por Renato Barroso, condenou, em Outubro de 2006, o Dr.Vale e Azevedo a sete anos e meio de prisão pela prática dos crimes de falsificação e burla qualificada no chamado "caso Dantas da Cunha", após considerar que, em 1997, o então advogado falsificou procurações para obter, à revelia de Pedro Dantas da Cunha, poderes para hipotecar um imóvel da família deste, localizado no Areeiro, como garantia de um empréstimo de 1,5 milhões de contos contraído junto da Caixa Geral de Depósitos (CGD). E arrecadado pelo águia-mor, directo para o bolso esquerdo, ao tempo. Minudências, no fundo.

 

Bem, a braços com o que só pode tratar-se de um mal-entendido, com toda a certeza, Vale e Azevedo terá optado por não estar hoje ali, à porta da sua residência e de mochila pronta, para receber os agentes que lá iam buscá-lo com uma intenção tocante. Mesmo. Pois a mim só me custa a aceitar que ele não tivesse ao menos deixado um bilhetinho, isso é que eu acho que foi um nadita rude. Já não digo um manifesto, que diabo, mas uma carta ao Dantas, por exemplo, um bilhete ao Dantas, uma nota com o desabafo final: "Se o Dantas é português eu quero ser inglês! Fui. PIM"



publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De artesaoocioso a 6 de Junho de 2008 às 00:09
Nunca acreditei nele como não acretido nos outros do Planeta do Futebol.
Apenas acho estranho que seja o único corrupto em Portugal...
Cumprimentos.


De Vale & Azevedo, SA a 6 de Junho de 2008 às 20:40
Morra o Dantas, morra, pim!!!


De Rui Vasco Neto a 4 de Agosto de 2008 às 18:04
caro doutor,
só hoje dei pela coisa. Esteve então vexa cá pelo blog, mesmo não estando cá pelo burgo. Pois saiba que fico feliz e honrado pela visita. E mais, e melhor: tenho um endereço privado que está ao seu dispor para uma conversa que lhe apeteça. Nada de profundo e muito menos público, ou não lhe sugeria o privado. Conversar, juntamente com o luzir do sol, é das poucas coisas que ainda vem de borla na ementa da vida.
Pois don't be a stranger e diga algo quando lhe aprouver.
Cordial e sinceramente
rvn


De Saci a 6 de Junho de 2008 às 22:47
Deve estar na Piriquita a comer umas queijadas de Sintra.


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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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