Segunda-feira, 9 de Junho de 2008
Detalhes sem interesse
Segunda-feira, 09 Jun, 2008

 

Portugal estava a ganhar, quando o jogo começou. Os outros estavam empatados, zero a zero, mas a malta já estava a dar uma abada aos gajos, eles é que não sabiam. Só olhar para as bancadas do estádio de Neuchatel e ouvir o bruá que delas se soltava já ajudava bastante a ter uma ideia da imensa vantagem que a equipa das quinas levava na manga quando pisou relva, antes do apito. Mais em casa nem no Jamor, caramba. E é por demais evidente que toda a gente tinha noção do clima de euforia e do previsível e mais que garantido apoio da comunidade dos nossos emigrantes, traduzido numa presença maciça ali e em toda a parte onde esteja a nossa selecção até ao final deste Europeu. Se assim não fosse não teriam criado esse aborto de oportunismo, quase assalto, que foi o bilhete pago para poder ver os treinos da selecção. É verdade, 13 mil pessoas pagaram bilhete para ver este último treino, que foi o primeiro depois da vitória sobre os turcos. É muita gente, muito bilhete, muita gulodice. 

 

Eu cá, sinceramente, acho a iniciativa um nojo de oportunismo e desrespeito pela tal ‘nação peregrina’ que Pessoa cantou, tão bem e sentido. Ei-la agora pontualmente transformada numa ‘nação otária’, por obra e graça do desporto-rei, e assim esfolada em nome da saudade por uns quantos xico-espertos de olho grande e gula maior. Detalhes, nada mais. Afinal, Portugal ganhou e isso é que interessa. Ou não é?



publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De Saci a 10 de Junho de 2008 às 15:27
Nem de propósito. À hora que começo a escrever este comentário, ligo a televisão. Já é tarde para as noticias, bem sei mas pode ter acontecido algo que mereça um especial. Tipo a selecção ter ganho um jogo qualquer ou um treinador ter aterrado em Portugal ou qualquer treta dessas que as televisões acham importante.
Num dos canais um “especial” de apoio à selecção. Porreiropá. Mudo de canal e dou de caras com uma tal de Ronalda, irmã do deus Ronaldo a guinchar um apoio ao mano.
E tudo isto é lindo. Ainda bem que veio um Europeu. Os portugueses esqueceram-se que a vida está difícil, as prateleiras de cerveja dum grande supermercado estavam vazias 5 minutos antes do jogo, os combustíveis não estavam assim tão caros para se ir dar voltinhas ao Marquês, etc. etc.
E sim, pelos vistos ainda há quem pague bilhetes para ir ver um treino.
E se tivessem levado o anúncio a sério, e o carro da selecção fosse de empurrão, eu aposto que alguém se iria lembrar de cobrar bilhetes. E pior, alguém iria pagar.


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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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