Quarta-feira, 11 de Junho de 2008
Tenho um olho negro aqui dependurado
Quarta-feira, 11 Jun, 2008

Fecho os olhos e lá vou eu na marcha. Tenho a música de cor, à conta de décadas de reposições érretêpianas e salta-me o pé para a marcha a compasso da memória. Vejo o pátio todo engalanado, arrumam-se em pares de conversados e conversadas. Tenho uma gaiata aqui dependurada que é mesmo o retrato da minha namorada. 'Olh'ó arquinho, olh'ó balão!' Vejo o sorriso traquinas de Vasquinho na disputa com o Xico, galã rival da sua Beatrizinha. E tenho o elenco quase todo em cena, numa coreografia pré-apoteótica a acabar com tudo e todos na esquadra do bairro, por ordem de um só senhor polícia de bigode que mandou toda a gente e ficou mandado, quais Uzi's, quais pistolas, quais carapuça.

 

Pois foi mais ou menos, muito mais ou menos, o que aconteceu ontem à noite, (pelo menos até àquela parte de um polícia só e do bigode...) no terceiro dia do desfile das Marchas Populares de Lisboa, no Pavilhão Atlântico, que ficou marcado por vários confrontos entre apoiantes. Durante o desfile da Marcha do Lumiar, vários espectadores envolveram-se em confrontos físicos, o que obrigou à intervenção das forças policiais que se encontravam no local. Várias pessoas foram detidas. Diz quem viu que durante um bom bocado imperou o estado de sítio, com uma verdadeira batalha campal entre os elementos dos vários bairros envolvidos, três, contando com o Lumiar. Quem disse que a tradição já não é o que era dantes? É pois!

 

 



publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De Alfredo Gago da Câmara a 11 de Junho de 2008 às 01:31
Olha, tens um remédio santo para fugir à zaragata. Mete-te nom avião da sata, voa para São Miguel e assiste às bonitas e pacíficas maschas de São João em Vila Franca do Campo. Só da minha autoria, este ano, vão quatro sair à rua. Prometo que te mando uma delas mas, não queres vê-las ao vivo? Estou disponível depois de meia noite e as barraquinhas só encerram às oito da manhã. Que tal?


De Rui Vasco Neto a 11 de Junho de 2008 às 01:37
Pois belo cabrãzinhe me saíste, ó da Câmara, ó xour Gago... Chama-se a isso atazanar o pobre, cutucar a onça, ó amigo da dita cuja.


De Saci a 11 de Junho de 2008 às 01:43
Caríssimo

E novidades?
É todos os anos a mesma coisa.
Só vai variando o sítio. Ora no Pavilhão Carlos Lopes, ora no Atlântico, ora mesma na rua.

Gentinha pacífica, hein?


De Teresa a 11 de Junho de 2008 às 02:29
Até me assustei, achei que estavas a confundir dois filmes, "O Pátio das Cantigas" e "A Canção de Lisboa" - o "Fado do Estudante" de Vasco Santana está na Grafonola Ideal do nosso blóguio do Liceu.

Menino, tenho tentado telefonar-te. No dia 21 vou para fora, gostava de poder contar contigo para assegurares a manutenção do blóguio do Liceu...


De Rui Vasco Neto a 12 de Junho de 2008 às 12:22
T,
lamentavelmente não vai ser possível, até porque eu proprio me vou ausentar por tempo indeterminado e para fora do país. Falaremos quando eu voltar, até lá um beijo grande.


De lelo a 12 de Junho de 2008 às 12:14

muito boas, mo' gostou muito, da mesma maneira que o blog, obrigado muito


De Rui Vasco Neto a 12 de Junho de 2008 às 12:24
pois, hum..


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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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