Terça-feira, 1 de Julho de 2008
Conversa de urinol, filosofia de ponta.
Terça-feira, 01 Jul, 2008

São dois poços de surpresas, duas profilaxias contra o bocejo, cada uma no seu género, evidentemente. Uma é o Google, esse endereço milagroso dos tempos modernos, onde se encontra tudo e mais alguma coisa com a particularidade de não ser preciso sequer procurar, no mais das vezes. A gente vai em busca de alhos e eis que nos saltam também bugalhos, só para o caso de podermos estar interessados. Foi assim que tropecei neste texto, filho do segundo poço de surpresas a que me referia lá atrás: o meu amigo sharky. «De cada vez que encalho na escolha do tema para uma posta acabo por dar comigo a estudar as tendências do momento nos outros blogues, precisamente para as evitar e assim reduzir o leque das minhas opções», conta-nos o tubarão no início desta prosa mirambolante (com o seu quê de brilhantismo), datada de 25 de Outubro de 2006 e dedicada a esse velho mistério masculino vulgarmente chamado 'tesão do mijo'. Porém, cauteloso com as sensibilidades alheias, o autor deu-lhe o singelo nome de 'A erecção da urina'. Enfim. Eu cá li tudo, interessado, e de ponta a ponta, passe a expressão. No final não resisti a cortar um pedacinho para exibir aqui. É este saboroso naco que se segue. Leiam, por favor. Sopesem os argumentos, avaliem o raciocínio, ponderem bem as conclusões que resultam deste exercício de escriba esforçado. E, de uma vez por todas, percebam como é duro e difícil para um criativo ganhar a vida. 'A erecção da urina'??! Pelo amor de Deus!!! Importa-se de repetir? 

 

 

Tesão do mijo não é uma expressão agradável e o seu uso é desaconselhável diante de gente sem poder de encaixe para o vernáculo. Contudo, trata-se de um recurso excelente para identificar uma actuação concreta (ou a sua ausência) por parte de alguém.


De acordo com a minha interpretação pessoal, a tesão do mijo (em sentido literal) é uma erecção involuntária associada à vontade de fazer uma mijinha. Ou seja, um tipo acorda de manhã à rasquinha para ir ao wc e em simultâneo descobre-se numa condição que, para muitos, raramente se verifica.
 

O problema dessa tesão em particular é que costuma terminar mal um tipo suspira de alívio, antes mesmo de fechar a tampa da sanita para evitar chatices com a “patroa”.

 

E é neste cariz temporário e associado a uma vontade que não a indicada pelo aumento da volumetria que reside a ideia da coisa. A tesão do mijo (em sentido lato) consiste num entusiasmo visível mas passageiro e manifestamente enganador (devido às expectativas frustradas). (...)

 

Assim sendo, a tesão do mijo costuma implicar uma conotação pejorativa para quem a exibe e pode até constituir um mote para a galhofa relativamente à pessoa visada. O humor da situação (que em determinadas circunstâncias pode não ter piada alguma) passa pelos contornos efémeros do tal entusiasmo e que o transformam num embuste para quem leve a sério o sinal transmitido por essa manifestação anatómica ou a sua versão idiomática.


Talvez derivado a esta expressão, costuma dizer-se por paródia que quando um tipo é jovem mija para o tecto e depois de velho já só molha as pantufas (um exagero, pois qualquer jovem atesoado sabe que nessas circunstâncias um gajo não tem outra hipótese senão substituir a posição vertical do corpo pela oblíqua, sobretudo se o alvo for uma sanita e não um urinol).

 

(excerto do post 'NOVO DICIOSHARK: A ERECÇÃO DA URINA', para ler na íntegra aqui)

 



publicado por Rui Vasco Neto
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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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