Segunda-feira, 7 de Julho de 2008
Quando morreu Anne Frank?
Segunda-feira, 07 Jul, 2008

Esta é a sinopse do que poderia ser talvez um texto para teatro. Nunca o escrevi e decerto não chegarei a escrever. Por isso a revelo nestas Sete Vidas em que, às vezes, sou mais uma.

(História – ficção – dedicada ao Samuel. Quem frequenta o seu blog perceberá porquê.)

D.S.

 

Em baixo: "Quando morreu Anne Frank?"
Sete vidas mais uma: Daniel de Sá

 

Anne Frank não teria morrido em Bergen-Belsen com a chegada da Primavera, estando já próximo o dia da libertação. Um médico do campo levou-a para casa, salvando-a para a vida. Pensando que lhe haviam morrido todos os parentes, passou a tratá-la como pessoa da própria família. Entretanto, descoberto e publicado o diário (1947), este começa a ganhar fama, tornando-se um dos mais pungentes testemunhos acerca da condição humana e contra a violência. O salvador de Anne Frank, percebendo que a sua suposta morte dá muito mais força a esse grito de angústia, pede-lhe que permaneça incógnita, para que o mundo sinta melhor toda a revolta que o nazismo provoca. Ele, que fora chamado uma vez a dar uma injecção em Hitler, pensou matá-lo injectando-lhe uma razoável quantidade de ar. No entanto, o seu respeito pela vida levou-o a não o fazer.

 
Entretanto, o médico vem a saber que Otto Frank está vivo. E receia que a rapariga não seja capaz de manter o anonimato, por querer reencontrar o pai. Ainda que peça a ambos que não revelem a verdade, sabe que isso é quase impossível. Mas, para que o diário de Anne Frank continue a chocar o mais possível a humanidade, é preciso que ela seja julgada morta. Por isso o seu salvador lhe dá a injecção que não deu a Hitler.
 


publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De zé cabra a 7 de Julho de 2008 às 23:22
Ó sôr Daniel, essa coisa do homem não ter conseguido matar o Hitler por ter 'respeito pela vida humana' e depois aplicar o trimpófaive na pobre da Anne Frank é que não lembra ao diabo, ó homem!!
Homessa...
Fora isso já tou como o sôr Rui diz: o amigo agora deu em limpar o sebo, em calhando isso é sempraviar, não???
Um grande abraço mas de longe.


De Samuel a 8 de Julho de 2008 às 13:05
Daniel
(e Rui, prontos, vá lá...)

Para além das coisas que diz não dizendo, esta sinopse mostra-nos que a tão popular mania de reescrever a História raramente o faz "para melhor"...

Abraço


De Daniel de Sá a 8 de Julho de 2008 às 21:38
Samuel, essa é uma das razões por que nunca escrevi a peça nem escreverei.


De ALguem a 4 de Março de 2011 às 22:57
oooo.... Rui..... quer aparecer? sai pelado pelo meio da rua.
Entao, o ''respeito'' do médico pela vida era momentaneo? pera ai......


De Rui Vasco Neto a 4 de Março de 2011 às 23:16
caro alguém,
confesso que não entendi patavina do seu comentário, que muito agradeço não obstante a evidente e dramática confusão do juízo que o meu caro alguém foi capaz de produzir. É que veja, por mais pelado que eu esteja, no meio da rua ou em casa, o texto continua a ser da autoria do Daniel de Sá e eu não tenho por que aparecer. A não ser para este puxãozito de orelha que o meu caro alguém bem fer por merecer, decerto concordará. Que não seja por isso que deixe de aparecer e comentar, no entanto. Pode até escrever alguma coisa que se entenda e aí quem sabe? Podemos até conseguir comunicar.



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