Quarta-feira, 16 de Julho de 2008
Balada do Rei (para Yemanjá)
Quarta-feira, 16 Jul, 2008

Venha a paz a esses cabelos loiros

venha um sonho de mais amor

venham reis e rainhas, tesouros,

embalar esse Rei maior

 

Tragam toda a beleza da Terra

e dos céus uma estrela a brilhar

que não saiba os caminhos da guerra

que não deixam o Homem sonhar

 

E então, faça sol, chuva ou frio

pelo mundo uma estrela dirá

que nasceu um poeta no Rio

com a benção de Yemanjá

 



publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De eulalia a 16 de Julho de 2008 às 03:52
Oh Rui... enorme abraço!


De vovó Maria a 16 de Julho de 2008 às 14:00

que beleza!!!

abreijos


De Samuel a 16 de Julho de 2008 às 14:35
Venha pois... e que não tarde!

Abraço


De eulalia a 16 de Julho de 2008 às 19:08
Dos Filhos

E uma mulher que carregava o filho nos braços disse: “Fala-nos dos filhos.”

E ele disse:

Vossos filhos não são vossos filhos.
São filhos e filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E, embora vivam convosco, a vós não pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Pois eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis faze-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois o arco dos quais vossos filhos, quais setas vivas, são arremessados.
O Arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com Sua força para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como Ele ama a flecha que voa, ama também o arco, que permanece estável.

Gibran Khalil Gibran

Abraço-te solidária,mais uma vez, meu amigo. Também eu sinto imensas saudades do 'poeta do Rio' e rezo, sempre, pra Deus protegê-lo!


De Rui Vasco Neto a 16 de Julho de 2008 às 19:41
lua,
Obrigado.


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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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