Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008
Soares e o xeque ao rei
Quarta-feira, 06 Ago, 2008

Concordar com o Dr. Mário Soares é uma daquelas coisas que me preocupam, um sintoma que me faz tirar a roupa e procurar borbulhame nos recantos mais escondidos. É um hábito que eu não gostaria de ter, confesso. Mas hoje tem que ser, que eu não sou de fugir da raia quando o braço é para dar ao torno, e o homem disse o que eu já pensava antes de o ler. Eu e o resto do país, acredito sem esforço. Se não, vejam: «Não parece ter sido muito feliz a intervenção, feita com pompa e circunstância, através das televisões, pelo sr. Presidente da República, no último dia de Julho passado, quando a maioria dos portugueses se preparava para ir de férias, procurando esquecer, por um mês, os problemas graves e complexos que os esperam no regresso.», começa, cirúrgico, o ex-Presidente num extenso artigo de opinião no DN, onde se mostra convicto que a maior parte das pessoas não terá sequer percebido a declaração ao país sobre a tentativa de uma lei ordinária mexer nos poderes presidenciais.

 

«Os portugueses comuns estão angustiados com outras questões, bem mais importantes: o custo de vida, a subir de forma exponencial; a crise energética e os seus efeitos nas bolsas de todos nós e nas empresas; a crise financeira; o desemprego, que está a crescer não só em Portugal como na nossa vizinha Espanha; o escândalo da corrupção», atira, certeiro. E mais: Soares frisa que, sobre estes problemas, Cavaco tem sempre falado «de fugida» e «muito discretamente». No fundo ninguém conhece «o seu pensamento» sobre as questões que mais preocupam os portugueses, queixa-se. E tem mais que razão, o ex-Presidente: tem razões, várias, nem todas públicas, mas algumas sim. E tem, sobretudo, um sentido de oportunidade oposto àquele revelado por Cavaco nesta sua comunicação infeliz.

 

Soares sabe que os portugueses vivem orfãos, no que toca à classe política. Querem um pai, desesperadamente, que lhes dê segurança num beijo na testa ao deitar e não uma prédica sobre o estatuto de autonomia. Que os leve ao parque e lhes garanta que tudo vai correr bem, mesmo que o faça com a boca cheia de folar da Páscoa. Desde que cumpra de forma activa. Que lhes dê a segurança da competência e os sirva, não que os segure com as competências que serve. Agora, sentado no cadeirão do seu observatório situado na secção 'reformados' do Olimpo nacional, Soares provou que estava 'à coca' (o que poucos terá admirado, eu e mais meia dúzia, se tanto) e que continua predador e habilidoso. E politicamente perigoso, ainda e sempre. Um erro do adversário foi quanto bastou. Caiu-lhe em cima com a força de mil verdades que não precisou de gritar. É quando Soares é mais eficaz, quando não precisa de se impor na voz porque o discurso se impõe sozinho. Onde ele perde é quando se sente à vontade e solto, rei dos reis, imperador. Aí é excessivo e malcriado, é Valentim e Alberto João. Hoje, com as palavras que escreveu e com o tapete que puxou, Soares foi Soares e pôs o dedo na ferida, (aliás, dada a circunstância, terá sido mais enfiar do que pôr, mas enfim) com o que escreveu. E conseguiu ser, por uma vez, o Presidente que faltava ao gritar que o Rei vai nu.



publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De Daniel de Sá a 6 de Agosto de 2008 às 02:09
Até ele percebeu!


De Rui Vasco Neto a 7 de Agosto de 2008 às 01:50
daniel,
numa palavra: genial, este teu comentário. (estas 3 não contam)


De Alfredo Gago da Câmara a 6 de Agosto de 2008 às 03:38
Não falem mal do nosso presidente Cavaco. Adorei vê-lo na RTP Açores, que se viu obrigada a transmitir por ser uma comunicação ao país. Falou, falou e falou muito bem, com a sua feição crispada de beleza e a sua habitual voz bonita, melódica e suave. Ouvi com muita atenção e percebi tudinho. Corri de imediato para a "casinha", que é o meu local solitário para digerir grandes pensamentos. Analisei, refleti e pensei em tudo o que ele disse. Quando saí estava mais leve. Não há dúvida: Antes morrer do que perder a vida.


De Rui Vasco Neto a 7 de Agosto de 2008 às 01:51
fredo,
"a sua feição crispada de beleza"????? "a sua habitual voz bonita, melódica e suave"???????
trouxeste isto tudo lá da casinha, foi?
abraço, manganão.


De Alfredo Gago da Câmara a 7 de Agosto de 2008 às 02:36
É claro! Fui me "aliviar" do que tinha acabado de ouvir.


De artesaoocioso a 6 de Agosto de 2008 às 15:40
Para esclarecer, não votei Cavaco mas Soares, infelizmente, não sabe sair do Palco.
Tenho um post no meu blogue sobre o que acontece quando o chefe de serviço manda mais que o director ou quando a capitão manda mais que o general.
Cavaco tem razão, um diploma aprovado numa assembleia regional, de meia tigela , não pode diminuir os poderes políticos do Presidente, estabelecidos na constituição.
Que no intervalo dos jogos do Euro 2008 o deputados (?) da Assembleia da República tenham aprovado a insanidade é bem mais grave.
Cavaco avisou o pais (não vale a pena perder tempo com bandalhos) que não abdica dos poderes com que foi eleito.
Institucionalmente é o mínimo dos mínimos.
Se os portugueses andam distraídos com as férias, podem acordar numa República das Caraíbas
Cumprimentos


De Açoreana a 6 de Agosto de 2008 às 16:27
Assembléia Regional de meia tijela ? Porquê ? Importa-se de explicar ? E veja lá se coloca melhor as vírgulas nos seus textos, pra ver se a gente o entende melhor ... Ai, pois, bandalhos, Caraíbas, explique-se homem !!!


De artesaoocioso a 6 de Agosto de 2008 às 23:22
Boa noite
Estive mais de uma vez no Faial e deu para perceber como funciona a Assembleia Regional e a obra legislativa que produz.
De qualquer modo, a meia tigela é porcelana quando comparada com a gamela da Madeira.
Mesmo com as virgulas fora do lugar, o meu texto deve dar para perceber que políticos, nacionais ou regionais, não são flor que se cheire.
Como não sou um purista da língua , agradeço que me corrija as virgulas que estão fora do lugar e dificultam a leitura do texto.
Cumprimentos.


De AÇOREANA a 7 de Agosto de 2008 às 01:50
Diga-me, meu caro artesão, já esteve na Assembléia da Républica ? Gostou ? Produz-se muito ? Quanto ao que a nossa Assembléia produz, é aquilo que nos é possível, aquilo que a nossa Autonomia e a Constituição nos deixam produzir !!! Quanto às vírgulas, deixe lá, é "tara" minha, não ligue. Agora, lembre-se de uma coisa : não insulte um Povo desta maneira, fica feio, parece mal !


De Eu a 7 de Agosto de 2008 às 17:33
Assembleia não tem acento, embora abunde (!) em assentos.


De Saci a 7 de Agosto de 2008 às 02:47
( Açoreana, psssssiu, chegue aqui para eu lhe dizer um segredo. Não leve a mal, sabe bem que eu até só estou aqui na reinação e errar é humano e etecetera e coiso e tal. Mas já que estamos aqui numa de corrigir as vírgulas, os pontos e as chatiSSes da vida, aproveitamos e colocamos um G na tigela. Não é por nada mas acho mal mexermos com o ponto G da tigela.)


De AÇOREANA a 7 de Agosto de 2008 às 03:03
Pois, claro, pois, claro, obrigada, tá certo, ainda, se, fosse, um, "tijelo", ou, "tigelo" , será que "eles têm esse tal de ponto G ????


De Anónimo a 6 de Agosto de 2008 às 18:20
Se os portugueses já vivem numa república das bananas acordar na das caraíbas até que não seria mau de todo, artesão. Que o cavaco não abdique dos poderes para que foi eleito é o que todos esperamos dele. só estamos à espera que isso aconteça. Corta fitas já tivemos de sobra e ninguém tem paciência para as birrinhas do sr. presidente.


De artesaoocioso a 6 de Agosto de 2008 às 23:06
Boa noite
Agradeço o seu comentário, mas permito-me discordar que se trate de uma birra.
Em termos de regime político não é irrelevante que o
Presidente da República tivesse menos poderes nos Açores (a Madeira vinha a seguir...) do que no Continente.
Em nenhum Estado descentralizado da UE acontece semelhante bizarria.
Cumprimentos.

P.S.
Mário Soares, quando presidente, também fez uma comunicação televisiva ao país a propósito da «guerra das bandeiras»: as Regiões queriam a bandeira regional à frente da bandeira nacional.


De AÇOREANA a 7 de Agosto de 2008 às 01:53
Desculpe, meu caro artesão, mas ou estou eu já confusa, ou está o meu caro. Essa da guerra das bandeiras, não foi em 75/76, com a "FLA" ao rubro, quando os Açores ainda nem autónomos eram ? Se calhar a idade já me está a baralhar ... não sei.


De Açoriano a 7 de Agosto de 2008 às 02:30
Não, não está confusa, cara Açoreana. A idade não a baralhou. Apenas a data, mas os protagonistas, embora mais camuflados, foram os mesmos. Foi uma situação diferente em que estava em causa a integridade nacional e a intervenção presidencial foi por isso devidamente explícita, justificada e entendida pelos portugueses. Não é possível a comparação.
Sabe, hoje com a blogosfera, encontramos gente com raça aguerrida, de puro sangue lusitano, que sabe escrever inteligentemente de forma elegante, qual galope de alter sensivel e educado. Foi o caso do autor deste blogue. Há outros são asnos a sonhar que são cavalos, mas ainda trotam como burros.


De AÇOREANA a 7 de Agosto de 2008 às 03:07
Pois, é isso, um grande abraço para si meu querido Açoriano ! Muito bem visto, muito bem visto !!!


De artesaoocioso a 8 de Agosto de 2008 às 23:10
Como não gosto de ocupar espaço em casa alheia, respondo aos seus comentários no meu blogue com o post "A Caminho da Independência".
Se desejar podemos continuar a conversa no meu blogue.
Cumprimentos


De Tiago Moreira Ramalho a 6 de Agosto de 2008 às 20:12
O Rui que me desculpe, mas se a perda de poderes da figura primeira da democracia portuguesa não é coisa relevante, não sei o que o será. Eu acho que o problema disto tudo reside exactamente no facto de as pessoas não saberem o que ele disse e aos ignorantes que da ignorância não querem sair porque dá trabalho apenas resta o reclamar e o vago comentário de café. Posso concordar que o discurso foi fechado e apenas acessível a alguns, poucos, mas é assim que Cavaco é: formal - não é Valentim e Alberto João. Veio interromper as férias? Meu Deus, mas que chatisse, ouvir o Presidente da República durante sete minutos no telejornal que todos vêem e que também não nos deixa esquecer os males do país em férias, maldito! Muito francamente não percebo a revolta que paira nos corações desse Portugal fora. Erro meu. E que erro!


De AÇOREANA a 7 de Agosto de 2008 às 01:40
Chatice não é com "SS". Cumprimentos


De Tiago Moreira Ramalho a 7 de Agosto de 2008 às 10:42
Obrigado pela correcção AÇOREANA. Cumprimentos


De Rui Vasco Neto a 7 de Agosto de 2008 às 02:13
tiago,
impõe-se um esclarecimento, temo que a prosa não tenha sido clara na totalidade. Eu não disse - nem penso - que "a perda de poderes da figura primeira da democracia portuguesa não é coisa relevante". Nem disse nem penso que "as pessoas não perceberam o que ele disse", sequer, embora ache de facto que a esmagadora maioria dos portugueses não apanhou todo o alcance das palavras do presidente. Mas não por estupidez, ignorância ou incapacidade, nada disso. Mais uma vez aqui, Soares é que viu bem o ângulo do protesto: os portugueses tinham a cabeça noutras preocupações quando começaram a ouvir Cavaco falar - e com toda a legitimidade, quem no-la pode tirar? Temos um Presidente da República que faz carreira nos tabus como Obikuelo papa metros de pista, queixa-se de quê agora, depois de vir anunciar à nação não só que vai falar mas que o fará pela 2ª vez no seu mandato, deixando antever grossa tormenta no horizonte. Para depois vir falar de questões políticas, da política e para os políticos, pese o facto de importarem ao país, claro que sim. Juntando-lhe a solenidade das grandes revelações, próprias das grandes ocasiões de que esta não foi exemplo (certo?).
Mas, lá diz Soares, qualquer um, incluindo eu próprio, teria trocado aquele pastel por novas da saúde, da economia, da educação, da justiça que está uma merda e que - isso sim - devia envergonhar a nação e a classe política que faz as leis e zela pela sua aplicação. Num país onde o bastonário da Ordem dos Advogados diz o que diz sem outra consequência que não seja o arquivamento de processos fantoches e que ainda reconhecem a impotência de qualquer fiscalização, prevendo a continuação do regabofe ab eternum, vir interromper a banhoca do zé, o jantar da maria, as férias do aníbal e a pobreza da maioria é andar a brincar com a gente.
Que não merece outra coisa, diga-se, ao eleger quem elege para nos servir e governar, permitindo depois que se sirvam e se governem enquanto a pategada discute o estatuto autonómico da Fajã dos Tristes&Tesos em que se transformou o meu país.
Espero ter sido claro desta vez.
cumprimentos


De Tiago Moreira Ramalho a 7 de Agosto de 2008 às 10:48
Ó Rui, eu até posso concordar consigo em relação à "forma", se calhar não seria necessário ir a televisão e fazer um comunicado de tal modo solene. Apesar disso, e peço desculpa, não engulo o argumento da interrupção das férias, não tem razão de ser. Vai-me dizer que se o Cavaco tivesse falado em Novembro ia estar tudo bem? Não dá para entender essa história de interromper as férias e o jantar e mais não sei o quê, ao que sei ninguém foi obrigado a ouvir, o Presidente falou para quem o quis escutar. As pessoas pensam nas contas, na educação, na justiça, na saúde e em tudo isso todos os dias a toda a hora, isto significa que falasse o Presidente quando falasse iria sempre decepcionar o pessoal. No meio disto tudo, muito sinceramente, só gostei da postura de uma pessoa: do próprio Cavaco que pura e simplesmente não deu cavaco ao alarido que se criou. Estavam à espera que a silly season acabasse mais cedo com uma demissão do governo? Epá, temos pena.


De Rui Vasco Neto a 7 de Agosto de 2008 às 14:54
tiago,
não tenho a certeza se percebo bem essa conclusão de raciocínio que levaria à queda do governo, mas pronto, aceitemos a efabulação como princípio de conversa. De caminho aceitemos também essa do "ninguém foi obrigado a ouvir, o Presidente falou para quem o quis escutar", sendo que um presidente fala para ser ouvido por todos, não é bem o mesmo que ir ouvir o Tony Carreira ao Campom Pequeno onde aí sim, só vai quem quer e gosta. Mas adiante.Tomemos como válido e assente que "as pessoas pensam nas contas, na educação, na justiça, na saúde e em tudo isso todos os dias a toda a hora", por ser verdade, mas tomemos cautelas extra com essa parte do "isto significa que falasse o Presidente quando falasse iria sempre decepcionar o pessoal". Porquê? porque aí mesmo reside o gato desta história, o alçapão do silogismo. Exactamente para poder gerir, como deve, as expectativas do eleitorado a quem se dirige, é que o aparato prévio deve ser doseado na medida da importância e peso do que se vai dizer, sob pena de vulgarizar o tom de voz que se usa para avisar a populaça que vem aí o lobo e pouco mais. E assim chegámos ao ponto, cerne da questão e da silly-polémica desta comunicação ao país: muita parra e pouca uva, muito grito e pouco lobo (havia um mosquito, é certo). Cavaco foi Pedro a mais neste 'olha o lobo'. E Pedro, é dos livros e mais que sabido, lixou-se.


De Tiago Moreira Ramalho a 7 de Agosto de 2008 às 22:31
Ok, dou-lhe razão. Admito que se calhar tanto tabu foi despropositado. Não cedo na questão de ter sido igualmente despropositado tanto alarido à volta da questão. Se calhar tudo isto é uma questão de perspectiva: para mim foi positiva a comunicação, para outros não tanto - estão no seu direito.


De Rui Vasco Neto a 7 de Agosto de 2008 às 23:15
tiago,
estou pronto a dividir a bicicleta, mas tem uma condição: a campainha é para mim, trrrim, trrrim.
feito?


De Tiago Moreira Ramalho a 8 de Agosto de 2008 às 09:27
Toda sua caro Rui ;-)


De Samuel a 6 de Agosto de 2008 às 20:24
O comentário do Daniel de Sá, valeu a visita à caixa de comentários.
Mesmo assim... muito eu gostava que Sua Excelência o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, se tivesse (nem que fosse apenas durante os tais 5 ou 6 minutos) lembrado dos seus "poderes" e mais importante ainda, da sua dignidade... e muitíssimo mais importante ainda, de onde é que tinha deixado os tomates, quando recentemente visitou a Madeira!


De Rui Vasco Neto a 7 de Agosto de 2008 às 02:15
sam,
se a esta hora ainda não percebeste quem transporta os tomates do casal em viagem é porque andas mesmo distraído, ó cantigueiro.
artistas, é o que é...


De necas a 6 de Agosto de 2008 às 21:11
Toda a gente sabe que Mário Soares tem um ódio de estimação por Cavaco Silva.
Alterarem os poderes presidenciais debaixo da mesa é isto que dá.
O dr. Mario Soares é o pai da democracia portuguesa, mas não estará impunemente na história de Portugal.
Tem defeitos e virtudes assim como Cavaco mas fazer oposição ao PR quando deveria ser o Sócrates a responder ao repto do PR é demais.




De Rui Vasco Neto a 6 de Agosto de 2008 às 21:28
é o que se costuma dizer: quem não tem cão caça com gato...


De Saci a 6 de Agosto de 2008 às 23:24
Não deve dar grande caça, digo eu.

( E sobre o assunto do post não digo nada. Se o rei vai nu, poderia pelo menos ter a decência de ter um corpinho melhor)


De AÇOREANA a 7 de Agosto de 2008 às 01:54
Ai, Saci, que feio que ele é !!!! ahahah


De Saci a 7 de Agosto de 2008 às 02:50
Realmente. Por essas e por outras é que eu preferia ser.... hummmmm....assim de repente não me lembro mas deve haver algum país do mundo com um rei engraçadito.


De AÇOREANA a 7 de Agosto de 2008 às 01:55
Aqui tamos safos !!!!! Um cão enorme e um gato com 7 vidas !!!!!!!!!! eheheh


De AÇOREANA a 7 de Agosto de 2008 às 01:56
Aqui tamos safos !!!!! Um cão enorme e um gato com 7 vidas !!!!!


De SemFérias a 6 de Agosto de 2008 às 21:49
Rui, apanhá-lo a elogiar Soares só podia ser por uma causa maior. Enorme mesmo! E ela é não deixar descansar os portugueses enquanto não jurarem votar na D. Manuela do Leite! Do you know what I mean? Enfadado com as má-criações televisivas do Soares que já nos contou algures? Ora, ora, sigamos as prioridades.
Os Lusos no meio das ondas ou à janela do T1 não perceberam a seca do Estatuto? Haveria mesmo essa coisa de Estatuto da Autonomia? Então e o cavalheiro deixa-os assim sem uma explicação, um bitaite que os ponha a ver mais claro, porque raio um PR larga a toalha de praia para nos dar uma seca daquelas?! Então esse “Serviço Público” fica-se pelo oportunismo político de nos vir dizer que os Portugueses depois de um ano inteiro de labuta e dificuldades, sempre a ouvir a Orquestra Sinfónica da Desgraça Permanente, não têm direito a uma soneca descansada? Armado em Meirim que punha os jogadores a simular arrancar pinheiros nas férias?! Pois, descansar é que não, ainda podem começar a pensar sem ajuda.
Açoriana com “e”: Olha que chatice aquela coisa da vírgula do “artesãoocioso”! Provavelmente também não entendeu o Tiago Ramalho, outra vírgula a terá atrapalhado…
O PR preparou-nos para o Estado de Sítio e exagerou na dramatização? A coisa parece óbvia, menos óbvia apesar de tudo que as intenções daqueles que se borrifaram para discutir o tema e preferiram aproveitar a balda para fins abusivos. E o Soares que não quer sair de cena. Falta de mimos talvez.


De AÇOREANA a 7 de Agosto de 2008 às 01:37
Exmo.(a)Sem Férias : - Preocupam-me as vírgulas, preocupa-me o Português bem escrito (talvez porque sou Açoreana, ou Açoriana), mas deixe que lhe diga, não me preocupa nada o discurso de S.Exa. porque, realmente, não percebi nada do que ele disse, nem percebi o artesãoocioso, nem o Tiago Ramalho, não percebi mesmo nada, nada, nada ! É que não há mesmo nada para perceber, não percebeu ? E, claro, percebi que chamaram de "meia tijela" à Assembléia Regional dos Açores ... e isso, sim, é desagradável, mas no meio da confusão, são "minudências", não faz mal ... Quanto às férias dos Portugueses, também não me preocupa nada. Eu, aqui, também sem férias, consigo ter tempo para umas horinhas de férias todos os dias !


De Rui Vasco Neto a 7 de Agosto de 2008 às 02:48
açoreana,
isso é que é fôlego, caríssima! the life of a party, indeed...


De AÇOREANA a 7 de Agosto de 2008 às 03:11
Então, meu caro, não se lembra ? A praia é mesmo ali ao virar da esquina (Caparica ? Pffff), a piscina um pouco à frente, o ilhéu a meia hora de "pópó", as Furnas, uma maravilha, dá tempo pra tudo, pra carregar no "eject", para procurar o ponto G, uma folia !!!!!


De Tiago Moreira Ramalho a 7 de Agosto de 2008 às 10:55
AÇOREANA, se não percebeu o que escrevi por causa de um qualquer outro erro de português, diga por favor! Não desejo de todo que deixem de compreender o que quero dizer por a minha escrita não ter suficiente qualidade.


De Rui Vasco Neto a 7 de Agosto de 2008 às 02:18
sem vacances,
deixe que lhe diga uma coisa: não é qualquer um que se lembra do Meirim, caramba!!!!
muito significativo. muito.


De Saci a 6 de Agosto de 2008 às 23:34
O ping-pong destes comentários é mais interessante que o próprio discurso do Cavaco.


De Rui Vasco Neto a 7 de Agosto de 2008 às 02:19
saci,
muito mais, caramba! fazíamos toda uma comunicação ao país só com eles... e consigo, claro.
:-))


De Saci a 7 de Agosto de 2008 às 02:52
Não tenho grandes aspirações políticas, caro Rui.
Aliás o aspirador cá de casa até está de saco cheio ;-)


De Anónimo a 6 de Agosto de 2008 às 23:39
Os Açorianos, ou Açoreanos (qualquer da formas está correcta) perceberam, tal como no resto do país, o que o nosso "amigo" Presidente da República pretendeu dizer. Alguns na hora, outros depois, a verdade se diga. Aliás estão todos gratos e reconhecidos a ele desde os anos 90 quando foi primeiro ministro deste Nosso País (eu não me esqueci) enquanto por cá tinhamos da mesma cor o Dr. Mota Amaral que não tinha outro remédio senão frustrar alguma reevindicação e ver-se obrigado a dizer-lhe amén. Tão amiguinho nosso que ele era.
Agora, uma vez mais demostrou o "carinho" especial que tem por esta nove ilhas Portuguesas, mas AUTÓNOMAS e representadas por uma assembleia democrática, que dispensa comentários de má fé, por provas dadas quanto à sua credibilidade.
Angustia-me alguns comentários a este post do RVN, porque (com elogios ou não a Soares) ele está coberto de razão. A comunicação ao país do nosso presidente foi sem dúvida alguma, no mínimo, forçada, descabida desnecessária e inconveniente. Deu-me a idéia de uma criança que é gerente de uma doçaria e que vai a correr à sala da administração comunicar a tentativa do roubo de um rebuçadinho.
Onde raio andará de férias o nosso engº. Socrates?
Com tanto "cócó" neste país e o nosso presidente está preocupadíssimo com um mosquito que lhe caíu no prato da sopa?!!!
Quanto aos pontos e vírgulas, posso errar, mas fica feio.
Recordo uma história que se contava, de um senhor que foi preso pela pide porque mandou escrever num jornal: Salazar presta? Não, deve morrer. Depois saíu em liberdade quando argumentou que que lhe tinham trocado a pontuação. O que ele escrevera foi: Salazar presta. Não deve morrer.
Abraço, Rui


De Daniel de Sá a 7 de Agosto de 2008 às 02:42
Tal como uma assembleia tem assentos mas não tem acento, açoriano é com "i" e"açoriana" também, a não ser que seja a de seguros. Com "e" é erro. Posso explicar, mas agora é tarde.
Um abraço.
Daniel


De Rui Vasco Neto a 7 de Agosto de 2008 às 02:46
daniel,
mainada!
bolas, bolas!
:-)))


De AÇOREANA a 7 de Agosto de 2008 às 03:16
Já explicou, professor, neste mesmo blog há uns meses atrás e eu li tudo ... mas sou muito casmurra, pronto, gosto de escrever com um "e", pronto e pronto e pronto ... mainada !!!!!


De Daniel de Sá a 7 de Agosto de 2008 às 09:43
Credo, madrinha, só depois de ter escrito o comentário é que me lembrei disso e da ressaca que deu. Por isso não vou explicar outra vez - porque já o fiz e por causa da ressaca - e nem sequer vou dizer que a forma correcta de escrever "picuense" é assim, com "u", por razão semelhante à que manda que se escreva "açoriano". Ainda poderia cair a montanha. Por isso, quando falo dos picarotos, digo "do Pico" e fica tudo dito.
Madrinha s'abence.


De AÇORE(i)ANA a 7 de Agosto de 2008 às 16:15
Picuenses, soa mal ... eheheh ... Picarotos, bem melhor ! Madrinha ??? "Pous Dês t'abançô, prefçô" !!!


De Rui Vasco Neto a 7 de Agosto de 2008 às 02:45
nóni,
a imagem do garoto da confeitaria e do rebuçado é brilhante...
abraço, claro!


De Alfredo Gago da Câmara a 6 de Agosto de 2008 às 23:44
Engano-me nestes botões Rui. Este aqui em cima fui eu, o amigo Alfredo.
Já agora, porque acabei de ler, a Saci é que razão. Vejam lá como foi lindo o discurso.


De Rui Vasco Neto a 7 de Agosto de 2008 às 02:20
fredo,
um problema, estes botões, é certo.
vês esse aí em baixo...sim, o que diz 'eject'... carrega lá, só para ver o que acontece...
:-)))))))))


De Alfredo Gago da Câmara a 7 de Agosto de 2008 às 02:54
Tenho medo de carregar nele. Fico com a sensação que me vai aparecer uma mola na cadeira e me projecta pelo ar. Mas... E eu fosse aterrar em Lisboa?
Espera aí!... Arranjas-me um para quedas???


De Rui Vasco Neto a 7 de Agosto de 2008 às 03:45
homem,
arranjo tudo o que tiveres avariado até ao pescoço. Daí para cima era muita trabalheira, para começar, e duvido que tenha conserto, para acabar.
em beleza!


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A menina amarga (I)
Pelas cinzas de uma bandeira
O caso da Escola do Magistério
Uma confissão desdobrável
O gato e o rato
Contra a Inquisição
D.Diogo
Uma carta de Fradique Mendes
Acróstico
Monotonia
Maia (II)
Maia
Um nome acima de todos os nomes
Um palhaço de Deus
A ópera em Portugal - Conclusão (VIII)
A ópera em Portugal - Um novo estilo, Alfredo Keil (VII)
A ópera em Portugal - O Teatro de S.Carlos (VI)
A ópera em Portugal - Os Intérpretes: Luísa Todi e os Irmãos Andrade (V)
A ópera em Portugal - Marcos Portugal: vida e obra (IV)
A ópera em Portugal - Primeiros tempos / o triunfo (III)
A ópera em Portugal - Introdução da ópera em Portugal (II)
A ópera em Portugal - As origens da ópera (I)
Dois sonetos à maneira de Natália Correia
Duas garrafas de Macieira
As esponjas das lágrimas
Lição de Português
500 000 soldados
Depois do portão da casa
Auto da Mazurca
Auto da Barca de Bruxelas
Malino
Romance da Bicha-Fera
A Casa
Tremor de terra, temor do céu.
Cântico da mãe escrava ao filho morto
Passos Perdidos
A Lenda dos Reis
Daniel de Sá
Um sítio chamado Aqui
O protesto do burrinho
Sete vidas mais uma: Soledade Martinho Costa
Poema renascido
Sete vidas mais uma: Pedro Bicudo
RTP, Açores
As vidas dos outros
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Sete vidas, sete notas