Sábado, 9 de Agosto de 2008
O ministro da satisfação interna
Sábado, 09 Ago, 2008

Já cá se esperava, isto ou algo parecido. Não perdoa, a tentação parola do populismo, demasiado forte para quem está no poder e tanto mais forte quanto mais fraco fôr o político em causa, como pessoa e como profissional de serviço público. Será o caso ou talvez não. Mas uma borla destas não se desperdiça, terá pensado Rui Pereira, obviamente feliz e realizado nesta pele de ministro bang-bang. A coisa correu bem, muito bem, não podia ter corrido melhor, parabéns, podem vir, quantos são? E vá de dizer coisas e coisas, perdendo de vista o recato e mesmo algum sentido do ridículo no vasto horizonte das suas declarações. Ou seja, babando, sem necessidade.

 

Sejamos claros. Por mais eficaz, acertada até, que possa ter sido a actuação policial em Campolide, enviar "uma palavra de vivas felicitações" com mortos incluídos é pedagogia de gosto duvidoso e resultados perigosamente incertos a médio e longo prazo. Não se trata de questionar a competência ou acerto das decisões tomadas, mas sim o não haver lugar a um único lamento em tanta festa. De circunstância, que fosse. Pseudo-educativo-cultural. Digam lá o que disserem, eu cá acho as vivas felicitações pela "competência, dedicação e heroísmo" mais adequadas à defesa da vida que ao seu abate. Dirão que neste caso se tirou vidas para salvar vidas e eu aceito, sendo assim. Mas não é por isso que vejo dignidade na dança da vitória sobre uma campa aberta, nem nisso vejo pedagogia que se aproveite. E menos ainda nesta fanfarra de caçador com que se confundem as declarações de Rui Pereira, posando satisfeito para a posteridade com o pé sobre a presa abatida. Justificar a violência extrema é uma coisa, vulgarizá-la é outra. Ódio traz ódio, é certo e sabido. E suspeito que a estupidez também se multiplica assim.



publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De Anónimo a 9 de Agosto de 2008 às 21:51
Ora, aí está.
À estupidez do ministro responde a estupidez do post.


De Rui Vasco Neto a 9 de Agosto de 2008 às 23:43
nóni,
Não deixa de ser uma maneira de ver.
Aceite os meus melhores cumprimentos.


De Anónimo a 10 de Agosto de 2008 às 09:49
Não tem de quê.


De Saci a 9 de Agosto de 2008 às 22:12
Três coisas rápidas:

1- falta um "l" nos incluídos, na 2ª linha do 2º parágrafo.

2- eu acho que a actuação policial foi exemplar. digna de felicitações, sim senhora. mas isto sou eu, uma simples cidadã. e se esta cidadã estivesse lá dentro gostaria de saber que havia alguém cá fora com a mesma competência, dedicação e heroísmo ( e pontaria, acrescento eu )

3- afinal parece que o Sir Moita tem alguma razão. existe terrostistas nos blogues. mas normalmente aparecem sob a forma de anónimos nas caixas dos comentários.


De Rui Vasco Neto a 9 de Agosto de 2008 às 23:44
saci,
portanto, respeitando a alternância, agora é a minha vez de dizer alhos, certo?


De Saci a 10 de Agosto de 2008 às 03:09
Não, Rui.
Foi uma má interpretação minha.

Devíamos era prender os polícias que atiraram em dois cavalheiros que simulavam um crédito pessoal.


De Rui Vasco Neto a 10 de Agosto de 2008 às 16:49
saci,
voltamos ao mesmo, uma conversa pressupõe duas ou mais pessoas a falarem da mesma coisa. O que, evidente e lamentavelmente, não é o caso.
detecto por aí uma qualquer aflição, cuja origem me escapa, naturalmente, patente na urgência e desespero com que sai em defesa daquilo que ninguém está a atacar. Normalmente, quando isto acontece em pessoas inteligentes (como é obvia e comprovadamente o seu caso) a única explicação encontra-se nos terrenos do trauma passado. Se é esse o caso lamento, por si. Imagino-a sem dificuldade vítima (ou emocionalmente perto de uma vítima) de um assalto, roubo ou qualquer outra situação criminosa que terá ficado impune. Mas isto sou eu armado em adivinho, não mo leve a mal.
:-))


De Saci a 10 de Agosto de 2008 às 17:34
Rui

Como tanto disparate na sua resposta, vai ser muito dificil dar-lhe uma resposta à altura da sua. Rasteirinha, diga-se de passagem.

Eu quero acreditar que o Rui é capaz de conceber que aquela era a única alternativa. Os reféns estavam a ficar descontrolados, etc e coiso e tal. Não vou vestir as calças de Moita Flores e fazer a análise do caso.

E também percebi que a sua indignação neste post tem a ver com as felicitações do Ministro e não com a actuação policial. Achou a felicitações exageradas, talvez.

Acontece que cabe ao responsavel de pessoas ou grupos, felicitá-las quando agem e reagem bem. As felicitações foram dadas aos profissionais no tempo certo e na proporção merecida.

E o próprio Rui resumiu a história de uma forma brilhante. Existem bons e maus. Palavras suas:

"Não gosto de tiros, não gosto de mortes, mas a ter que morrer alguém que seja um dos maus.", RVN, no Aspirina, 9 /8/8

Só foi ontem, caramba.


De Rui Vasco Neto a 10 de Agosto de 2008 às 17:45
saci,
manda o mais elementar respeito pela verdade (se mais nada) que quando se faz uma citação não se desvirtue o sentido do originalmente dito. É o b-a-ba do jornalismo, a primeira coisa que se ensina aos estagiários, depois da localização da máquina de café na redacção.
Para os não jornalistas, há que partir de um princípio de boa-fé que, no seu caso, não se aplicou, com grande pena e desilusão minha. Assim, permita-me que complete a sua transcrição com a frase que descuidada(maldosa?)mente deixou cair pelo caminho: «Não gosto de tiros, não gosto de mortes, mas a ter que morrer alguém que seja um dos maus. Só queria ter certeza absoluta de quem são os maus, hoje e amanhã e depois.» Lembra-se? Foi só ontem, caramba. Mas é certo que você avisou: a resposta vinha rasteira.


De Saci a 10 de Agosto de 2008 às 17:51
Então ainda é mais grave.
Equacionar se os assaltantes eram bons ou maus.
Respondo-lhe o que já respondi: deveríamos prender os polícias que atiraram em dois cidadãos que apenas simulavam um crédito pessoal.
Policias maldosos....


De Anónimo a 10 de Agosto de 2008 às 09:51
E tu não és anónimo, ou Saci é nome de baptismo?


De Saci a 10 de Agosto de 2008 às 14:40
Anónimo

Nem vale a pena tentar.
Não tenho cão, logo não dou trela.

Pffffff......


De Anónimo a 10 de Agosto de 2008 às 19:08
Nem eu queria levar-te pela trela, safa!


De Rui Vasco Neto a 10 de Agosto de 2008 às 16:52
saci,
bem visto e bem apanhada a artistice. Ou muito me engano ou há gente que não aprende, mesmo...


De Anónimo a 10 de Agosto de 2008 às 19:07
Queres melhor prova de que há gente que não aprende nada do que o teu caso específico?


De Rui Vasco Neto a 10 de Agosto de 2008 às 19:49
Ter uma praga na vida é ter uma carga de trabalhos nas costas, uma canga que se carrega dobrado e sem hipótese de escolha. Praga não tem primavera, é nada mais que um longo inverno de tempestades, raios e trovões alternados com aguaceiros ligeiros, a suplicar abrigo e a pedir solzinho por favor. E depois lá vem tromba de água outra vez, quando a gente já está esquecida e de calção novo, a banhos noutra praia. É molhado que não seca por mais calor que apanhe. Ter uma praga na vida é uma porra, acreditem.

O ódio é reconhecidamente uma praga, é certo, mas eu cá pergunto a mim próprio se o amor não poderá ser praga pior e mais corrosiva. Ser objecto da paixão assolapada de alguém é tragédia que nos deixa gregos. É nunca saber sequer que se deseja, é ter cá dentro um astro que bem podia ir flamejar outro, se faz favor, vá lá, irra, por obséquio, facilite e areje, pelo amor da santa! Mas nada feito. Foi uma atracção fatal assim que matou o gato ao Michael Douglas, quando Glenn Close acabou com o mito das sete vidas numa panela de água a ferver lá de casa. Não é a curiosidade que mata, é a paranóia. E ser o rosto fixado na imagem do acordar e deitar de alguém que não queremos em nós, mais a sua razão de viver para o resto dos dias, é mais e pior que telepatia de feira, é doença do foro psiquiátrico. Não é caso para brincadeiras.
Ser pragado é pior que ser praxado, na dureza e no tempo da provação. É explicar que não, não, desculpe, não, não dá. E ouvir que sim, sim, desculpe, sim, sim mas. É aparar golpe atrás de golpe sem estocar a espadeirada redentora do contra-ataque, insistindo na defesa por pruridos de nojo que nos vão levando à falência, moedinha por moedinha. E é carregar a cruz de Cristo numa via pouco sacra, onde nada é sagrado para a impiedade de quem nos nega descanso. Pura obsessão, teimosia, cegueira, despeito, loucura. Uma tristeza. Uma praga.


De Daniel de Sá a 10 de Agosto de 2008 às 13:41
Rui, imagina que um dos reféns era teu filho. E escreve a crónica depois.


De Rui Vasco Neto a 10 de Agosto de 2008 às 16:38
daniel,
imagina que um dos assaltantes era teu filho, diz disparates depois.


De Daniel de Sá a 10 de Agosto de 2008 às 16:42
Rui, esse foi um golpe baixo. E olha que o árbitro viu.


De Rui Vasco Neto a 10 de Agosto de 2008 às 17:00
daniel,
Eu queria é que tu tivesses visto, não ele. Fico sempre espantado como é simples criar uma onda de histeria colectiva em relação a determinado fenómeno ou situação e ter toda a gente a repetir os mesmos chavões estafados, só para não ter de raciocinar e pôr em perigo as tretas pré-estabelecidas pelo politicamente correcto que já lhes definiram os limites do pensamento. Engulo isso nos outros porque não sou reformador encartado nem porta-voz de nada nem de ninguém. Mas aos 'meus' salto-lhes em cima sem dó, como vês. Farias o mesmo por mim, tenho a certeza, se também eu fosse ao engano da música e trocasse a letra.
Abraço-te na mesma, mais forte ainda.


De Saci a 10 de Agosto de 2008 às 17:08
Eu imagino que um dos assaltantes era meu filho. Filho que não tenho e por isso o exercício é ainda mais dificil.
E imagino-me incapaz de passar a mão pelo pêlo de quem quer que seja neste tipo de situação.
Imagino que filho meu ou de quem quer que seja, que pega numa arma, tenta assaltar um banco e tem sangue frio para estar 8h com uma arma apontada a reféns, não está a pedir outro fim que não seja este.
Mas imagino que o Rui em vez do GOE e de snipers preferia a Brigada dos Paninhos Quentes e do Algodão Doce.
Mas isto sou eu a imaginar, claro.


De Rui Vasco Neto a 10 de Agosto de 2008 às 17:49
Exactamente, é apenas você a imaginar, coisa que tem feito de sobra neste assunto e, curiosamente, cada vez que a conversa mete fardas. Quando eu era pequenino também gostava de fazer esses truques infantis de mandar o barro à parede a ver o que acontece, se os toscos caem inteirinhos e diziam o que eu quero saber. Com o tempo fui-me deixando disso, não sem antes ter passado uma ou outra vergonha ao ser desmascarado assim.


De Saci a 10 de Agosto de 2008 às 17:52
Bonitas palavras mas espremendo, espremendo, isto dá?


De Saci a 10 de Agosto de 2008 às 17:59
Mas numa coisa tem razão. No que toca a fardas nunca tivemos nem teremos a mesma opinião.
É que eu limito o conceito "anarquia" da porta da minha casa para dentro. Fora da porta vivo em sociedade e conheço bem as minhas obrigações, proibiçoes e deveres.
Passei a minha infância a colorir livrinhos que nos ensinava que a policia é boa e está para nos defender dos maus.
Cresci e tive provas que isso é verdade. Cada vez que precisei deles, apareciam e foram eficazes.


De Rui Vasco Neto a 10 de Agosto de 2008 às 18:42
«No que toca a fardas nunca tivemos nem teremos a mesma opinião. É que eu limito o conceito "anarquia" da porta da minha casa para dentro.»

saci,

corrija-me, por favor, se eu estiver enganado, mas isto parece-me trazer implícito que eu, ao contrário de si, não limito o meu conceito de anarquia da porta da minha casa para dentro. Não há qualquer dúvida, face ao que escreveu, daquilo que quis dizer. Ora vai-me desculpar mas você não me conhece de lado nenhum para se arrogar a opinar onde é que eu estendo os meus conceitos de anarquia ou a minha toalha de praia, pelo que este abuso só pode ser consequência de outra diferença entre nós: é que eu tenho um cão, você não. E, tal como disse ao nóni, eu devo estar a dar trela ao que não devo. Situação que se resolve num ai. Repare.


De Saci a 10 de Agosto de 2008 às 18:51
Isso é feio, Rui.
Valia mais dizer que lhe tinham acabado os argumentos.
Não lhe fiz nenhum ataque pessoal.
E até reagi bem aos seus delirios que me colocaram em situação de vítima ressabiada.


De Não tens emenda a 10 de Agosto de 2008 às 19:14
Ui, ai, ui, ai, agora vais brigar cm a Saci ?? Qualquer dia ficas com o Daniel e o Samuel a comentarem os teus posts !!!! E será até um dia .... por mais inteligentes que sejam, vai chegar o dia !!!! Chissa !!!!


De Saci a 10 de Agosto de 2008 às 19:27
Não tens juízo

Acredite que há pessoas que conseguem ter ideias diferentes, discutir sobre os assuntos ( mesmo de forma encalorada) e continuarem-se a respeitar.
São poucas mas existem.

Ah, as brejeirices exclamadas ainda vai mas Chiça escreve-se com Ç.

(é que não custa nada adicionar o Priberam aos favoritos)


De Dasse a 10 de Agosto de 2008 às 19:10
Não há mesmo nada nessa cabecinha, pá!


De Alfredo Gago da Câmara a 11 de Agosto de 2008 às 21:10
Rui, estou de férias, como já deves ter notado pela forma mais activa que leio e comento o teu blog. Só agora, atrasadíssimo, comento este post após a discussão que li até ao 39º comentário. Não quero sevir de juíz de forma alguma. Vou apenas escrevrever um texto que li num blogue que tem o nome de Ardemares (lamentavelmente não sei fazer links), da autoria de Hermenegildo Galante:
"O que Somos
O assalto à delegeção do BES, em Campolide, e a impecável actuação da PSP não deixam de nos dar conta de uma humanidade que se necontra na circunstância de gerar, criar, provocar e sustentar o crime, para depois ter como única solução o abater do criminoso.
Tudo ao vivo e em directo."
Eu acrescento: há males maquiavélicamente semeados cuja solução só é possível com a aplicação de outro mal necessário. Mas não deixa de ser mesmo necessário, infelizmente.


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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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