Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008
Uma espiral sem fim
Segunda-feira, 11 Ago, 2008

«Os traficantes de droga do Rio de Janeiro estão a treinar os mais jovens para enfrentar a Polícia Militar em campos de treino onde apreendem técnicas de guerrilha, indicam os serviços secretos brasileiros. Segundo estes, o recurso a esta espécie de profissionalização deve-se à necessidade de enfrentar a eficiência do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) da Polícia Militar, conhecido como o contingente policial mais letal do mundo.


Segundo o jornal Globo, os traficantes estarão a pagar a jovens para que ingressem nas Forças Armadas para que aprendam tácticas de guerrilha urbana para depois darem formação nestes cursos clandestinos. De acordo com os serviços secretos brasileiros, os cursos clandestinos são frequentados por crianças com 10 e 11 anos e que estes são ministrados na Mata Atlântica, uma floresta que faz fronteira com várias favelas do Rio. Nestes cursos são ensinadas técnicas de tiro, de combate e de guerrilha urbana, numa estratégia que está a ser seguida por duas das principais facções do tráfico de droga desta metrópole brasileira, afirma a Agência Brasileira de Inteligência.»

 



publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De sinhã a 11 de Agosto de 2008 às 14:44
a espiral do conflito: comportamento gera comportamento. :-(


De Rui Vasco Neto a 11 de Agosto de 2008 às 21:50
sinhã,
exactamente, mete-se pelos olhos dentro, não é?


De Alfredo Gago da Câmara a 11 de Agosto de 2008 às 21:46
Please! Não me venham outra vez com discussões e incertezas de quem são os bons ou os maus da fita.


De Rui Vasco Neto a 11 de Agosto de 2008 às 21:51
fredo,
e no entanto era uma boa altura para o fazer, bem a propósito...


De Saci a 11 de Agosto de 2008 às 22:03
Eu por acaso neste caso tenho algumas dificuldades em perceber quem são os bons e os maus.

Mas isso deve ser uma falha minha: tive a mesma dificuldade nas outras guerras.


De Saci a 11 de Agosto de 2008 às 22:05
Porque também se trata de uma guerra, não?


De Rui Vasco Neto a 11 de Agosto de 2008 às 22:16
certo, saci,
esta é A guerra das guerras. É simples perceber porquê, já dizem os americanos quando querem descobrir o criminoso: «follow the money»...
aqui só é mais difícil essa parte porque ele está em todo o lado e toca muitas mãos, quase todas (menos para os líricos, que acham que os maus estão todos arrumados em bairros sociais) e que não há crime na Quinta da Marinha porque é em Cascais...


De Saci a 11 de Agosto de 2008 às 23:00
Haver, há.
Mas são pessoas 'respeitáveis' de fato e gravata.
Isso conta?


De Alfredo Gago da Câmara a 11 de Agosto de 2008 às 22:42
Já discutimos isso, mas as minhas três mulas têm alguma dificuldade quando se "pegam" com as tuas dez.
(já leste o último 30º. comentário sobre o teu post do "ministro da satisfação interna?)


De Saci a 11 de Agosto de 2008 às 22:55
Alfredo

Antes que enferruje à espera da resposta do seu amigo:

http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/1666034.html#comentarios


Rui
asinha, asinha........ :-)))


De Saci a 11 de Agosto de 2008 às 22:57
Eu era capaz de jurar que respondi ao Alfredo no post anterior....

( Saci, é hora de colocares a rolha na garrafa)


De Alfredo Gago da Câmara a 11 de Agosto de 2008 às 23:36
Percebi. É a tal espiral sem ter fim, que nunca chega ao céu. Principalmente quando já se tem na cabeça um inferno...
:-)))


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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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