Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008
Nem sequer esperaram, assim não vale!
Quarta-feira, 20 Ago, 2008

Terá sido um 'trabalhinho 'limpo', como se diz na gíria policial, este que esta manhã ocorreu na A2 tendo como alvo um transporte de dinheiro da Prosegur. O assalto à carrinha de valores aconteceu esta madrugada, cerca das 2h30, ao quilómetro 138, na zona da freguesia de Canhestros, concelho de Ferreira do Alentejo, aproximadamente a 12 quilómetros da estação de serviço de Aljustrel. «Quando os funcionários da Prosegur saíram, colocaram engenhos explosivos na parte traseira e rebentaram com a porta», levando «uma quantia não determinada de dinheiro, só em notas, deixando ficar as moedas, que eram muito pesadas», explicou à Lusa o capitão Pedro Rosa, comandante do destacamento de Beja da Brigada de Trânsito. Segundo este responsável, tratou-se de um trabalho «cirúrgico», que teve de ser executado por «especialistas».

 

O elevado grau de profissionalismo dos executantes surpreendeu de facto toda a gente, não só pela eficácia do assalto propriamente dito, como também pela fuga espectacular que enganou todo o dispositivo policial em questão de poucos minutos, mostrando estarem os assaltantes bem familiarizados com as técnicas operacionais da praxe. «Contávamos que viriam para Sul e montámos o dispositivo policial nessa área, junto das saídas da A2, mas, depois, detectámos que rebentaram com o portão da saída de emergência ao quilómetro 140, atravessaram um viaduto e voltaram a aceder à A2, já no sentido contrário, rebentando com o portão do outro lado», explicou Pedro Rosa; «De qualquer forma, as matrículas dos automóveis devem ser falsas», disse aquele responsável, considerando ser também possível que o grupo, à distância, tivesse «outras viaturas preparadas» e estivessem «mais elementos envolvidos». Esta solução utilizada permitiu-lhes inverter o sentido de marcha, seguindo depois no sentido Sul-Norte. E enganar toda a força policial.

 

Dizem já as más línguas que o ministro Rui Pereira, a braços com este tipo de assaltantes que não só não têm a gentileza de esperar pela chegada dos snipers como ainda fogem com o dinheiro roubado nas barbas da polícia, terá já revisto a sua primeira reacção, compulsiva, que lhe terá saído mal ouviu falar em eficiência operacional. Consta que as suas primeiras palavras foram logo para enviar 'as mais vivas felicitações pela coragem e heroísmo demonstrados', só que entretanto alguém o terá avisado que talvez fosse de mudar a letra, desta vez, que a música era outra. E assim foi.

 



publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De Saci a 20 de Agosto de 2008 às 23:28
É. Não esperaram.
Estes também não esperaram:

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=106136

E a nós resta-nos esperar que a sociedade decida de uma vez quem são os bons e quem são os maus e quem merece morrer e quem pode matar.


De Samuel a 21 de Agosto de 2008 às 01:41
"ao quilómetro 138, na zona da freguesia de Canhestros"

Grande freguesia de "Canhestros"! Diz-se que vai de Monção à Ponta de Sagres...

Abraço


De Daniel de Sá a 21 de Agosto de 2008 às 02:34
Pois é, meu Caro Samuel. Nós somos assim, vivemos sempre entre a sombra de um Anjo e a sombra de uma Má Hora. E, para mantermos a saúde mental, só mesmo com a paciência de um João Cidade. (Raios, e cá está a "minha" Granada" outra vez a vir-me à ideia! Como não haveria eu de gostar de Montemor, o sempre Novo?)


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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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