Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008
Querer
Sexta-feira, 22 Ago, 2008

Quero dar passos seguros

correr ruas, saltar muros,

encontrar terra perdida

navegar sem ir ao fundo

dobrar o cabo do Mundo

e dar um sentido à vida.

 

Quero ser, entre os primeiros,

um dos mais aventureiros,

um entre iguais, mas diferente;

procurar, se for preciso,

mas encontrar o sorriso

que há dentro de toda a gente.

 

Eu quero, à hora marcada,

ter a alma acostumada

ao princípio de acabar

para cantar na despedida

e deixar saudades à vida

quando a vida me deixar.

 



publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De Cristina a 22 de Agosto de 2008 às 20:41
E tudo era possível era só querer.(Rui Belo)


E TUDO ERA POSSÍVEL

Na minha juventude antes de ter saído
da casa de meus pais disposto a viajar
eu conhecia já o rebentar do mar
das páginas dos livros que já tinha lido

Chegava o mês de Maio era tudo florido
o rolo das manhãs punha-se a circular
e era só ouvir o sonhador falar
da vida como se ela houvesse acontecido

E tudo se passava numa outra vida
e havia para as coisas sempre uma saída
Quando foi isso? Eu próprio o não sei dizer

Só sei que tinha o poder duma criança
Entre as coisas e mim havia vizinhança
e tudo era possível era só querer.

Beijinhos Rui.


De Rui Vasco Neto a 22 de Agosto de 2008 às 21:31
cristina, que prenda bonita!!!!!
mil obrigados, minha amiga. palavras lindas e certeiras, na circunstância, muitíssimo oportunas. a fala certa no momento exacto.
tá visto, 'ocê é bamba, pô!!!
beijo


De Daniel de Sá a 23 de Agosto de 2008 às 01:54
Ó Cristina, com quem te foste meter! O Rui não perde uma oportunidade de realçar a beleza, seja da alma seja do corpo.


De Daniel de Sá a 23 de Agosto de 2008 às 01:56
Rui, o teu poema é mesmo belo. Pena é, insignicicante mas desnecessária, haver um verso ou dois com uma sílaba a mais.


De Rui Vasco Neto a 23 de Agosto de 2008 às 21:22
daniel,
antes sobrar que faltar, dizia a minha avó sobre o peixe fresco, sempre assado na conta exacta dos comensais, mas mais um, extra. Porquê mais um? Ora, porque antes sobrar que faltar, dizia a minha avó sobre o peixe fresco.
só não imagino o que diria sobre as sílabas, mas era rapariga para assar uma ou outra a mais, pelo sim pelo não...

aceita um abraço canalha (sem vírgula, viste?).


De Azoriana a 23 de Agosto de 2008 às 21:07
Acabo de aqui chegar
Para o cumprimentar
Pelo seu hino à vida;
No rescaldo do diário
Navega o meu comentário
Pra não ficar esquecida.

Em terreno açoriano
Alegre por todo o ano
Um sorriso me desponta,
Para saudar o momento
Perfumado do talento
Que nos seus versos aponta.


De Rui Vasco Neto a 23 de Agosto de 2008 às 21:14
amiga, que coisa doce!
já tinha saudades suas, faz tempo que a não lia por aqui.
aceite um beijo meu, volte mais vezes.
cumprimentos


De Azoriana a 23 de Agosto de 2008 às 22:14
Eu revirei o blogue quase todo à procura de comentário anterior mas não encontrei. Se comentei já foi há muito tempo.
Mas quem é Rui Vasco Neto? Este nome não me é totalmente estranho. Desculpe se entrei a rimar mas é esse o meu jeito de pensar.
Aos poucos ficarei a saber quem é. Soa-me a jornalista, será?


De Rui Vasco Neto a 23 de Agosto de 2008 às 22:38
caríssima,
peço-lhe desculpa pelo equívoco, que de resto já vem do post do pedro neves, da equipa sapo, onde eu me meti consigo (salvo seja, claro) julgando tratar-se de outra pessoa. É que a azoriana não saberá mas aqui nesta casa há um bom bocado de azorianos e azorianas, e eu confundi uma delas consigo, por causa do seu nick.
Aqui mesmo nesta caixa de comentários há quem se esteja agora a rir a bandeiras despregadas com o meu espalhanço, seguramente, pois quem sabe da história (que tem dado lugar a boas discussões por aqui, sobre o açoreana com 'e' ou com 'i' e outras do género) percebe o que está a acontecer e só pode mesmo é rir.
quanto a si e a nós, cara nova azoriana, espero que este nosso espaço lhe mereça a atenção suficiente para cá voltar mais vezes, será sinal de interesse e agrado.
cá estaremos todos, açorianos ou não, para a receber o melhor que sabemos. entretanto, sugeria-lhe uma voltinha cá pelos interstícios, onde encontrará muito sobre a nossa terra.
aceite os meus melhores cumprimentos

(ah, é verdade: sim, sou jornalista de profissão, há vinte e oito anos)


De Azoriana a 23 de Agosto de 2008 às 22:59
Percebido. Não há crise alguma. Sou gente de paz. Azoriana, Açoriana com "i" porque é assim que deve ser.
Respeito a classe jornalista porque são os senhores que fazem história nas folhas que permanecem vivas no rolar dos dias.
Se não quiser manter o "link" nos amigos, fique à vontade. Tentarei visitar melhor o seu espaço que prima pela organização. Visite-nos e faça um registo festivo das festas que estão em curso na ilha e não se irá arrepender.


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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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