Terça-feira, 9 de Setembro de 2008
As voltas da roda da sorte
Terça-feira, 09 Set, 2008

"Ando há semanas a ler artigos na imprensa, e reportagens na televisão, sobre o regresso do concurso “Roda da Sorte”, agora na SIC. Fala-se de Nuno Santos, que apostou no programa, fala-se de Herman José, que o lançou e popularizou, fala-se de Ruth Rita e até da voz off de Cândido Mota. Ninguém – quando digo ninguém, é ninguém mesmo… - se lembrou de dizer que foi o produtor Carlos Cruz quem descobriu esse formato, o trouxe para Portugal, convidou Herman José para apresentar, e produziu o programa. Há esquecimentos que dizem mais sobre quem esquece do que sobre quem é esquecido."

 

Só não faço minhas estas palavras porque não o são, de facto, foram escritas por Pedro Rolo Duarte e publicadas ontem aqui. Mas concordo com cada uma delas e assino por baixo de todas. Deixo até um acrescentozinho, da minha lavra e exclusiva responsabilidade.

 

Eu cá adoro as eminências do show-business portuga, gente da cor dos gatos à noitinha e com igual frontalidade e coragem, sempre prontas a deixar cair aqueles mesmos que idolatram e veneram na exacta proporção do lucro que lhes vai dando esse êxtase. E enquanto, nunca depois. Esta sim, é a verdadeira roda da sorte, onde uns ganham e outros não e outros perdem-se, paciência, temos pena. Há quem viva à roda da sorte e a quem corra a sorte sobre rodas, Carlos Cruz é um e foi o outro.

 

As voltas não param, nunca. Há sempre novos ídolos com novos pés de barro para dar nova vida ao espectáculo. Para dar a vida, se der espectáculo. Porque o espectáculo, esse já se sabe, tem sempre de continuar. E o resto é o resto, apenas. É a roda da sorte.

 



publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De Samuel a 9 de Setembro de 2008 às 20:44
Junta, por favor, a minha assinatura... também por baixo do acrescentozinho.
Obrigado!


De Filipa TM a 9 de Setembro de 2008 às 21:15
O comentário do Pedro Rolo Duarte, peca por impreciso, apesar de bem intencionado. Quem comprou o formato à LINTAS foi a RTP via José Eduardo Moniz, director de programas na altura. Foi ele que entregou a produção à CCA, que se limitou a fazer uma cópia fraca do original. Os meios eram RTP. A escolha do Herman foi também ela feita pelo José Eduardo Moniz. O Carlos Cruz não foi perdido nem achado. Na segunda série a CCA saltou fora, e a RTP assumiu a produção. Louve-se o Carlos Cruz pelo muito bom que fez, lute-se para recuperar o seu prestígio assim que o tribunal o inocentar, mas... o seu a seu dono. Mais tarde, a CCA voltaria a esse horário, com um FLOP MONUMENTAL de seu nome GOLO, GOLO, GOLO. Lembras-te Pedro Rolo Duarte ?


De Rui Vasco Neto a 9 de Setembro de 2008 às 21:38
Filipa,
Fico-lhe grato pello esclarecimento. Seja o seu a seu dono então, pese embora seja fina e mal perceptível às vezes a linha que determina a leitura desse tipo de situações, e a quem entregar os créditos desta ou daquela ideia. Não discuto o que diz até porque faz sentido que assim seja, dado as pessoas em causa e o papel de cada um na linha de montagem da fábrica, ao tempo se como diz.
Quanto ao meu acrescento mantenho tudo, evidenyemente, nada altera a circunstância a que me refiro. Factual, concederá.
Cumprimentos.


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