Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008
Bom dia. Hoje eu sou o Professor Qualquer-Coisa e aceito cheques.
Quarta-feira, 10 Set, 2008

Vejo o mundo na arena das nove, ou das dez, num canal qualquer que não era o do Suez e mais não sei, pronto, quero lá saber. Vejo uns mortos novos, corpos que estavam inteiros e já não estão, sangue que não corria e já secou, de tanto golfar, em mais um ataque, em mais um tiro, mais uma naifada num beco qualquer, de um povoléu qualquer, neste mundo de Deus ou do diabo, caixa baixa, claro. A velocidade a que se morre nos dias de hoje só é mensurável à distância, ao perto há que conter o vómito e isso não é para todos, há sempre os palatos mais sensíveis, que respondem à agressão com violência igual, só que interior. E quem se lixa é o mexilhão, ora pois nem mais.

 

Por isso é ver o Isidro à tarde, aos bochechos, o Goucha pela manhã ou mesmo a Fátima Lopes, salvo seja, e de doze em doze horas (recomenda-se o uso de DVD, temos disponíveis) o João Baião, nunca mais de cinco minutos seguidos (riscos severos)  Nos casos mais difíceis deve fazer-se a Praça da Alegria de manhã três vezes por semana e Zé Carlos Malato à vontade, tipo pomada, sempre que possível e em aplicações circulares. E sobretudo há que pensar que a vida é bela, dizia já não sei quem e isso é importante. A vida é bela, lembrem-se. Agora inspirem, isso, devagar, expirando e repetindo comigo: a vida é bela. Isso, devagar. Três vezes.

 

Muito bem.

 

São vinte euros. Se faz favor, evidentemente.

 



publicado por Rui Vasco Neto
link do post | comentar

Comentários:
De Daniel de Sá a 10 de Setembro de 2008 às 02:17
E desligar o aparelho não serve como alternativa?


De Tiago Moreira Ramalho a 15 de Setembro de 2008 às 18:19
Obrigado pela borla, que com esta crise 20€ são uma fortuna!

Estes programas fazem-me pensar que o ópio do povo deixou de ser a religião ou o comunismo para dar lugar à Fátima e ao Goucha...

abraço,

TMR


Comentar post

Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
mais sobre mim
vidas passadas

Piu

Crónica do Brufen

Eu, pombinha.

Falando com o meu cão

Chove, eu sei, mas tenho ...

Maria da Solidariedade

Hum, daí o meu dói-dói...

Portugal sem acordo

Não fui eu que escrevi ma...

Um dos

Abençoados 94, Madiba!

Sôdade

Não vás as mar, Tòino... ...

Ofertas FNAC: pare, escut...

Reflexão de domingo, perg...

É preciso é calma, já se ...

Definição de sacrifício n...

A questão

E pronto, eis que descubr...

.......

Bom dia. Se bem me lembro...

O princípio do fim

E, de repente.

Um azar nunca vem só

Diz que é uma espécie de ...

Força na buzina!!

Bom dia. Hoje chove em Li...

Depois do homem que morde...

Bom dia. É hoje, é hoje!!...

Boga ou Beluga?

arquivos

Junho 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Janeiro 2011

Novembro 2010

Outubro 2010

Abril 2010

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Restaurantes para fumadores
Consulte aqui a lista de restaurantes onde os fumadores também têm direito à vida.
sete vidas mais uma: Daniel de Sá
Um Nobel na Maia
Lagoa
Ribeira Grande
Vila Franca do Campo
Do Nordeste à Povoação
Dias de Melo, escritor livre
E se a Igreja se calasse?
O outro lado das tragédias
O meu Brasil português
A menina amarga (II)
A menina amarga (I)
Pelas cinzas de uma bandeira
O caso da Escola do Magistério
Uma confissão desdobrável
O gato e o rato
Contra a Inquisição
D.Diogo
Uma carta de Fradique Mendes
Acróstico
Monotonia
Maia (II)
Maia
Um nome acima de todos os nomes
Um palhaço de Deus
A ópera em Portugal - Conclusão (VIII)
A ópera em Portugal - Um novo estilo, Alfredo Keil (VII)
A ópera em Portugal - O Teatro de S.Carlos (VI)
A ópera em Portugal - Os Intérpretes: Luísa Todi e os Irmãos Andrade (V)
A ópera em Portugal - Marcos Portugal: vida e obra (IV)
A ópera em Portugal - Primeiros tempos / o triunfo (III)
A ópera em Portugal - Introdução da ópera em Portugal (II)
A ópera em Portugal - As origens da ópera (I)
Dois sonetos à maneira de Natália Correia
Duas garrafas de Macieira
As esponjas das lágrimas
Lição de Português
500 000 soldados
Depois do portão da casa
Auto da Mazurca
Auto da Barca de Bruxelas
Malino
Romance da Bicha-Fera
A Casa
Tremor de terra, temor do céu.
Cântico da mãe escrava ao filho morto
Passos Perdidos
A Lenda dos Reis
Daniel de Sá
Um sítio chamado Aqui
O protesto do burrinho
Sete vidas mais uma: Soledade Martinho Costa
Poema renascido
Sete vidas mais uma: Pedro Bicudo
RTP, Açores
As vidas dos outros
subscrever feeds
Sete vidas, sete notas