Terça-feira, 23 de Setembro de 2008
Contas à vida
Terça-feira, 23 Set, 2008

Ser e parecer. Duas moedas distintas ou duas faces da mesma moeda? E quanto vale cada uma, exactamente? Com um 'ser' eu compro quantos pareceres? Bem, com um 'parecer' sei eu que se compram muitos seres, às vezes. Já na banca da esquina, se de lona mais caída, um 'ser' pode não cativar os seres que buscam outra coisa, sei lá, mais barata, mais em conta, desde que pareça. É assim a vida, é assim o mundo, que não o meu. Aparentemente, um só ‘parecer’ chega para a felicidade de quem não aspira a ser, nem nunca será. Nunca.


Ora embrulhe, se faz favor. É para oferta.



publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De Samuel a 24 de Setembro de 2008 às 11:12
That is the question!

Abraço


De maria aparecida a 24 de Setembro de 2008 às 12:48
Tenho para mim que, nos tempos que correm, o ter vale mais que o parecer e muito mais que o ser. E, isso que me parece ser parece ter razão de ser.


De Anónimo a 24 de Setembro de 2008 às 15:17

'Assim é, se lhe parece! '


De Anónimo a 24 de Setembro de 2008 às 16:01
mostrar um lado da moeda, de cada vez, conforme as ocasiões e o estado


De Saci a 24 de Setembro de 2008 às 23:23
O contrário também se aplica porque aquilo que às vezes parece pode de facto nem o ser.


De Anónimo a 25 de Setembro de 2008 às 01:13
Eu não tenho vistas largas
nem grande sabedoria,
mas dão-me as horas amargas
Lições de Filosofia.


Uma mosca sem valor
poisa c’o a mesma alegria
na careca de um doutor
como em qualquer porcaria.


Quem me vê dirá: não presta,
nem mesmo quando lhe fale,
porque ninguém traz na testa
o selo de quanto vale.


Sei que pareço um ladrão...
mas há muitos que eu conheço
que, sem parecer o que são,
são aquilo que eu pareço.


António Aleixo




De Blogadinha a 26 de Setembro de 2008 às 17:04
A noite principiava com uma reportagem bem popular e com cheirinho a Verão.
Certo turista português era apanhado, em pleno "calçadão" algarvio, com os "souvenirs" na mão!

Questionado pelo jornalista, o veraneante exibe, orgulhoso do seu poder de compra, o saco de afamada ourivesaria cujo conteúdo se destinava à "oferta para umas pessoas amigas, como recordação"...
Um minuto depois, o pudor surge anexado ao orgulho:
"- Não, isto aqui... é só uma coisita..."

Retrato penoso, aceitável sem deixar de me permitir a risada momentânea. Afinal, o que diriam "as pessoas amigas" quando descobrissem que gostos requintados se fazem pagar caro... e à conta de "uma coisita" chamada saco transparente de amendoins avulso!...

Para ser e parecer, basta uma só face da moeda.
A aplicação da mesma realidade é subjectiva...

Felicidades e parabéns pelo destaque da equipa Sapo!




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