Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008
A criativa idade
Quinta-feira, 30 Out, 2008

Tanto quis comentar este post que acabei por não o fazer. Às vezes é assim, a perfeição é a utopia dos tolos. E tanto adiei, tanto adiei que os dias foram trazendo novos assuntos e o post foi decaindo no template aspirínico. Hoje tornei a ler aquela picardia deliciosa, generoso convite à reflexão sobre a mãe de todas as forças da alma, a criatividade. E confirmei o sabido: é das imperdíveis, esta conversa. Fazendo bengala da previsão de André Malraux que vaticinava um século XXI religioso, (vá lá, seja, espiritual)valupi caminha sobre águas paradas ao dizer que 'vivemos em ilhas de sentido rodeados por marés vivas de caos', só para ver se a gente entende este milagre que nos explica podermos e devermos ser. O homem explica-se bem, que diabo, sustenta até o que diz. Criativos somos invencíveis, imbatíveis, sobreviventes. Não necessariamente vencedores, digo eu já agora, que esse tipo de millagre já vai depender de quem nos carimba e formata para projecção na pantalha oficial. E isso já tem dias, e uns, e outros. É outro assunto. Mas quero acreditar que só criativos viveremos inteiros e campeões aos olhos desse tal Deus que Malraux errou ao prever omnireinante no coração dos homens deste século. Mesmo que morramos disso.

 

adenda: 'Rui, a frase não é do Malraux, diz ele', recorda valupi aqui nos comentários,

mea culpa que, sabendo, me terei explicado mal.



publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De Valupi a 30 de Outubro de 2008 às 20:18
Rui, a frase não é do Malraux, diz ele (e escrevi eu, mesmo que de forma não perceptível), embora não lhe renegue por completo a utilidade desde que com alterações. Quanto ao que escreves, gostei muito do teu entusiasmo com a criatividade. Não é que ele me surpreenda, é que ela é sempre surpreendente. E cá estás tu para o provar.

Toma lá um grande e criativo abraço.


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