Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008
Refrescar as ideias
Quinta-feira, 13 Nov, 2008

Um país é necessariamente refém da sua educação, mera projecção do que se passa com cada indivíduo que o compõe. Mas sobram vozes que afirmam ser Portugal refém dos seus professores, neste momento, o que resulta substancialmente diferente. E algumas dessas vozes são mesmo de professores, mais ou menos identificados, por motivos mais ou menos compreensíveis por quem queira ou não entender. Mas isso não muda o que dizem, nem é ruído que se sobreponha à credibilidade da exactidão com que o fazem. Leiam-se estes dois exemplos, aqui e aqui. E reflicta-se sobre o dito, que o diálogo e a reflexão não têm que ofender ninguém, são importantes contributos para qualquer discussão; sempre que alguém exige ter razão só porque grita mais alto eu suspeito por instinto da bondade dos seus argumentos. Disseram-me que era assim a educação em democracia e eu acreditei. Estou velho para mudar esse lado.

 



publicado por Rui Vasco Neto
link do post | comentar

Comentários:
De mifá a 13 de Novembro de 2008 às 22:23
rvn

E não lhe disseram também que é de boa educação em democracia e de boa prática jornalística apresentar as duas faces de uma moeda?
É que os links que apresenta( "aqui "e "aqui") parece só mostrarem uma das faces ( assim tipo "prós e prós").


De Rui Vasco Neto a 13 de Novembro de 2008 às 22:44
mifá,
«Mas sobram vozes que afirmam ser Portugal refém dos seus professores, neste momento, o que resulta substancialmente diferente. E algumas dessas vozes são mesmo de professores, mais ou menos identificados, por motivos mais ou menos compreensíveis por quem queira ou não entender.»
Este post é especificamente sobre estes dois links, dois exemplos das vozes que descrevo na introdução e não outras, conforme o meu bom português explica sem lugar a equívocos. A não ser de quem venha tão embalado que derrapa no stop e bate de frente na evidência de que eu não sei escrever. Porque devagarinho percebe-se bem.
Mas é um prazer registar o regresso.


De Anónimo a 13 de Novembro de 2008 às 23:57
A ideia veiculada no post é a de que um país depende da educação e , consequentemente , dos professores, como agentes responsáveis daquela.
Portugal é um país, logo depende dos seus professores.
Os seus professores estão em pé de guerra e não há consenso. Que repercursões na educação e consequentemente no país? Vamos ouvi-los( "e algumas dessas vozes são mesmo de professores ...")Aí vão dois links.
Esperar que esses dois links traduzam opiniões divergentes sobre o mesmo tema não me parece uma expectativa descontextualizada nem descabida.
Aliás, há uma linguagem intrínseca que se prende com a lógica e que é anterior e se sobrepõe a toda e qualquer outra linguagem verbal.
Pelo menos para mim, bicho assumido que age mais por instinto e por reflexos.
E essa incorrecção de lógica não a pode o texto suprir, por mais correcta e ortodoxa que seja a sua linguagem verbal.
Digamos que era uma peça para ser tocada a quatro mãos e falhou porque foi tocada apenas a duas.

(Eu já devia ter aprendido a ler só o que está escrito.
Afinal, por paradoxal que seja, o excesso é defeito, nos dias que vão correndo)


De mifá a 13 de Novembro de 2008 às 23:59
O texto acima é meu. Saiu anónimo por lapso.
Cumprimentos.


De Sofia Loureiro dos Santos a 14 de Novembro de 2008 às 18:43
Agradeço a sua referência.


De tento ser professora...se me dei a 19 de Novembro de 2008 às 03:41
"Faço projectos, planos, planificações;
Sou membro de assembleias, conselhos, reuniões;
Escrevo actas, relatórios e relações;
Faço inventários, requerimentos e requisições;
Escrevo actas, faço contactos e comunicações;
Consulto ordens de serviço, circulares, normativos e legislações;
Preencho impressos, grelhas, fichas e observações;
Faço regimentos, regulamentos, projectos, planos, planificações;
Faço cópias de tudo, dossiers, arquivos e encadernações;
Participo em actividades, eventos, festividades e acções;
Faço balanços, balancetes e tiro conclusões;
Apresento, relato, critico e envolvo-me em auto-avaliações;
Defino estratégias, critérios, objectivos e consecuções;
Leio, corrijo, aprovo, releio múltiplas redacções;
Informo-me, investigo, estudo, frequento formações;
Redijo ordens, participações e autorizações;
Lavro actas, escrevo, participo em reuniões;
E mais actas, planos, projectos e avaliações;
E reuniões e reuniões e mais reuniões!...

E depois ouço,
alunos, pais, coordenadores, directores, inspectores,
observadores, secretários de estado, a ministra
e, como se não bastasse, outros professores,
e a ministra!...

Elaboro, verifico, analiso, avalio, aprovo;
Assino, rubrico, sumario, sintetizo, informo;
Averiguo, estudo, consulto, concluo,
Coisas curriculares, disciplinares, departamentais,
Educativas, pedagógicas, comportamentais,
De comunidade, de grupo, de turma, individuais,
Particulares, sigilosas, públicas, gerais,
Internas, externas, locais, nacionais,
Anuais, mensais, semanais, diárias e ainda querem mais?

- E...

Querem que eu dê aulas!?...


EU BEM QUERIA PODER CONTINUAR A SER PROFESSOR !!!

MAS... acreditem que burocrata JAMAIS O SEREI !!!

Pelo direito à liberdade de SER !!!"

Não sei quem é o autor, mas subscrevo!!!


De tento ser professora, se me deixarem a 19 de Novembro de 2008 às 03:45
tento SER ...se me deixarem...


Comentar post

Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
mais sobre mim
vidas passadas

Piu

Crónica do Brufen

Eu, pombinha.

Falando com o meu cão

Chove, eu sei, mas tenho ...

Maria da Solidariedade

Hum, daí o meu dói-dói...

Portugal sem acordo

Não fui eu que escrevi ma...

Um dos

Abençoados 94, Madiba!

Sôdade

Não vás as mar, Tòino... ...

Ofertas FNAC: pare, escut...

Reflexão de domingo, perg...

É preciso é calma, já se ...

Definição de sacrifício n...

A questão

E pronto, eis que descubr...

.......

Bom dia. Se bem me lembro...

O princípio do fim

E, de repente.

Um azar nunca vem só

Diz que é uma espécie de ...

Força na buzina!!

Bom dia. Hoje chove em Li...

Depois do homem que morde...

Bom dia. É hoje, é hoje!!...

Boga ou Beluga?

arquivos

Junho 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Janeiro 2011

Novembro 2010

Outubro 2010

Abril 2010

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Restaurantes para fumadores
Consulte aqui a lista de restaurantes onde os fumadores também têm direito à vida.
sete vidas mais uma: Daniel de Sá
Um Nobel na Maia
Lagoa
Ribeira Grande
Vila Franca do Campo
Do Nordeste à Povoação
Dias de Melo, escritor livre
E se a Igreja se calasse?
O outro lado das tragédias
O meu Brasil português
A menina amarga (II)
A menina amarga (I)
Pelas cinzas de uma bandeira
O caso da Escola do Magistério
Uma confissão desdobrável
O gato e o rato
Contra a Inquisição
D.Diogo
Uma carta de Fradique Mendes
Acróstico
Monotonia
Maia (II)
Maia
Um nome acima de todos os nomes
Um palhaço de Deus
A ópera em Portugal - Conclusão (VIII)
A ópera em Portugal - Um novo estilo, Alfredo Keil (VII)
A ópera em Portugal - O Teatro de S.Carlos (VI)
A ópera em Portugal - Os Intérpretes: Luísa Todi e os Irmãos Andrade (V)
A ópera em Portugal - Marcos Portugal: vida e obra (IV)
A ópera em Portugal - Primeiros tempos / o triunfo (III)
A ópera em Portugal - Introdução da ópera em Portugal (II)
A ópera em Portugal - As origens da ópera (I)
Dois sonetos à maneira de Natália Correia
Duas garrafas de Macieira
As esponjas das lágrimas
Lição de Português
500 000 soldados
Depois do portão da casa
Auto da Mazurca
Auto da Barca de Bruxelas
Malino
Romance da Bicha-Fera
A Casa
Tremor de terra, temor do céu.
Cântico da mãe escrava ao filho morto
Passos Perdidos
A Lenda dos Reis
Daniel de Sá
Um sítio chamado Aqui
O protesto do burrinho
Sete vidas mais uma: Soledade Martinho Costa
Poema renascido
Sete vidas mais uma: Pedro Bicudo
RTP, Açores
As vidas dos outros
subscrever feeds
Sete vidas, sete notas