Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008
Até lá, nada a dizer.
Quinta-feira, 27 Nov, 2008

Quanto mais leio as notícias menos me apetece escrever sobre elas. Tenho dito. E não fora este desabafo me sair tão natural que os meus dedos ter-se-iam por certo recusado a apalpar teclas a esta hora para vos dar o recado, por mais prazer que a coisa dê depois de feita. Sim, é quase como o sexo, que dizem chegar a um ponto da existência em que terá alturas cujo prazer não justifica o esforço dispendido para lá chegar, para não falar na posição, que pode ser bastante incómoda se nos concentrarmos na própria e não no propósito que deveria servir. Tudo isto dizem, claro. Mas mesmo assim continua inigualável como actividade lúdica e imbatível na relação preço/qualidade, digo eu. Não, não sai barato, a vida é que está muito cara, queria eu dizer.

 

Seja como for vinha só dizer-vos o que já disse, que nada tenho a dizer. E pronto, está dito. Escusam por isso de me vir falar da nova gaffe da doutora Manuela, de mais um ou dois banqueiros presos, árbitros comprados, meninos enrabados, conselheiros desaconselháveis ou doentes acabados à espera, que isso é apenas Portugal no dia-a-dia, meros detalhes de uma normalidade já comentada por baixo e por cima e pela direita e pela esquerda e por todos os lados, o a da asneira incluído e com natural destaque. Que esperam que eu diga, se a natureza humana pouco muda a marca que deixa em cada acontecimento a que se dedica? Comentar os pormenores repetindo o óbvio? Não, obrigado. Ando de birra com o disparate dos outros, explica em demasia o meu próprio, mesmo reduzido à escala. Não tenho nada a dizer e acabou-se. Por isso o deixo aqui dito e assinado, com validade para os próximos trinta minutos ou mais. Ou me provam bem provado que Cavaco Silva foi apanhado em flagrante tráfico de bolos secos e alcagoitas para o Afeganistão ou então não há conversa sobre esta triste actualidade que é a nossa, não sei que diga por isso não digo, nada, zero, zip, nestum. É esta a situação, lamento informar. E mesmo que o Presidente seja apanhado com a mão na alcagoita, por assim dizer, eu cá quero primeiro saber quem foi o agente infiltrado que o denunciou à Justiça. E só, mas só mesmo só e apenas depois de ficar provado que foi a D.Maria a operacional envolvida na detenção é que me arrancarão uma opiniãozita, talvez mesmo 'zona' nessa circunstância em particular. Porque por menos do que isso já disse, leiam lá atrás que ficou escrito. Não me arrancam um pio.



publicado por Rui Vasco Neto
link do post | comentar

Comentários:
De Anónimo a 27 de Novembro de 2008 às 23:49
ganda texto, ó pá!


De Anónimo a 28 de Novembro de 2008 às 01:48
"Ando de birra com o disparate dos outros, explica em demasia o meu próprio, mesmo reduzido à escala. Não tenho nada a dizer e acabou-se. "


De bico calado a 28 de Novembro de 2008 às 11:45
( pssssiuuuu ... )


De nem um piu a 28 de Novembro de 2008 às 01:50
...


Comentar post

Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
mais sobre mim
vidas passadas

Piu

Crónica do Brufen

Eu, pombinha.

Falando com o meu cão

Chove, eu sei, mas tenho ...

Maria da Solidariedade

Hum, daí o meu dói-dói...

Portugal sem acordo

Não fui eu que escrevi ma...

Um dos

Abençoados 94, Madiba!

Sôdade

Não vás as mar, Tòino... ...

Ofertas FNAC: pare, escut...

Reflexão de domingo, perg...

É preciso é calma, já se ...

Definição de sacrifício n...

A questão

E pronto, eis que descubr...

.......

Bom dia. Se bem me lembro...

O princípio do fim

E, de repente.

Um azar nunca vem só

Diz que é uma espécie de ...

Força na buzina!!

Bom dia. Hoje chove em Li...

Depois do homem que morde...

Bom dia. É hoje, é hoje!!...

Boga ou Beluga?

arquivos

Junho 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Janeiro 2011

Novembro 2010

Outubro 2010

Abril 2010

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Restaurantes para fumadores
Consulte aqui a lista de restaurantes onde os fumadores também têm direito à vida.
sete vidas mais uma: Daniel de Sá
Um Nobel na Maia
Lagoa
Ribeira Grande
Vila Franca do Campo
Do Nordeste à Povoação
Dias de Melo, escritor livre
E se a Igreja se calasse?
O outro lado das tragédias
O meu Brasil português
A menina amarga (II)
A menina amarga (I)
Pelas cinzas de uma bandeira
O caso da Escola do Magistério
Uma confissão desdobrável
O gato e o rato
Contra a Inquisição
D.Diogo
Uma carta de Fradique Mendes
Acróstico
Monotonia
Maia (II)
Maia
Um nome acima de todos os nomes
Um palhaço de Deus
A ópera em Portugal - Conclusão (VIII)
A ópera em Portugal - Um novo estilo, Alfredo Keil (VII)
A ópera em Portugal - O Teatro de S.Carlos (VI)
A ópera em Portugal - Os Intérpretes: Luísa Todi e os Irmãos Andrade (V)
A ópera em Portugal - Marcos Portugal: vida e obra (IV)
A ópera em Portugal - Primeiros tempos / o triunfo (III)
A ópera em Portugal - Introdução da ópera em Portugal (II)
A ópera em Portugal - As origens da ópera (I)
Dois sonetos à maneira de Natália Correia
Duas garrafas de Macieira
As esponjas das lágrimas
Lição de Português
500 000 soldados
Depois do portão da casa
Auto da Mazurca
Auto da Barca de Bruxelas
Malino
Romance da Bicha-Fera
A Casa
Tremor de terra, temor do céu.
Cântico da mãe escrava ao filho morto
Passos Perdidos
A Lenda dos Reis
Daniel de Sá
Um sítio chamado Aqui
O protesto do burrinho
Sete vidas mais uma: Soledade Martinho Costa
Poema renascido
Sete vidas mais uma: Pedro Bicudo
RTP, Açores
As vidas dos outros
subscrever feeds
Sete vidas, sete notas