Domingo, 15 de Março de 2009
Uma leve conjectura
Domingo, 15 Mar, 2009

Suponho que todos os moralistas deste país, perfeitos em todos os seus pensamentos, actos e até nas suas omissões, seguramente sempre piedosas, vão agora crucificar os pais da criança que o mar levou em Matosinhos tal como crucificaram o pai que deixou o bébé no carro em Aveiro, isto para que o mundo faça sentido. Para eles, claro. Para si, faz?



publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De jv a 16 de Março de 2009 às 00:04
Sim vão «normalmente» aparecer.
Quando nos apercebemos das nossas faltas, nos outros, não perdoamos o nosso julgamento.


De Rui Vasco Neto a 17 de Março de 2009 às 19:55
exacto, jv. nem mais.


De manuel gouveia a 16 de Março de 2009 às 11:02
Teve mais sorte o primeiro pai que safou o emprego... porca miséria!


De Rui Vasco Neto a 17 de Março de 2009 às 19:55
'sorte' nãome parece ser a melhor palavra para usar neste caso, mas enfim...


De manuel gouveia a 17 de Março de 2009 às 20:04
Sorte madrasta e macabra!


De Once a 16 de Março de 2009 às 12:06
não. não faz qualquer sentido.


De Pedro Correia a 16 de Março de 2009 às 12:14
Bem vindo de volta à blogosfera, Rui. Para ficar? Espero que sim.
Abraço


De Rui Vasco Neto a 17 de Março de 2009 às 19:57
grande Pedro,

saudades tuas, nossas, isso sim.
para ir ficando, claro.
e toma lá abraço

rvn




De Manuela Freitas a 16 de Março de 2009 às 14:53
Eu também sou uma das pessoa que ficou chocada com a notícia da bébé deixada por "esquecimento", dentro do carro, como também fico com outras notícias ...!!! Para onde vai este País ? o que levaria aquele pai a tal "esquecimento" ? O trabalho, as reuniões, o andar para pagar, o carro ultimo modelo, as férias no estrangeiro, ??? longe de mim ser moralista, acho que nós temos direito a tudo isso.
Mas neste País do faz de conta em que o "parecer" vale mais do que o "ser", andamos todos desnorteados e stressados. QUE FAZER ???


De Rui Vasco Neto a 17 de Março de 2009 às 19:58
mais 'ser' menos 'parecer', talvez. E mais perdão, definitivamente. Digo eu, claro. Apenas eu.


De milvezesmais a 16 de Março de 2009 às 17:44
Eu fiquei foi triste com a noticia. Crucificar o pai que deixou o filho no carro? Não!!! Eu tenho pavor que me essa desgraça me caia em cima...
Crucifico sim , quem molesta, quem abusa, bate, maltrata, etc. os filhos... esses sim merecem!!!
Imaginem só se acontecesse com qualquer um de vós?? E não digam que nunca vos iria acontecer, imaginem apenas se acontecesse.



De Rui Vasco Neto a 17 de Março de 2009 às 19:58
bem visto, mil vezes.


De Anabela a 16 de Março de 2009 às 22:54
Para mim o mundo só faz sentido se as pessoas que cospem tanto a palavra tolerância a interiorizassem mais.
Estes pais já têm o pior dos castigos e a pena é perpétua. Não precisam de falsos moralistas para atirar mais pedras. Só a ignorância e a hipocrisia é que levam algumas pessoas a proclamar que com elas isso nunca aconteceria.
Os pais como seres humanos que são pestanejaram e por azar o diabo estava à espreita. E quem é que, com ou sem crianças, nunca pestanejou na vida?


De Rui Vasco Neto a 17 de Março de 2009 às 19:59
anabela,
de olhos bem abertos, pelo que leio. Sem pestanejar.


De antiego a 16 de Março de 2009 às 23:46
Convido-o a ler o post que eu escrevi no meu blog, onde expresso a minha opinião sobre o "bébé do carro:

http://antiego.blogs.sapo.pt/52234.html

O seu blog vao para os meus favoritos.


De Rui Vasco Neto a 17 de Março de 2009 às 20:00
li.


De antiego a 17 de Março de 2009 às 22:01
ok


De Anabela a 17 de Março de 2009 às 00:05
Sugestão de leitura ( na vã esperança de abrir algumas mentes)

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1369385&idCanal=62


De mifá a 17 de Março de 2009 às 01:27
Começo por esclarecer o seguinte:
1º não sou moralista;
2º estou muito longe de me considerar infalível;
3º considero-me, e julgo que com alguma isensão e algum consenso, uma pessoa tolerante.

Porém, ao ter conhecimento da notícia referida, não pude (nem quis) evitar dois sentimentos : por um lado, uma enorme comiseração pelo homem que perdeu tão tragicamente o filho com tudo o que essa perda, seguramente, acarretará; por outro, uma raiva imensa pela enormidade da incúria do mesmo, que esteve na origem dessa tragédia.
Se prevalece um ou outro, não saberei responder. Se calhar, prevalecem ambos, em momentos diferentes. Como tal, não sou a favor da imolação do homem, mas também não sou de opinião que o mesmo seja desresponsabilizado. O que ele deve estar a sofrer e irá sofrer é demasiado para me permitir a primeira atitude: o que ele fez e faz sofrer é excessivo para me permitir a segunda.
Depois, se se pretende que responsáveis pela morte de outrém, que se presume por negligência, sejam sujeitos a inquéritos e a investigação e, eventualmente, sancionados, como se preconiza ( e muito bem, no meu entender) no outro post acima, convenhamos que no mínimo, este pai tem que ser responsabilizado pelas consequências de uma incúria tão desproporcional e de tão trágicas consequências. Diria mais: deve, sobretudo, ser submetido a rigorosa observação por parte de especialistas clínicos pois é ABSOLUTAMENTE INADMISSÍVEL o ter-se esquecido do filho bebé. E, só mediante prova ineludível de grave perturbação psíquica, deve ser ilibado e, de livre vontade ou coersivamente, sujeito a tratamento adequado.
É que, caramba! , já são desleixes a mais pelas notícias que me têm chegado: criança de 4 anos, numa praia onde estava a brincar, é levada pelo mar; bebé cai de varanda de quinto andar...
Apetece dizer "Irra, se são irresponsáveis tenham o discernimento mínimo para não terem filhos ou, pelo menos, para não se ocuparem deles; se são doentes, tratem-se!".
Pronto, e aqui nesta parte final, foi a raiva que se sobrepôs.

( é que estou farta de paninhos quentes e de duas medidas diferente. Isto é ser moralista? Pois então eu SOU-O. E mais, deixo fluir o amor e a compaixão da mesma forma que deixo fluir o ódio e a raiva e porque ambos são naturais assim é e assim deve ser, como diria o Mestre Caeiro )


De Rui Vasco Neto a 17 de Março de 2009 às 20:04
mifas,
já percebi a necessidade dos três esclarecimentos prévios. É que ninguém os adivinharia, pelo texto.
Viva a liberdade, mifá. Viva a liberdade de achar coisas.


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