Quarta-feira, 15 de Abril de 2009
Assim se ganham as guerras
Quarta-feira, 15 Abr, 2009

A notícia do Correio da Manhã, honra lhe seja feita, não deixa lugar a quaisquer dúvidas, de interpretação ou outras. Reza assim: «Os militares do sexo masculino estão expressamente proibidos de usar maquilhagem e pintar as unhas. A norma consta de um despacho do Chefe do Estado-Maior do Exército, general Pinto Ramalho, que entrou em vigor no passado dia um». Depois diz mais coisas, ainda, esclarece outros pormenores, muitos outros, respeitantes ao novo código de 'apresentação e atavio dos militares'. Mas as regras são menos apertadas para as mulheres do que para os homens, está visto, uma vez que estes ficam então proibidos de usar maquilhagem ou pintar as unhas enquanto que o novo código não especifica em que condições podem as nossas militares passar a usar as patilhas, barbas e bigodes. Embora a expectativa seja grande, como se calcula, nos quartéis de norte a sul deste Portugal das surpresas. Depois de preenchida essa lacuna, mais o tempo exacto da licença de parto para os mancebos que engravidarem em comissão de serviço, ficaremos definitivamente prontos para vencer qualquer guerra, seja onde for e contra quem for. Só cá faltava o código, este, claro. Agora somos imbatíveis.



publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De Real Academia das Letras a 15 de Abril de 2009 às 21:32
"seja onde fôr e contra quem fôr. Só cá faltava o código"
Podia faltar lá o código, mas aqui sobram os acentos. Ou serão os assentos?


De Rui Vasco Neto a 15 de Abril de 2009 às 21:38
pois caríssimo académico, ter mais razão seria difícil. Tinha tanta, tanta, mas tanta que já não tem nenhuma que eu fui lá de bazuca e catrapumpumpum, fui-me a eles. Já lá não estão.
E agora, meu Deus, como lhe agradecer? Sim, como? Diga-me, conseguirá algum dia perdoar-me? :-)))

Mil obrigados, falando a sério. Os bons leitores fazem os bons escribas, dizem. Ou se não dizem deviam dizer.


De RAL a 15 de Abril de 2009 às 23:01
E continua a falhar na gramática.
Género errado, meu caro, mas esta foi ilusão de óptima perfeitamente desculpável.


De ortografia longe ,bem longe da reforma a 15 de Abril de 2009 às 23:29
lindo este 'último voo do acento circunflexo'! eh eh eh


De Sal (azar)? a 16 de Abril de 2009 às 02:06
há assentos que prestam grandes serviços à pátria: quando falham !


De ângela a 16 de Abril de 2009 às 09:12
Sempre foi assim...
Tem a ver com o brio em usar a frada e com o respeito que lhe é devido (e ambos sabemos disso, não é verdade?)
E se o despacho só diz isso, então tem menos especificidades que o anterior, onde chegava ao ponto de determinar o tamanho dos brincos das militares (máximo de xx milímetros de diâmetro em caso de argolas e máximo de xx milímetros nos outros brincos).
As tatuagens, a maquilhagem vistosa, os fios e os anéis (com exclusão das alianças de casamento e de outros não vistosos) sempre foram proibidos e tem mais a ver com a segurança do próprio militar que com a sua apresentação. Um fio pode sufocar um militar durante um exercício, p. ex....
Quanto ao cabelo, às barbas e patilhas, sempre foi assim. Todos os militares sabem, p. ex., que não podem um dia usar barba e no outro vir de cara fresca. Para mudar o "talhe de barba" é preciso autorização superior porque é preciso, de seguida, mudar a foto do bilhete de identidade militar.
Finalmente, e porque isto já parece um lençol, os atrasos nos pagamentos dos diferenciais de que o senhor da ANS se queixa são da responsabilidade do MFinanças e do MDN e não dos Ramos em si, como ele muito bem sabe.
Só que, como essa informação não é bombástica, toca de transformar a tropa (que lhe dá o vencimento ao fim do mês e que lhe proporciona um mínimo de estabilidade e trabalho) num saco de pancada.
Vale tudo para se fazer notar...
É pena é que não sejam muitas as vezes em que essa notoriedade (destes sindicalistas bota-abaixitas) faz sentido...
Bjcas


De Rui Vasco Neto a 16 de Abril de 2009 às 21:00
lita,
tudo tem uma explicação e valha-nos quem sabe parea a dar. Tu, na circunstância. Bom reler-te aqui, que lá à tua casita tenho eu ido.
beijo


De ângela a 16 de Abril de 2009 às 09:13
errata (antes que seja cruxificada):
frada é, obviamente, farda.


De PypaMary a 17 de Abril de 2009 às 01:27
Ai, Ruizão, que susto que eu apanhei com a foto desta sargento !!!!! AAHHAHAHAHHHHAAAAHH !!!

Quanto ao resto, sempre aligeirada como eu sou, já sabes, desde que vi homens grávidos já aceito de tudo para que o respeito seja imposto !!!! Acho que vou acabar os meus dias num manicómio ... (já se nota muito ?????) beijoooossss


De sinhã a 18 de Abril de 2009 às 15:49
:-D ah, guerra boa. :-D


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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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