Segunda-feira, 18 de Maio de 2009
A natureza humana, esse mistério
Segunda-feira, 18 Mai, 2009

Neste como em qualquer tempo, as questões relativas ao Ensino e ao Conhecimento deveriam merecer de todos nós uma particular atenção, sobretudo agora que a sociedade global terá já aprendido que só pela cultura se muda alguma coisa, de facto, na vida das gentes que connosco co-existem neste mesmo tempo e espaço. Pois é exactamente nesse contexto que me parece verdadeiramente imperdível o colóquio sobre Educação que está agendado para a próxima sexta feira no Instituto Piaget, em Lisboa, com a presença de Edgar Morin, autor de um dos livros mais inspiradores e didácticos que li nos últimos tempos: «O Paradigma Perdido  -  a natureza humana» (ed.EuropaAmérica).

 

Como muito oportunamente nos fez Tomás Vasques o favor de seleccionar, aqui, Edgar Morin adianta o que se pode considerar um breve mas elucidativo resumo daquilo que ele próprio vem pregando sobre Ensino e Conhecimento, há perto de quarenta anos, nestas palavras retiradas de uma sua entrevista à agência Lusa: «O que proponho é fornecer as ferramentas de conhecimento para serem capazes de ligar os saberes dispersos. Conhecer apenas fragmentos desagregados da realidade faz de nós cegos e impede-nos de enfrentar e compreender problemas fundamentais do nosso mundo enquanto humanos e cidadãos e isto é uma ameaça para a nossa sobrevivência. Está demonstrado que a capacidade de tratar bem os problemas gerais favorece a resolução de problemas específicos.» Parece tão simples, posto assim, não é? Pois é. E eu sei porquê. Porque no fundo, no fundo, é mesmo tudo bem simples, na essência. A gente é que gosta de complicar, acreditem. Por isso marque na agenda, faça esse favor a si próprio: próxima sexta feira, Instituto Piaget, Lisboa, Edgar Morin, ou a maravilhosa aventura do conhecimento explicada por quem sabe o que diz a quem souber e quiser ouvir.

 



publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De Anónimo a 18 de Maio de 2009 às 23:52
Hummmm....

Não sei, não. É sabido que Einstein, para pegar no exemplo que Morin citou, não tinha grande capacidade para lidar com as coisas mais práticas da vida ( aliás como a maioria dos génios) e a"grande cultura filosófica e literária" de Einstein é devidamente contextualizada e não pode ser generalizada a outros génios.

Resume-se tudo aquelas fotos que são apliadas e nós vemos uma coisa e quando nos afastamos percebemos que afinal é outra. Os cientistas vêm o mundo com Zoom. Deformação profissional.



De Rui Vasco Neto a 19 de Maio de 2009 às 15:39
raposa,
como reparou (que as raposas reparam em tudo:-)) eu abstive-me de citar essa parte do Einstein, exactamente por essa razão... não sei bem porquê, tenho a mesma convicção que o génio nem sempre combina com o prático...
feitios, é o que é.


De Raposa a 18 de Maio de 2009 às 23:54
Opsss...... esqueci-me de assinar o comentário anterior.
Anónimo nunca que eu cá também tenho as minhas vaidades e os meus orgulhos :-)


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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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