Quarta-feira, 17 de Junho de 2009
O mata-sete (faltam seis)
Quarta-feira, 17 Jun, 2009

Durante a gravação de uma entrevista para a televisão, o novo presidente dos EUA viu-se incomodado por uma mosca sem valor, dessas que pousam com a mesma alegria na careca de um doutor como num discurso do Dr.Jorge Sampaio, como diria António Aleixo que eu bem o li. Pois bem, com a entrevista a decorrer Barack Obama nem pestanejou. Mandou a mosca embora uma vez, duas vezes, a mosca foi e voltou, uma vez, duas vezes. E pronto, acabou-se, não houve terceira vez que o presidente não quis permitir. Terá ficado com a mosca de repente? Talvez, não sei, o facto é que Obama  ignorou por um instante o seu entrevistador, fixou o olhar concentrado no voo daquele zzzzzzz e zzzzzzzzzás, não lhe perdoou o sopapo certeiro. Acertou na mouche.

 

Foi estalo e queda, de resto. A mosca caiu fulminada no tapete onde ficou, com aquele arzinho de mosca morta. E a televisão mostrou ao mundo a habilidade e rapidez de Mr. President, que por seu lado se limitou a perguntar, absolutamente impassível: «Onde é que nós íamos, mesmo?». Bom, eu cá pensei duas coisitas rápidas, quase em simultâneo. A saber? Fosse a pobre mosca o Osama Bin Laden e muito teria mudado hoje em todo o mundo com esta palmadita presidencial, primeira reflexão. A segunda é mais profunda ainda, uma espécie de aposta política ou algo parecido. Vá lá, pensem comigo, all together now. E digam-me se um homem que resolve desta forma as moscas não será o homem certo para acabar de vez com a merda que as atrai, também, sim ou não?



publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De sarrabal a 17 de Junho de 2009 às 22:10
Assim o deixem acabar de vez, sim, antes que acabem com ele. O Mundo não está acostumado a este à-vontade, absolutamente incrível, simpático, louvável, a atirar para milhas a costumada pose bolorenta a que todos estamos habituados. E que o meu temor não tenha razão de ser, evidentemente. Bendita mosca!

Rui, fica o abraço de sempre da Sol


De sinhã a 17 de Junho de 2009 às 22:16
sim.:-) e, agora, aposto que vão todos andar com uma mosca ao ombro, Ruizinho.:-D


De Raposa a 17 de Junho de 2009 às 22:52
Ninguem volta a dizer tão depressa : " Ai, quem me dera ser mosca..."

( Obama é portanto um leitor de Sun Tzu. Marketing!)


De Raposa a 17 de Junho de 2009 às 22:54
Melhor. Ninguem volta a dizer que o Obama tem ar de quem não faz mal a uma mosca....


De Samuel a 17 de Junho de 2009 às 22:59
Depois de D'Artagnan, ainda não tinha aparecido um tão eficaz "Mosquitêro"(influências alantejanas...)!

Abraço.


De Rui Vasco Neto a 18 de Junho de 2009 às 00:06
oh meus amigos fiéis
oh gente da minha terra
troco os dedos e os anéis
só para vos ter nesta guerra

vejam só: chegar a casa
e encontrar-vos aqui...
deixam qualquer um em brasa
os comentários que li

em brasa mas não zangado
(como podia, meu Deus!)
apenas emocionado
com a ternura dos meus!

obrigado, meus amigos! bela tertúlia arranjámos aqui, de que vós sois cinco bons exemplos, alguns dos mais fiéis. Um bem-haja de quilo para cada um. E um enorme abraço a todos, caramba!!

(escrevi de rajada, nem vou ler senão corto...)


De Raposa a 18 de Junho de 2009 às 00:41
:-))

Vale a pena vir aqui.


De sinhã a 22 de Junho de 2009 às 21:52
:-) cortas nada: está giro, giro.:-)


De Pirate a 19 de Junho de 2009 às 18:56
Aqui ficou mais uma demonstração para a Post(eridade) do Yes We Can...Kill Bill (a mosca) :-)


De Daniel a 22 de Junho de 2009 às 17:04
Pronto, já não cheguei a tempo de levar um abraço em verso. Paciência. Mas continuo a gostar do tipo que matou esta e do outro que aqui recordou o feito..


De Samuel a 24 de Junho de 2009 às 19:05
Tomei a liberdade de invadir a privacidade do "Sete Vidas" com a atribuição de um prémio.
Levantável aqui:

http://samuel-cantigueiro.blogspot.com/2009/06/premio-lemniscata.html

Abraço.


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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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