Terça-feira, 30 de Junho de 2009
Shhhhhttt!!!!
Terça-feira, 30 Jun, 2009

Põe-se o sol, por hoje. Os raios escaldam o horizonte, há um reflexo de fogo nesta promessa de que existe amanhã. Fogo e esperança, ligam bem, digo eu. O campo fica calmo, quieto no crescer. Apenas se existe, a esta hora, nada se faz na natureza por um momento que parece longo. É hora da passarada cantar a alegria de ter vencido mais um dia, chilrear de contente pelo milagre da sobrevivência, mais uma vez, mais uma vitória, mais uma jorna. Há-de vir a noite, pois então. E com ela a madrugada, e depois dela o dia e no final desse outra hora como esta, em que o mundo é a perfeição possível no descanso de todas as coisas. Mas por enquanto espreita a lua, ainda a luz do dia não se foi, só para ver se eu fico para o serão. Nada lhe digo, como quem não a viu e nada sabe. Finjo que estou a escrever.


publicado por Rui Vasco Neto
link do post | comentar

Comentários:
De Raposa a 1 de Julho de 2009 às 00:00
Ah, então finge, finge muitas vezes assim :-)


De Rui Vasco Neto a 2 de Julho de 2009 às 14:24
Estão verdes, raposa?
:-)))


De Alfredo Gago da Câmara a 1 de Julho de 2009 às 05:20
Comovido estou! São quatro da manhã, aí são cinco. Estou com os ouvidos impregnados de música coimbrã que acabei de gravar. A melodia deste texto deixou-me perplexo! Não pela soberba escrita a que nos habituou o meu amigo RVN . Foi só mais um post , lindo de morder rosas e, quem sabe, camélias ou hortênsias? Que raio de conteira em flor amarela te alumiou? Estou perplexo! Não por esta "poesia em prosa escrita", como disse, mas pelo seu conteúdo. Abraço-te pelo sorriso tranquilo e feliz com que me vou deitar.


De Rui Vasco Neto a 2 de Julho de 2009 às 14:27
Fredinho, meu amigo,
és único e matas-me com mimos. Não digo mai nada para não fazer vergonhas públicas. Vai à merda, é o que me ocorre para sacudir o embalo, ou ainda acabamos os dois em lágrimas e nem sequer bebemos nada.
Que diabo, estas coisas têm regras.
Vai para dentro, anda laião.


De gunter s. a 1 de Julho de 2009 às 19:56
Belíssimo naco de prosa. Parabéns.


De Rui Vasco Neto a 2 de Julho de 2009 às 14:29
Olhe, sei lá, muito obrigado. E feliz natal para si também.


De Bonsai a 3 de Julho de 2009 às 00:20
???


De teresa a 3 de Julho de 2009 às 14:59
Muito bem escrito, gostei... :)


Comentar post

Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
mais sobre mim
vidas passadas

Piu

Crónica do Brufen

Eu, pombinha.

Falando com o meu cão

Chove, eu sei, mas tenho ...

Maria da Solidariedade

Hum, daí o meu dói-dói...

Portugal sem acordo

Não fui eu que escrevi ma...

Um dos

Abençoados 94, Madiba!

Sôdade

Não vás as mar, Tòino... ...

Ofertas FNAC: pare, escut...

Reflexão de domingo, perg...

É preciso é calma, já se ...

Definição de sacrifício n...

A questão

E pronto, eis que descubr...

.......

Bom dia. Se bem me lembro...

O princípio do fim

E, de repente.

Um azar nunca vem só

Diz que é uma espécie de ...

Força na buzina!!

Bom dia. Hoje chove em Li...

Depois do homem que morde...

Bom dia. É hoje, é hoje!!...

Boga ou Beluga?

arquivos

Junho 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Janeiro 2011

Novembro 2010

Outubro 2010

Abril 2010

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Restaurantes para fumadores
Consulte aqui a lista de restaurantes onde os fumadores também têm direito à vida.
sete vidas mais uma: Daniel de Sá
Um Nobel na Maia
Lagoa
Ribeira Grande
Vila Franca do Campo
Do Nordeste à Povoação
Dias de Melo, escritor livre
E se a Igreja se calasse?
O outro lado das tragédias
O meu Brasil português
A menina amarga (II)
A menina amarga (I)
Pelas cinzas de uma bandeira
O caso da Escola do Magistério
Uma confissão desdobrável
O gato e o rato
Contra a Inquisição
D.Diogo
Uma carta de Fradique Mendes
Acróstico
Monotonia
Maia (II)
Maia
Um nome acima de todos os nomes
Um palhaço de Deus
A ópera em Portugal - Conclusão (VIII)
A ópera em Portugal - Um novo estilo, Alfredo Keil (VII)
A ópera em Portugal - O Teatro de S.Carlos (VI)
A ópera em Portugal - Os Intérpretes: Luísa Todi e os Irmãos Andrade (V)
A ópera em Portugal - Marcos Portugal: vida e obra (IV)
A ópera em Portugal - Primeiros tempos / o triunfo (III)
A ópera em Portugal - Introdução da ópera em Portugal (II)
A ópera em Portugal - As origens da ópera (I)
Dois sonetos à maneira de Natália Correia
Duas garrafas de Macieira
As esponjas das lágrimas
Lição de Português
500 000 soldados
Depois do portão da casa
Auto da Mazurca
Auto da Barca de Bruxelas
Malino
Romance da Bicha-Fera
A Casa
Tremor de terra, temor do céu.
Cântico da mãe escrava ao filho morto
Passos Perdidos
A Lenda dos Reis
Daniel de Sá
Um sítio chamado Aqui
O protesto do burrinho
Sete vidas mais uma: Soledade Martinho Costa
Poema renascido
Sete vidas mais uma: Pedro Bicudo
RTP, Açores
As vidas dos outros
subscrever feeds
Sete vidas, sete notas