Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009
Irene.
Quinta-feira, 17 Set, 2009

Aqui d'el Rei que os votos pagam-se em notas nas eleições internas do PSD!! Chamem alguém, porra!, alguém que faça alguma coisa que isto é um escândalo, um ultraje, uma coisa inimaginável, claro, eu cá não sabia de nada, não vi nada, não nada, nem eu nem ninguém, acho, muito menos os senhores da direcção do partido, senhoras igual, que não têm sequer tempo para andar lá a preocupar-se com as minudências do aparelho. Para isso é que existem os homens de confiança (a expressão diz tudo, explica-se bem), sempre foi assim e sempre assim continuará a ser. Isto dizem, atenção, porque eu cá não sei de nada, não vi nada, não nada, as pessoas é que dizem. E pronto.

 

O que desta vez faz a notícia não é portanto o que se diz mas sim existir quem muito insista não só em dizê-lo como ainda em dar a cara pelo que afirma, seja lá por que razões o faça e passe algum despeito pessoal que possa até existir. E aí a notícia torna-se incontornável, difícil de evitar com um, dois ou mesmo cem telefonemas. Fica fora de controle. Enfim, resolve-se, claro, tudo se resolve. Mas para já o palco está tomado por esta senhora, Irene Lopes, uma verdadeira dor de cabeça para o partido a que se diz ligada desde os anos 70 e que agora põe em causa com precisão cirúrgica em vésperas eleitorais. Mostrando um conhecimento prático da estrutura do aparelho laranja, Irene está ali para acusar, pôr a boca no trombone, chibar, entregar, chamem-lhe o que quiserem, o facto é que esta mulher está ali para fazer estragos dizendo o que sabe sobre situações de todos os dias da vida partidária (só do PSD?) com as quais pactuou até deixar de o fazer e decidir contar a toda a gente. E é a aparente circunstância de apenas precisar de dizer a verdade para o conseguir que faz dela a notícia, mais do que o facto de haver gente que paga em notas o voto de gente que delas precisa, para que as pessoas certas sejam eleitas para cargos partidários de importância decisiva na prática política da nação, ora na oposição, ora no governo. Porque essa parte eu cá não sabia, nem eu nem ninguém lá no partido, de certeza absoluta. Pois se ainda nem sequer veio nos jornais!

 

Até que apareceu Irene.

 



publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De La Belle a 18 de Setembro de 2009 às 00:25
Pessoalmente acho a história, como ela a conta, pouco credível. Só muitos votos é que influenciam os resultados. Muitos votos a 25€ cada um são muitas notas. Em vez de uma caixinha de sapatos escondida numa caixa da EDP aberta (e com isto ninguém se preocupa?) seria preciso uma mala ou um baú.

À parte disto, também acho que pessoas como a Irene têm pouca credibilidade pelas suas próprias acções. Coniventes um dia, delatoras no dia seguinte. Normalmente são pessoas despeitadas que resolvem fazer a catarse vomitando cá para fora aquilo que consentiram e colaboraram. No passado, claro. Agora é tudo boa gente.

Irenes há muitas. No PSD, na politica, nos locais de trabalho e, pior, nas relações. Fazem comichão mas não ficam na história.


De Rui Vasco Neto a 18 de Setembro de 2009 às 00:41
la belle,
bem visto, aparentemente já visto ... por si?


De proverbial a 19 de Setembro de 2009 às 19:29
Xi," brigam as comadres, descobrem-se as verdades"! Haverá despeito, eventualmente, mas que parece fumo demais para não haver fogo, isso é que parece.


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