Segunda-feira, 6 de Junho de 2011
No dia em que o rei fez anos...
Segunda-feira, 06 Jun, 2011

 

... houve arraial e foguetes no ar, dizia a canção no tempo em que o Zé Cid era o Nick Cave possível. Pois hoje não houve arraial cá na casa mas quase, que o nosso Gastão completou a bonita idade de 7 anitos e a festa foi merecida, mais de dois mil e quinhentos dias passados ao meu lado, é obra. E quando digo ao meu lado é mesmo literalmente ao meu lado, quase todas as vinte e quatro horas de cada dia, como sabem os próximos e mais toda a gente por esse país fora que fez connosco todas as horas de todos os dias destes nossos últimos seis anos e meio a par e passo. Como sabem os meus, na ilha de S.Miguel em geral e em Ponta Delgada em particular, essas ruas e caminhos que palmilhámos sempre juntos durante mais de dois anos e onde confirmámos a aprendizagem da nossa... huum... relação, pronto. Sim, a nossa relação, assumo, fosse eu o Herman e diria sem medo que foram precisas paletes e paletes de gajas para finalmente vir a descobrir a companhia perfeita, lamentavelmente com pila e pelo, diga-se. E quatro patas.

 

Sete anos, quatro patas, nenhuma patada, nem uma só para amostra; um recorde que desafia qualquer relação por mais perfeita que seja. E a nossa não o é, garanto-vos, temos os nossos altos e baixos como qualquer casal, sei lá, ele dorme no tapete com a mesma frequência que alguns amigos meus, por exemplo, e por mais de uma vez já ficou a dormir na rua por razões que até o olfacto menos apurado entenderia, coisa que já acontece menos entre a malta minha amiga, pelo menos por este motivo em concreto. No resto somos como todos, cada um com o seu gosto em particular, eu não ligo nenhuma às àrvores que ele não dispensa e ele não passa cartão às mulheres que eu já devia ter dispensado, se tivesse um dedo de juízo. Que não tenho, dizem, e aí está a prova neste parceiro que escolhi para o meu dia a dia e que ressona nas minhas noites, esta espécie de certificado oficial de pancada que tem um peso indiscutível: 50 kilos.

 

Sete anos. Credo, sete anos! Sete anos todo o terreno, mar, terra, ar, na fartura e na pobreza, na saúde e na doença,  mal, bem, assim assim... juntos por toda a parte, que diabo, até ao cinema já fomos os dois. Sete anos de aventuras já passados e muitos ainda por vir, espero eu. Talvez um nadita menos aventurosos não fosse má ideia de todo, afinal eu posso estar para aqui um jovem mas o meu Gastão já nem tanto, enfim... Só por isso, claro.

 

 

 (para mais tarde recordar aqui ficam as imagens do bolo e dos 32 segundos que a festa durou...) 

 



publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De Alfredo Gago da Câmara a 7 de Junho de 2011 às 00:42
Ah Ah Ah.... Este meu amigo "Gasca" só não escreve e não canta melhor do que o dono, de resto, tudo nele é perfeito. E no cantar... Ainda ponho as minhas dúvidas. Já o ouvi uivar a uma cadela que nem o dono faria melhor à miss venezuelana! Com muito esforço daria um empate técnico.
A sua principal virtude é a paciência, senão, como seria possível tanto tempo sem divórcio?
Parabéns ao Gastão e... Pronto... Para o dono também.


De Pedro a 7 de Junho de 2011 às 10:34
Bom dia Rui,

o Sete Vidas está novamente em destaque nos Blogs do SAPO, em http://blogs.sapo.pt

Boa continuação!

Pedro


De toalhadelinho a 7 de Junho de 2011 às 18:13
Adorei este post . Porque está bem escrito, porque tem "paletes" de humor e "resmas" de sentimento.


De Anónimo a 7 de Junho de 2011 às 21:11
A vela?
Onde está a vela?
O bolo tem um aspecto óptimo! O Gasta deve ter adorado a festa de aniversário!
Quem comeu o donuts?
P


De geriatriaaminhavida a 7 de Junho de 2011 às 23:48
Muitos parabéns ao Gastão e ao se dono.
É uma relação e pêras!
Quem dera a muitos casais estarem juntos 7 anos.
Cá em casa também há dois gatos. Um tem precisamente 7 anos. Feitos em Maio.
quanto ao bolo, parece que na boca do meu gato duraria mais do que 32 segundos. É que ele não é muito apreciador de doces. Já a irmã devora o que aparece à frente.
Boa semana


De Pirate a 8 de Junho de 2011 às 17:01
Bela homenagem ao Gastão caro Vasco !
"Cão como nós" como disse o poeta...
Eu diria mesmo que o "Gastão é perfeito, conduzido por seu dono, em sonolências afeito às picadas dos mosquitos, é Gastão milionário, vive em tapetes raros, se lhe viram as costas, chama logo a dita..." (Saudoso Zeca)
Este post tocou-me porque, que diabo sou um assumido "dog freak" e conhecendo bem a "alma canina" vos digo a "parábola" do fiel amigo é mesmo verdadeira. A fidelidade canina é uma instituição...faça chuva, faça sol, chegue a casa seco ou molhado, alegre ou macambúzio, ébrio ou sóbrio, ele lá está para me reconfortar sem exigir nada em troca que não a ração habitual ou um ossito para limpar as gengivas...
Não há vida sem os cães... :-)


De Piedade a 9 de Junho de 2011 às 11:32
Querido Gastão, meu rico menino, PARABÉNS !!!!! Lambidelas das cadelas cá de casa e uma festinha minha :)


De Ana Cristina Deus a 4 de Junho de 2012 às 11:27
Olá primo, então que é feito de si, nunca mais disse nada.

Beijinhos


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