Domingo, 26 de Junho de 2011
A opinião sem delito
Domingo, 26 Jun, 2011

'Delito de opinião' é para mim um daqueles blogues de visita habitual, por lá concordo e discordo em proporção que desconheço e que pouco ou nada importa na circunstância, faz de resto parte do encanto, até. O que realmente importa aqui é a viagem, são sobretudo os pequenos pormenores que se descobrem no caminho, como este esgrimir de argumentos sobre o Acordo Ortográfico que se pode (e deve) ler aqui, na íntegra, mas que, pela importância do tema e dos argumentos terçados, não resisto a transcrever, só um pequeno mas pedagógico excerto deste pequeno mas pedagógico desacordo sobre o acordo. Absolutamente imperdível, digo eu.

 

 

De VSC a 19 de Junho de 2011 às 19:05

(..) Fiquei bastante entusiasmado com a existência de argumentos substanciais da parte dos pró-acordo. Nunca ouvi nenhum. Importa-se de pôr aqui? Ficar-lhe-ia muito grato.

De Laura Ramos a 19 de Junho de 2011 às 22:31

VSC, eu é que agradeço A sério que nunca ouviu argumentos susbstanciais vindos do lado favorável? Eu já (..). É só mesmo porque, como sou contra, habituei-me a opor as minhas razões aos que o defendem e a ter de ouvi-los. Então vá: 1) actualização 2) aproximação da ortografia à forma fonética e consequente simplificação da aprendizagem 3) unificação da escrita entre os povos falantes da mesma língua e  "empowerment" daí resultante 4) edições únicas etc, etc.
De VSC a 20 de Junho de 2011 às 16:57
Vejamos então os argumentos sérios. O 1º seria a actualização. Mas, e pergunto com curiosidade genuina, actualização de quê? Actualização da ortografia? Ou, como se escreveria na grande língua franca da cultura, da ciênca, da diplomacia, da comunicação planetária do  séc. XXI, orthography's actualization (em francês, actualization de l' orthographe)? E "atualização da ortografia", como começaram a escrever os brasileiros - via decreto -  por volta dos anos 30 do séc. passado, em obediência a ideias francesas do séc. XIX é "atualizado"?
Creio que há por aqui qualquer coisa que não bate certo, a não ser que se considere que o Inglês e o Francês são línguas pouco actuais, que não evoluíram, ao contrário do português da América do Sul, que sofreu "evoluções" a golpe de decreto.
Passemos ao ponto 2. Simplificação da aprendizagem? É um intento que poderia prosseguido por Viana, que começou a delapidar a língua em 1904. Hoje, sabe-se, até pelas imagens do cérebro  de crianças enquanto  olham  para palavras que ainda não conhecem que a palavra é apreendida no seu todo: ter 3 ou 6 letras é rigorosamente a mesma coisa, «cmoo se porav fmiaclnte» O Zimbabué, que usa o horroroso inglês,  tem um índice de alfabetização bastante superior ao do Brasil - que está "atualizado" há 80 anos - isto se a actualização consiste afinal em estropiar palavras.
Ora, ponto 3- Unificação . Unificação com grafias facultativas?  com grafias duplas? Que dizem os profs? "Os negociadores do Acordo autorizam duplas ou múltiplas grafias no interior de cada país, com base num critério da pronúncia, que em nenhuma língua pode ser tomado como propriedade identificadora dum sistema linguístico e da(s) sua(s) respectiva(s) norma(s) nacionais, mas sempre e apenas de uma sua variedade dialectal ou social" (Doutora Inês Duarte, professora catedrática de Linguística da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa); e outro professor catedrático da Universidade de Lisboa, Doutor João Andrade Peres: «dois alunos portugueses, em Portugal (ou brasileiros, no Brasil, etc.), sentados lado a lado, ou dois professores em salas contíguas seriam livres de usar a seu bel-prazer as grafias alternativas. Em última análise, é deixada ao livre arbítrio de cada cidadão a escolha da grafia, pondo-se em causa a função da língua escrita como factor de coesão social». É a unificação no seu esplendor!
O inglês da América é diferente do de Inglaterra e os dois países nunca fizeram questão de celebrarem acordos ortográficos (creio, até, que seria difícil explicar-lhes o que isso seja! A verdade é que o inglês está fixado desde o séc. XVII e a nível de imprensa norte-americana, desde 1800 e poucos. É que a ortografia mantêm-se e não se degrada quando os falantes e escreventes têm acesso à norma (escolarização, hábitos culturais, etc). A «evolução ortográfica» a mata-cavalos é uma ideia da propaganda dos acordistas que conta com a nossa ignorância e medo provinciano de estar desactualizado...
«Empowerment», diz? Gostava  que me desse uma ideia daquilo em que concretamente consistiria. O facto de em Portugal se começarem a escrever os nomes dos meses com letra pequena irá fazer o quê? Que milhares de pessoas de repente comecem a aprender portugues, ou desatem a ler Frei Luís de Sousa?
Quanto às edições únicas, temos, desde logo, as duplas grafias. Qual seria a utilizada? Isto para não falar já da diferença lexical e da maior ainda diferença sintáctica. Isto para não dizer que são as editoras que se devem adaptar à língua e não a língua às editoras.
Não vejo, por isso, qualquer argumento sólido - e mil vezes melhor do que eu poderia responder um especialista.
Além de tudo isto há alguns outros aspectos importantes e inquietadores: o modo como foram ignorados os pareceres negativos de organismos oficiais portugueses, a barreira à discussão efectiva da questão, a falta de democraticidade, o autoritarismo, a leviandade com que se tem procedido, a falta de respeito  por algo de tão complexo quanto é a nossa língua materna e que deveria incomodar profundamente todos ( e incomoda: há centenas de milhares de portugueses, dos 16 aos 90 anos que protestam activamente. Não é um assunto de «séniores»: felizmente, cada vez mais se pensa como Fernando Pessoa que chamou crime à "reforma" de 1911.
 
De Laura Ramos a 20 de Junho de 2011 às 18:34
VSC , gostei de o ler, por mim era o comentário da semana. Escolheu foi o alvo errado, porque - não sei se percebeu - volto a dizer que sou contra o AO. Já assinei petições e tudo, veja lá.
Sem mais, adianto-lhe esta demonstração simplista e simbólica da minha discordância: considero absurda e inútil uma alteração ortográfica que, em nome da unificação (?), me obriga a escrever infeção ", quando os brasileiros continuam a deter a ortografia pré-acordo, "infecção". E que me obriga a escrever Egito " e a denominar os seus oriundos de "egípcios". A célebre queda das consoantes mudas ou sonoras, consoante as pronúncias...
A legitimidade reformista que plasma a aproximação da ortografia à fonética sempre teve opositores, sabe bem disso. Mas tem vencido... (e, que me lembre, na minha vida já passei por 2 alterações).
O linguista Herculano de Carvalho (UC) chegava ao ponto de dizer, nos anos 60/70, que a forma correcta de pronunciar e/ou escrever era pura e simplesmente aquela que o falante adoptasse, em seu bom modismo. Isto é: ordem para regressar à confusão de 500... quando o português se escrevia conforme a cada um aprouvesse (o que dava um jeito enorme... mesmo que as consequências não fossem grandes, dado que a aprendizagem era privilégio restrito).
Quanto ao facto de o valor da actualização da escrita não ser importante, não concordo. Claro que é, e não considero que depaupere a língua. Senão, ainda escreveríamos saüdade ", mãi " pharmacia " e outras coisas, bem bonitas, por sinal, mas que agora parecem não fazer sentido. E se não fazem...
Como vê, não sou especialista nesta matéria. A minha opinião é de leiga, mas de leiga portuguesa.
Coisa muito diferente, contudo, é aferir a competência, ou não, de um SE, consoante ele é ou não a favor do AO.
E dizer que não assistem argumentos substanciais a ambas as partes.
Qualquer AO suscitou contraditório: basta ler os documentos, expurgados da espuma dos dias.
http:/ www.portaldalinguaportuguesa.org / action =acordo.
Saüdações blogosphehricas.
De VSC a 20 de Junho de 2011 às 22:28 
Agradeço a simpatia. Sobre "actualizações": pharmacy e pharmacie são palavras do Inglês e do Francês do Séc. XXI.
Se em Portugal se escrevesse pharmácia  estaríamos em consonância com duas línguas de dois países cultos. Ou será que os idiomas ingles e francês estão «desactualizados» em relação ao português do Brasil? É essa a referência?
Hoje sabe-se que o crime de 1911 - assim lhe chamou Fernando Pessoa, que fez alguma coisa pela Língua portuguesa -, não compensou, assim como as modificações mais radicais do Brasil, em 1929: com   Portugal, é um  caso de país com altas taxas de analfabetismo e iliteracia.
Não há por isso, qualquer "actualização": o «acordo» traduz-se, para o Português de Portugal, no abandono da tradição ortográfica das línguas cultas europeias para passar a obedecer ao  que os «acadêmicos» brasileiros, traduzindo mal do pensamento francês do séc. XIX e em nome de doutrinas e teorias à época já serôdias, impuseram aos brasileiros nos anos 30 do século passado. Querer impor essa ortografia ao Portugal de hoje, não é «actualização», mas a aceitação de um mero provincianismo nacionalista de... outro estado (Vd. REFORMA ORTOGRÁFICA E NACIONALISMO LINGÜÍSTICO NO BRASIL http://www.filologia.org.br/revista/artigo/5(15)58-67.html)
De Laura Ramos a 21 de Junho de 2011 às 00:39
VSC: proponho que funde um forum...
Quanto ao que acrescenta: "pharmacie, pharmacy"
(e abstraindo da suma questão "quem imitou quem?"... ... virá do tempo da colonização francesa da corte de Orange... não virá?...), tenho simpatia pela ideia da coincidência gráfica, mas mais nada. Quem sabe, serei eu já um produto degenerado das sucessivas reformas, hélas... (mas tive latim, o que me ajuda a ver mais claro).
E sabe? Nem me faltam as referências geracionais e afectivas: sou uma cultora empedernida do francês (era o que estava a dar na minha geração), agora reconvertida em escrava adaptada à ditadura do inglês. Mas nem por isso me comove a perda das formas aproximadas das ditas línguas evoluídas e cultas, tais como "effeito", "bello","sceptro", "fructo" e "signal"...
Finalmente (e finalmente, mesmo!) não acho que o umbiguismo europeu seja assim tão fantástico. Tendo a valorizá-lo, confesso, mas com reservas.
Quer um exemplo? Não faz qualquer sentido, hoje em dia,
fazer equivaler o peso do francês ao do português, simplesmente porque a balança se inverteu e a nossa língua é, hoje em dia, infinitamente mais importante e competitiva. A francofonia é uma força decadente (e acredite que tenho pena). Lá vai mantendo pergaminhos porque é uma das línguas fundadoras da velha CEE, e dos corredores da diplomacia, mas pouco mais do que isso. Uns enclaves em África e na América...e nada mais.
Mantenhamo-nos alerta, em todos os sentidos da questão: nem aculturação, nem monolitismo.
 
De VSC a 20 de Junho de 2011 às 23:33
 
Pontas soltas.
Sobre o «contraditório»: não houve sequer um início de discussão séria que fosse  ANTERIOR à decisão tomada.
E há inexplicáveis silêncios desde logo sobre os pareceres oficiais negativos que fora ignorados sem explicação.
Quanto às competencias  que são poderes para prosseguir fins: podendo serem estes incompatíveis com outros idênticos do Brasil, tenho a maior das apreensões, dado o que transcrevi. «O Brasil tomou a dianteira?» Em quê? Haja pudor!
 
 
De Laura Ramos a 21 de Junho de 2011 às 01:04
Concordo com a sua denúncia sobre os silêncios estratégicos. Aliás, como acontece com tudo o que envolve os circuitos do poder nas decisões especializadas. Quanto à discussão anterior à decisão oficial, se bem que não alargada, lá foi existindo... Relembro vários programas a que assisti na RTP2 há anos atrás, com a presença de algumas referências que envolveram, entre outros, alguns meus conhecidos (caso do Prof. Aníbal Pinto de Castro). O facto de correrem na RTP2, aliás, é só por si eloquente.
Penso, sinceramente, que para além do tédio que o assunto provocava, ninguém acreditava verdadeiramente que o AO fosse avante.
- Irá?
Dura lex, sed lex.
Espero pelo seu forum, VSC. Até lá.


publicado por Rui Vasco Neto
link do post | comentar

Comentários:
De eulalia a 27 de Junho de 2011 às 12:45
imperdível, sim senhor! foi através da tua mão que tomei conhecimento do 'Delito de opinião' e, desde então, faz parte dos meus 'favoritos' ... Não passava por lá há um 'tempão' ....Valeu bem a pena lá voltar. gadinha pela sugestão.:)))
abraço gigantérrimoooooooooooo


De Rui Vasco Neto a 27 de Junho de 2011 às 18:57
lálita,
era assim que eu chamava a outra eulália da minha vida (já falámos disso, se bem te recordas..) se bem que não há nem podia haver qualquer comparação, bidentemente, já que és única, incomparável e irrepetível... és tu, tu e só tu, Eulália, a Figura!

Mas pronto, enfim, isto era apenas um rodeiozito, uma piquena introdução ao assunto em causa, que é então essa ralação que vais mantendo com o blog 'Delito de Opinião', vejam só!, e ainda por cima sem que eu soubesse do caso, o que é grave, convenhamos! Provavelmente já toda a Lisboa sabia, Ponta Delgada e Vila Franca do Campo, até se calhar em Rabo de Peixe já se sabe...
Vejamos, afinal há limites para a traição, para a infidelidade gritante como é o caso... como, diz-me, como é que foste capaz?'!? E pensar que fui eu quem os apresentei, sim, terá sido Deus quem os criou mas fui eu que os juntei, imagine-se... mas olha, sei lá, fico feliz por ti, que hei-de eu dizer a não ser que no fundo fico feliz pelos dois e desejo a ambos as maiores felicidades. Chiuff, chiuff... humpf, chiuff...
Enfim, pronto, já tá. Tá dito, tá dito. Mas ficas a saber, eu cá não sou de rancores mas a mim quem mas faz paga-mas, essa é que é essa, vais ver... cá calharás, é só o que eu te digo: cá calharás!
:-))))))


De Laura Ramos a 28 de Junho de 2011 às 01:40
Rui, eu é que agradeço a lincagem para o DO. E não pude deixar de sorrir perante o facto de alguém ter reparado nesta troca de ideias um pouco excêntrica (só pq aparentemente fora do âmbito do meu post), mas que de facto foi interessante. Olho de falcão o seu! A blogosfera é assim mesmo: entre leitores (vsc) e lidos (no caso, eu), comentadores e escrevinhadores, cada um traça ao outro os seus perímetros e ainda bem, porque às vezes vale a pena.
Esta foi sobretudo uma boa oportunidade para conhecer o 'Sete Vidas como os Gatos' , e isso já ninguém me tira.
Cumprimentos
LR


De Anónimo a 28 de Junho de 2011 às 02:01
Estou sem saber se ei-de comentar ou se hei-de comentar. É que, vistas as coisas na perspectiva de aproximar o fonema do grafema, não sei se se justifica o "h"uma vez que é mudo e surdo.
Não bastava termos um país de gente corrupta, para ainda termos que aguentar com a corrupção da língua!
Este acordo está repleto de arbitrariedades, subserviência e perversão; ele é o reflexo perfeito de um país que não tenta elevar o nível da mediocridade a um nível normal (já não ouso desejar erudito), mas sim o invés.
E os regionalismos, que solução para eles? Não ficará perplexa a criança nortenha que sempre pronunciou ou ouviu "baca", quando tiver que ler "vaca"? Ou o micaelense que diz "houje" e depara-se , na escrita, com "hoje"?
Sim, claro que uma língua é um "organismo" vivo. Tem células que morrem (as palavras que caem em desuso) mas tem outras que estão em permanente renovação, os neologismos, nem que seja o caso daqueles vocábulos que, por força das invenções, têm que ser criados para as nomear.
E o facto de se remover as células mortas de um organismo e de se aceitar as novas não significa que tenha que se mudar, por exemplo, a coluna dorsal ou o coração (para ampliar a metáfora).
Aliás, a língua de Camões e de Pessoa pode sempre contar com o "oxigénio" que vem dos falantes de países lusófonos como o Brasil e as ex-colónias
O que convém é saber se deve ser o filho a pedir a benção ao pai ou o pai ao filho.
Muito mais havia (ou avia?) a dizer e a particularizar, porém já trago "a lira enrouquecida" de debater e debaterme com este problema e o joão pestana começa a fazer das suas.
( bravo, Rui, pela prolífera e profícua produção que, por preguiça, em parte, por outros afazeres, por outra, não tenho lido.tentarei ser mais assídua, que a prosa está de apetite, menino. aquele abraço)


De mifá a 28 de Junho de 2011 às 02:04
Esqueci-me de assinar o comentário supra e saiu como de anónimo.


De Laura Ramos a 28 de Junho de 2011 às 03:28
Decididamente, «baca»! Ou «áuga». como se diz nos arredores (note-se a 'nuance' geográfica importaante e excludente...) de Coimbra. Po r mim, isto era era um regabofe! Cda um por si. Uns maricas, é o que é!


Comentar post

Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
mais sobre mim
vidas passadas

Piu

Crónica do Brufen

Eu, pombinha.

Falando com o meu cão

Chove, eu sei, mas tenho ...

Maria da Solidariedade

Hum, daí o meu dói-dói...

Portugal sem acordo

Não fui eu que escrevi ma...

Um dos

Abençoados 94, Madiba!

Sôdade

Não vás as mar, Tòino... ...

Ofertas FNAC: pare, escut...

Reflexão de domingo, perg...

É preciso é calma, já se ...

Definição de sacrifício n...

A questão

E pronto, eis que descubr...

.......

Bom dia. Se bem me lembro...

O princípio do fim

E, de repente.

Um azar nunca vem só

Diz que é uma espécie de ...

Força na buzina!!

Bom dia. Hoje chove em Li...

Depois do homem que morde...

Bom dia. É hoje, é hoje!!...

Boga ou Beluga?

arquivos

Junho 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Janeiro 2011

Novembro 2010

Outubro 2010

Abril 2010

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Restaurantes para fumadores
Consulte aqui a lista de restaurantes onde os fumadores também têm direito à vida.
sete vidas mais uma: Daniel de Sá
Um Nobel na Maia
Lagoa
Ribeira Grande
Vila Franca do Campo
Do Nordeste à Povoação
Dias de Melo, escritor livre
E se a Igreja se calasse?
O outro lado das tragédias
O meu Brasil português
A menina amarga (II)
A menina amarga (I)
Pelas cinzas de uma bandeira
O caso da Escola do Magistério
Uma confissão desdobrável
O gato e o rato
Contra a Inquisição
D.Diogo
Uma carta de Fradique Mendes
Acróstico
Monotonia
Maia (II)
Maia
Um nome acima de todos os nomes
Um palhaço de Deus
A ópera em Portugal - Conclusão (VIII)
A ópera em Portugal - Um novo estilo, Alfredo Keil (VII)
A ópera em Portugal - O Teatro de S.Carlos (VI)
A ópera em Portugal - Os Intérpretes: Luísa Todi e os Irmãos Andrade (V)
A ópera em Portugal - Marcos Portugal: vida e obra (IV)
A ópera em Portugal - Primeiros tempos / o triunfo (III)
A ópera em Portugal - Introdução da ópera em Portugal (II)
A ópera em Portugal - As origens da ópera (I)
Dois sonetos à maneira de Natália Correia
Duas garrafas de Macieira
As esponjas das lágrimas
Lição de Português
500 000 soldados
Depois do portão da casa
Auto da Mazurca
Auto da Barca de Bruxelas
Malino
Romance da Bicha-Fera
A Casa
Tremor de terra, temor do céu.
Cântico da mãe escrava ao filho morto
Passos Perdidos
A Lenda dos Reis
Daniel de Sá
Um sítio chamado Aqui
O protesto do burrinho
Sete vidas mais uma: Soledade Martinho Costa
Poema renascido
Sete vidas mais uma: Pedro Bicudo
RTP, Açores
As vidas dos outros
subscrever feeds
Sete vidas, sete notas