Terça-feira, 28 de Junho de 2011
Bom dia. Hoje é um mau dia.
Terça-feira, 28 Jun, 2011

«Óbito de Angélico Vieira deverá ser confirmado hoje. Angélico já não regista qualquer actividade cerebral, situação que é irreversível. O óbito deverá ser confirmado pelo hospital ainda esta noite.»



publicado por Rui Vasco Neto
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Comentários:
De sarrabal a 28 de Junho de 2011 às 18:58
Pouco tempo lhe deu o destino (se o há) para viver a vida. Talvez não lhe faltasse nada para ser feliz: juventude, saúde, beleza, talento, fama, dinheiro. Mas sabemos tão pouco dos outros... E muito menos do tal destino (?) que nos está reservado. Tenho muita pena - aquela que só uma mãe pode sentir ao lembrar-se que um filho seu poderia estar no lugar de Angélico - como é o meu caso.


De Rui Vasco Neto a 28 de Junho de 2011 às 21:30
Sol, querida amiga,
vejo por aí uma afliçãozita com o aceitar ou não da existência de um destino para cada indígena, um desenho personalizado, traçado à medida de cada um de nós mediante a ligação de uma infinidade de pontinhos, como naqueles passatempos infantis, recorda-se?, muitos, muitos pontinhos a representar cada etapa do crescer, do existir, todos ligados pelo traço de um Deus menino entretido com o joguinho, embalado no passatempo, caneta toda mordiscada, línguita trincada no canto da boca, em sinal de concentração para o risco sair bem direitinho, um ponto ligado a outro ponto ligado a outro ponto até ao ponto final.... huumm... criancices, minha amiga, uma grande traquinice é o que é o destino. Nada mais, podemos estabelecer, decidir, impor por decreto d'alma. Ora experimente ver assim, porque não? Verá que melhora a perspectiva e reduz a aflição a um sonho mau que já passou, pronto, já passou... ...
Já passou.


De sarrabal a 29 de Junho de 2011 às 01:40
Rui, meu amigo, ando há dias para lhe dizer que, finalmente, o encontrei no Facebook! Eu também lá estou, mas ainda não me entendo muito bem com tudo aquilo. Sobre este assunto, enviei-lhe um e-mail. Responda e ajude-me a estabelecer o contacto -agora fora dos blogs!

Obrigada pelas palavras que me dirigiu cima. Ainda não passou, mas vai passar...

Beijinho!


De Gaivota a 28 de Junho de 2011 às 21:50
...uma grande traquinice é o que é o destino...
O feto que faleceu ontem, aos sete meses de gestação, sem razão aparente deixou a família e os amigos destroçados, não é notícia porque não conseguiu ser gente!
P


De Pirate a 28 de Junho de 2011 às 22:10
O mais abjeto mediatismo "apodera-se" destes dramas, para aumentar audiências em prime-time e vender mais jornais e revistas del corazon...
Ao menos que se dignem a utilizar este "triste exemplo" como um caso de pedagogia para os aceleras - jovens e menos jovens - e heróis ke não precisam do tal sinto de segurança.
BUCKLE UP boys & girls !


De sinhã (açorda, não) a 29 de Junho de 2011 às 16:34
lamento muito o que aconteceu mas estou mesmo convencida que há anónimos, todos os dias, a quem o destino se faz cumprir. e é preciso pensar na vida - não importa de quem.


De mifá a 29 de Junho de 2011 às 19:02
Coitado do miúdo (porque é de um miúdo que efectivamente se trata) e mais coitada ainda da família, mormente dos pais!
Não sei pormenores e por aqui é que soube da notícia (tenho dado férias à informação) mas a ter havido imprudência e irresponsabilidade, ao que parece, o facto é que pagou um preço demasiado alto!
Oxalá os média façam um aproveitamento no sentido da prevenção e não no da sensação, para que do erro se faça pedagogia.


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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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