Domingo, 30 de Novembro de 2008
Já aqueci. C'um caraças!
Domingo, 30 Nov, 2008

A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, afirmou hoje, em Penafiel, que o actual Governo de José Sócrates é «uma verdadeira enciclopédia de tudo o que não se deve fazer em política»


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Bo-bo-bom di-di-dia. Estou-tou-tou ge-ge-la-la-do, po-po-porra!
Domingo, 30 Nov, 2008

«Por causa da neve que cai no Centro e no Norte do país, várias estradas continuam encerradas ao trânsito. A vaga de frio em Portugal vai prolongar-se até quarta-feira, dia em que se prevê uma pequena subida da temperatura, embora se mantenha a previsão de chuva»



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Sábado, 29 de Novembro de 2008
O estoiro da manada
Sábado, 29 Nov, 2008

Foi profusamente anunciado durante a semana, para que ninguém faltasse à chamada. «As 50 primeiras pessoas a chegarem ao mercado de escoamento de stocks - Stockmarket -, na Fundição de Oeiras, no sábado às 12:00 trajando apenas uma tanga voltam para casa vestidas da cabeça aos pés sem gastarem um tostão.» O tal sábado era hoje e assim aconteceu, aparentemente terá corrido tudo bem, já vi as notícias, não se registaram quaisquer incidentes com excessos de entusiasmo por parte da clientela. Perguntarão os senhores se era suposto ter havido, talvez. Mas só o farão aqueles que não leram esta notícia, segundo a qual um funcionário da conhecida cadeia Wal Mart morreu ontem em Nova Iorque, esmagado pelos clientes da loja que acorreram em massa ao primeiro dia de saldos nos Estados Unidos, a tradicional 'Sexta-Feira Negra’ que todos os anos se celebra no dia seguinte à quinta-feira de Acção de Graças.

 

Segundo a Polícia, um dos empregados, contratado através de uma empresa de trabalho temporário só para esta altura, foi arrastado no momento de abertura por cerca de 200 clientes e espezinhado até à morte, que ocorreu ainda no local. E apenas uma hora depois do incidente outras três pessoas ficaram feridas e uma mulher grávida foi hospitalizada, tudo em resultado de novas histerias. E por mais inacreditável que possa parecer tudo isto se passou com pessoas, seres humanos, educados, condicionados desde o berço para viverem em sociedade com outros seres humanos, partilhando espaços comuns. Não se passou com animais, por definição irracionais. Até porque toda a gente sabe que os animais não podem entrar nas lojas, exactamente porque não se sabem comportar.



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Peixeirada Alfacinha
Sábado, 29 Nov, 2008

 

 

(imagem sacada daqui, com a devida vénia, título cá da casa)

 



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Só pode ser! Não há outra explicação.
Sábado, 29 Nov, 2008

Desta vez Fernanda Câncio terá ido longe demais, extravasou. Só pode ser. Leiam esta sua crónica, 'O segredo dos jornalistas', hoje publicada no DN e digam-me se aqui não se aplica o tal direito à indignação que um dia o Dr.Mário Soares foi desencantar à fímbria de um qualquer subentendimento optimista da nossa Constituição. O caso é sério, diga-se.

 

Então não quer aquela jornalista fazer-nos acreditar que aquele episódio que nos relata aconteceu de facto, que aquilo é real quando só pode ser ficção? Vejamos, quero acreditar que a entidade que superintende a minha cédula profissional não pode fazer aquelas figuras, que a Comissão da Carteira Profissional dos Jornalistas significa outra realidade, que é suposto haver por ali vapores da noção do que é jornalismo, do que são jornalistas. Tratar-se-á por isso de um mal-entendido, seguramente. Ou então la Câncio terá extravasado, vulgo 'passou-se', enfim, também é uma hipótese, seja remota. Afinal, se "nestes oito anos de funcionamento da Comissão nunca um jornalista questionou o seu modo de funcionamento", porquê então começar agora e estar a incomodar os senhores com perguntas, para mais se é segredo e tudo? Enfim, também terá a sua lógica, dirão de lá alguns.

 

Pois bem, não fôra o caso de ter entrado em vigor há pouco mais de dois meses o novo estatuto disciplinar dos jornalistas, novas regras da classe, e eu cá tossicava e seguia, cofiando pontas e ronronando a minha perplexidade num suave Hum e nada mais. Seria tudo. Não me esticaria assim sobre esta impossibilidade prática, porque sim, d''o segredo dos jornalistas' narrar um episódio real que realmente mostre a realidade desta Comissão, se é que me faço cacoentender. Uma Comissão que agora dispõe de novas competências de foro disciplinar, que podem, em extremo, decretar a suspensão da actividade profissional de um jornalista até doze meses, recordo, já que falamos no assunto. Ora é por demais evidente que um organismo destes só pode ser transparente e pronto na resposta quando legitimamente questionado, mesmo se posto perante 'a perplexidade algo irritada da jornalista, que lhe lembra que a Comissão é um organismo público e que é normal um jornalista poder saber onde podem ser contactados os seus membros'.

 

Daí aquele meu alvitre inicial, fechando esta pescadinha de conversa: desta vez Fernanda Câncio terá ido longe demais, destemperou, destampou-se. Só pode ser visto assim. Ou digam-me os senhores, público em geral, jornalistas em particular: acham possível que tenha sido o contrário?



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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008
Aos abrigos!!
Sexta-feira, 28 Nov, 2008

«Cavaco Silva apela à união porque 2009 "não será nada fácil"»



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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008
Na pá. Cinco.
Quinta-feira, 27 Nov, 2008

«O Benfica comprometeu hoje seriamente as suas hipóteses de apuramento para os 16 avos-de-final da Taça UEFA em futebol, ao ser goleado em Atenas pelo Olympiacos por 5-1, em encontro da terceira jornada do Grupo B.»

 



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Até lá, nada a dizer.
Quinta-feira, 27 Nov, 2008

Quanto mais leio as notícias menos me apetece escrever sobre elas. Tenho dito. E não fora este desabafo me sair tão natural que os meus dedos ter-se-iam por certo recusado a apalpar teclas a esta hora para vos dar o recado, por mais prazer que a coisa dê depois de feita. Sim, é quase como o sexo, que dizem chegar a um ponto da existência em que terá alturas cujo prazer não justifica o esforço dispendido para lá chegar, para não falar na posição, que pode ser bastante incómoda se nos concentrarmos na própria e não no propósito que deveria servir. Tudo isto dizem, claro. Mas mesmo assim continua inigualável como actividade lúdica e imbatível na relação preço/qualidade, digo eu. Não, não sai barato, a vida é que está muito cara, queria eu dizer.

 

Seja como for vinha só dizer-vos o que já disse, que nada tenho a dizer. E pronto, está dito. Escusam por isso de me vir falar da nova gaffe da doutora Manuela, de mais um ou dois banqueiros presos, árbitros comprados, meninos enrabados, conselheiros desaconselháveis ou doentes acabados à espera, que isso é apenas Portugal no dia-a-dia, meros detalhes de uma normalidade já comentada por baixo e por cima e pela direita e pela esquerda e por todos os lados, o a da asneira incluído e com natural destaque. Que esperam que eu diga, se a natureza humana pouco muda a marca que deixa em cada acontecimento a que se dedica? Comentar os pormenores repetindo o óbvio? Não, obrigado. Ando de birra com o disparate dos outros, explica em demasia o meu próprio, mesmo reduzido à escala. Não tenho nada a dizer e acabou-se. Por isso o deixo aqui dito e assinado, com validade para os próximos trinta minutos ou mais. Ou me provam bem provado que Cavaco Silva foi apanhado em flagrante tráfico de bolos secos e alcagoitas para o Afeganistão ou então não há conversa sobre esta triste actualidade que é a nossa, não sei que diga por isso não digo, nada, zero, zip, nestum. É esta a situação, lamento informar. E mesmo que o Presidente seja apanhado com a mão na alcagoita, por assim dizer, eu cá quero primeiro saber quem foi o agente infiltrado que o denunciou à Justiça. E só, mas só mesmo só e apenas depois de ficar provado que foi a D.Maria a operacional envolvida na detenção é que me arrancarão uma opiniãozita, talvez mesmo 'zona' nessa circunstância em particular. Porque por menos do que isso já disse, leiam lá atrás que ficou escrito. Não me arrancam um pio.



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He's all yours, fine chap. By all means.
Quinta-feira, 27 Nov, 2008

«Vale e Azevedo: Tribunal inglês decidiu extradição de ex-presidente do Benfica»



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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008
Bom dia. Hoje não há amigos.
Quarta-feira, 26 Nov, 2008

«Quando levou uma das vítimas de abusos sexuais ao parque de estacionamento de um supermercado em Xabregas, Lisboa, e o jovem disse-lhe que ia ter com o "senhor Abrantes", Carlos Silvino esclareceu hoje que ele se estava a referir ao ex-provedor adjunto da Casa Pia. Interrogado pela juíza presidente, Ana Peres, por que razão só agora vinha esclarecer que o "sr. Abrantes" era o antigo responsável da Casa Pia, Carlos Silvino respondeu: "era meu chefe e éramos amigos".»



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Terça-feira, 25 de Novembro de 2008
O sexo dos anjos
Terça-feira, 25 Nov, 2008

Um pastor do Texas, Ed Young, recomendou aos crentes, casados, um tratamento de sete dias seguidos de sexo. Uma forma de fortalecer o casamento e a família. “Vamos formar a Igreja mais feliz do planeta”, disse o pastor, na prelecção em que exortou os crentes a uma semana de sexo. “O que se passa no quarto é um reflexo do que se passa na vida das pessoas. A vida sexual dos casais é um indicador de como está a família”, disse Ed Young. “O nosso objectivo é ajudar a fortalecer os casamentos e as famílias”, acrescentou o pastor, exaltando a mensagem bíblica. “Sexo é algo fantástico, e foi Deus que o inventou”. E só descansou ao sétimo dia.



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Bom dia. Hoje não há novidades no perímetro, pelos vistos.
Terça-feira, 25 Nov, 2008

«Todo o perímetro litoral da Madeira está sob aviso Laranja.»

 



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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008
Ribeira Grande
Segunda-feira, 24 Nov, 2008

Tem andado um nadita ausente, o meu amigo Daniel de Sá. «Estou por aqui nada de férias, atarantado a escrever o livro que será para o Santo Cristo mas ainda não passei do lago de Genesaré, e pediram-me isto para antes do Natal», resolve-se a dizer-me, em recado privado. Perante um tal labor, onde, digam-me, onde arranjar lata e coragem para lhe cobrar este silêncio que a todos custa, a todos nós, meros fãs? Nem eu fui capaz de tal atrevimento, confesso. Mas também não houve necessidade, na mesma cestinha onde vinha esta nota lá estava, cuidadosamente embrulhado em panos quentes, este naco de prosa que se adivinha tão saboroso como os dois anteriores que nos levaram primeiro do Nordeste à Povoação e depois a Vila Franca do Campo, numa fascinante viagem pelos caminhos de S.Miguel. Guiados pelo passo seguro e conhecedor deste nosso viajante.

 

Em baixo: "Ribeira Grande"

Sete vidas mais uma: Daniel de Sá

 

Ribeira Grande. Bons tempos viveu ali o viajante. Que o tinha de ser todos os dias, excepto ao Domingo. Para aprender umas letras e outras ciências, no externato. O almoço possível era quase sempre na travessa por onde Gaspar Frutuoso teria passado milhares de vezes. A caminho da Matriz de Nossa Senhora da Estrela, de que era vigário. Homem culto, doutor por Salamanca, deixou a maior e quase única história que se conhece dos primeiros tempos de vida nestas ilhas. No salão nobre dos Paços do Concelho, há um painel de azulejos que lhe é dedicado e que sempre intrigou o viajante. O sacerdote é representado pregando no púlpito da sua igreja. O painel completa-se com umas alfaias agrícolas e uns símbolos da arte da escrita. E estas palavras como divisa: “Se eu soubera, não soubera.” Fácil de interpretar... Se Frutuoso tivesse aprendido a arte de cuidar da terra, não saberia a outra, a tal da escrita. Ou talvez não, quem sabe? E se aquela fosse uma confissão de que, se soubesse o que é o saber, preferiria não saber? Esse saber que nos torna cada vez mais conscientes da nossa ignorância, mais insatisfeitos. Esse saber que nos faz duvidar mais do que acreditar nas coisas que aprendemos.
 
Ao viajante vem com frequência essa tentação. Esse como que arrependimento de ter aprendido algo mais do que todos os meninos da sua terra que foram à pia do baptismo no mesmo ano que ele. Foi bom que Gaspar Frutuoso tivesse aprendido outros saberes, mais que de arado e sacho. Porque ele foi o único que contou coisas que, se não tivesse dito, ninguém saberia. Mas o viajante não aprendeu mais do que saberes já sabidos. As suas palavras não fazem falta sequer para uma visita de olhos cheios a este mundo aqui à volta. Ao viajante, a outro qualquer viajante, basta ir por aí acima e ver. O bailado das gaivotas na indizível lagoa do Fogo. A cascata de água quente da Caldeira Velha, que lhe fica a caminho. As outras fumarolas, ditas Caldeiras da Ribeira Grande. Os rochedos barrocos das Lombadas, com uma nascente de magnífica água mineral. A assombração do Monte Escuro. Ali, a terra ainda não teve tempo de disfarçar as mãos de fogo dos vulcões. E, apesar de tanto se ver da ilha lá em cima, o silêncio como que nos tapa a boca, proibindo a fala. Num certo ponto vê-se bem, mas mal se escuta, ao longe, uma cascata. Basta baixar a cabeça por detrás de umas queirós, que a altitude fez raquíticas, e já nada se ouve. Ou indo adiante, que não faltam sensações por aí fora. A ponta do Cintrão, arrojado cabo em miniatura; o miradouro de Santa Iria, de onde de repente se descobre como a ilha continua a desdobrar-se em dedos de terra entrando no mar, ou namoros do mar nas enseadas. E daquele lugar o viajante faz sempre um miradoiro também para a História. Foi nos montes à volta que se deu a última e maior refrega entre as tropas absolutistas e os liberais, que haviam desembarcado na Achadinha. Está logo à frente o Porto Formoso, com a sua praia que era o melhor ancoradoiro das bandas do Norte; e São Brás, rutilante; e a Maia, numa fajã vulcânica onde o sol falta menos vezes e o tempo é mais ameno do que longe dela; e a Lomba da Maia; e os Fenais da Ajuda, cuja elegante ponta anuncia, a nascente, que o concelho acaba pouco mais adiante, na Lomba de São Pedro.
 
Também o viajante entrou e ficou na igreja de Nossa Senhora da Estrela vezes sem conta. E ainda hoje, quando lá regressa, sente uma espécie de respeitoso temor. Aquele é um dos maiores templos dos Açores. Consta que, semelhantes, só a Sé de Angra e a igreja de São José, de Ponta Delgada. A devoção dos cristãos de outros tempos está bem expressa na profusão de altares. E a sua arte também, na abundante decoração. Ali se guarda o Arcano Místico, obra de Madre Margarida do Apocalipse. Informam-no agora de que, qualquer dia, irá para a casa onde ela viveu, depois que os liberais lhe fecharam, e às outras, as portas do convento, deixando-as fora.
 
Foi daquele lado da Ribeira que a povoação nasceu e começou a crescer, ainda no século XV. E, quando D. Manuel I a fez vila, por foral de quatro de Agosto de 1507, deu-lhe como limite uma légua em redor do pelourinho. Só no século XIX o concelho haveria de ganhar as dimensões que tem hoje. Até ser elevada à categoria de cidade, em 1981, a Ribeira Grande era composta apenas pelas freguesias da Matriz e da Conceição. Nessa altura foram integradas nela as da Ribeira Seca e da Ribeirinha, e, mais tarde, a de Santa Bárbara.
 
Cerca de uma légua para ocidente fica Rabo de Peixe, freguesia tornada vila em 25 de Abril de 2004. Sendo a mais populosa, apesar de uma inexplicável fama contrária é também das mais ricas. O seu porto de pesca é dos mais importantes dos Açores, sendo a sua fruta e os seus produtos hortícolas de excelente qualidade. Era nesta freguesia que ficava o velho aeroporto, um simples pasto que alimentava vacas quando não havia manobras de aviões. Um pouco adiante, as Calhetas e, a completar o concelho e a meia dúzia de quilómetros de Ponta Delgada, o Pico da Pedra. A paisagem é geologicamente das mais recentes dos Açores. Se tudo ali fosse como há 50 000 anos, uns instantes na evolução da Terra, o viajante não teria solo para pôr os pés. Então só havia mar entre o maciço das Sete Cidades e o da Serra de Água de Pau.
 


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Saúde, dou-lhe uma...
Segunda-feira, 24 Nov, 2008

A Ordem dos Farmacêuticos desaconselhou hoje o recurso à Linha Saúde 24, criada em 2007 para dar assistência em cuidados de saúde, fazendo triagem e aconselhamento dos utentes, por não reconhecer a validade das informações prestadas pelo serviço em matéria de medicamentos, "enquanto a entidade gestora não proceder à contratação de profissionais com formação e competências adequadas". Segundo a Ordem, o aconselhamento terapêutico não tem sido supervisionado por um farmacêutico e que "é efectuado por colaboradores sem qualificações para o efeito", o que constitui não só uma infracção ao Estatuto da Ordem, como ao próprio contrato de concessão estabelecido entre a DGS e a Linha de Cuidados de Saúde, SA.

 



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Saúde, dou-lhe duas...
Segunda-feira, 24 Nov, 2008

A Direcção-Geral de Saúde garantiu esta segunda-feira que a Linha Saúde 24 conta com dois farmacêuticos e sete técnicos de farmácia. "Foi no sentido de tornar a actividade da Linha Saúde 24 ainda mais eficiente e rigorosa que a entidade gestora resolveu contratar licenciados, farmacêuticos e técnicas de farmácia, cuja função se tem revelado de grande utilidade", esclarece a DGS, garantindo que "até ao momento não foi identificada qualquer situação que ponha em causa a qualidade da informação prestada".

 



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Saúde, dou-lhe três...
Segunda-feira, 24 Nov, 2008

«No passado dia 13 deste mês de Novembro foi divulgado em Bruxelas um estudo realizado pela Health Consumer Powerhouse que coloca Portugal na cauda da Europa em termos de cuidados de saúde. Em 31 países analisados, Portugal fica-se pelo 26º lugar, apenas à frente da Roménia, Bulgária, Croácia, Macedónia e Letónia.»



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Vendido!
Segunda-feira, 24 Nov, 2008

«O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje que os portugueses começam a ver os bons resultados da reforma efectuada na saúde e que "tanta incompreensão e obstáculos teve de enfrentar".

 

"Melhorar todos os anos, evoluir... o que o país precisa é desse espírito, de ir mais além, mantendo a insatisfação de quem quer ser melhor", acrescentou.»

 



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Enfim, exageros.
Segunda-feira, 24 Nov, 2008

 

 

 

(não, não é o que pensam, mas sim o nariz de Sócrates, segundo Ana Cristina Leonardo)



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Bom dia. Hoje a casa pia.
Segunda-feira, 24 Nov, 2008

«O procurador João Aibéo iniciou hoje as alegações finais do processo de pedofilia da Casa Pia invocando um episódio de 1982 em que um casal de jovens da inctituição foi encontrado na casa do embaixador Jorge Ritto em Cascais. Apesar de reconhecer que este episódio, ocorrido há mais de 25 anos, não integra factos que incriminem os arguidos, João Aibéo considerou que os depoimentos prestados em tribunal permitiram concluir que Carlos Cruz frequentava a casa de Jorge Ritto, onde alegadamente ocorreram "orgias e bacanais".»



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Domingo, 23 de Novembro de 2008
Meus senhores: o mundo enlouqueceu!
Domingo, 23 Nov, 2008

«Oito judeus condenados em Israel por serem neonazis»



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Sábado, 22 de Novembro de 2008
Peixe fresco
Sábado, 22 Nov, 2008

Cada nova revelação no caso BPN tem ar de gotícula particularmente ameaçadora para o transbordo eminente de um caudal de respeito, a prometer grossa enxurrada que virá alagar muita calcita de culpado, já por definição incontinente. Os prognósticos sucedem-se, na cadência dos acontecimentos. E o povo vai falando e comentando o drama dos ricos e poderosos como se de uma pequena vingança dos pobres se tratasse. É a nova novela das oito, com actores bem conhecidos e a vantagem adicional de dar em todos os canais a todas as horas.

 

Mesmo tratando-se de casos completamente diferentes, a verdade é que a prisão preventiva de Oliveira e Costa trouxe ao país a memória da detenção de Carlos Cruz. Afinal, data dessa altura a entrada solene de peixe graúdo no grande xalavar penitenciário nacional. E a julgar pelo teor das declarações dos responsáveis pela investigação ao caso BPN a faina vai continuar lá pelo mar alto e daqui até ao dia da lota muita coisa pode acontecer. Muito carapau de gato será certo cair, que a arraia miúda é quem sempre se lixa, como o mexilhão. Mas também pode ser que caia um ou outro tubarão, nunca se sabe. O que vier à rede é peixe, não é o que se costuma dizer? Por isso siga a marinha que as contas fazem-se no final e nunca antes. Para já foi confirmada a prisão preventiva de José Oliveira e Costa, venha ver, ó freguesa, venha ver. É Portugal no seu melhor.



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Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008
Que nojo!
Quinta-feira, 20 Nov, 2008

Qualquer médico que desmaie à vista de sangue tem um problema para resolver no seu dia-a-dia profissional, digo eu. O mesmo se pode dizer de um telefonista gago, de um taxista perneta ou talvez até mesmo de um advogado honesto, pese mais raro  de aparecer. Pois quem lida com a  informação diária tem igualmente as suas condicionantes, os seus quês operacionais, chamemos-lhe assim. São factores que cada um tem de vencer, contornar, ultrapassar, chamem-lhe o que quiserem, de acordo com cada circunstância. Sob pena de inquinar o produto final do seu trabalho.

 

Um estômago sensível, por exemplo, não ajuda grande coisa à profissão de jornalista, pelo menos no que toca à isenção que requer o tratamento noticioso que há que dar aos acontecimentos, antes de os reportar. Isto para já não falar no desgaste próprio, na sua sanidade pessoal, consequência primeira desse tipo de distúrbio gástrico. Daí que seja comum, desejável até, que um bom jornalista desenvolva um certo calo protector das suas emoções privadas, de modo a conseguir investigar os factos da notícia sem sujar os sapatos no seu próprio vómito. Porquê este aranzel? Pois os senhores que leiam isto que logo percebem. E toca a limpar os sapatinhos no final, seus amadores.



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Bom dia, querida! Então e este fim-de-semana, tens que fazer?
Quinta-feira, 20 Nov, 2008

A Protecção Civil vai testar durante três dias a resposta das autoridades a um possível terramoto em Lisboa. As principais vias cortadas serão o Túnel de Entrecampos, a Avenida de Ceuta, a Rua do Ouro, a Rua da Prata, a Praça da Figueira, a Rua da Junqueira, o Túnel do Marquês e muitas outras artérias.

 

Nesta sexta-feira, pelas 17h30 dá-se o ‘sismo’. Passados cinco minutos, as autoridades terão de lidar com falhas nas comunicações móveis e terrestres. Às 17h45 serão evacuados vários edifícios, tais como o Hotel Sheraton e a Faculdade de Ciências.

 

Já perto das 18h00 serão repostas as comunicações de emergência. Por esta altura, vai dar-se um acidente com derrame de matérias perigosas na Praça de Touros do Campo Pequeno, do qual resultarão quatro mortos e 50 feridos. Às 18h45 será simulado um incêndio na Faculdade de Agronomia e às 19h00 um aluimento de terras na encosta adjacente do Cemitério dos Prazeres.

 

No sábado, o exercício arranca com a evacuação do Colombo pelas 9h05. Há ainda o colapso de vários edifícios da zona oriental ribeirinha e a queda de uma viatura ao Rio Tejo, no Cais das Colunas.

 

A simulação continua à tarde com um incêndio num posto de combustível em Alfama, na Rua da Alfândega. Pelas 15h30 ‘vai cair’ um viaduto em Alcântara-Mar. O exercício termina com o risco de derrocada de uma ala de hospital na Faculdade de Ciências.

 

No domingo, o dia começa com uma fuga de gás com incêndio na Torre da Galp, no Parque das Nações, e com a ruptura de uma conduta de água e consequente inundação no Campo de Santa Clara. Pelas 10h00, o metro de Telheiras será evacuado devido ao descarrilamento de uma composição entre as estações de Telheiras e Campo Grande.

 

Eu sei que é um nadita em cima da hora, mas que dizes? Agrada-te? Anda, vamos!

 

Vai ser o máximo, vais ver.

 

 

 



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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008
Quem te avisa teu inimigo é
Quarta-feira, 19 Nov, 2008

O número dois da rede islamita Al-Qaeda, Ayman Zawahiri, avisou o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, para não enviar reforços militares ao Afeganistão, através de uma mensagem de áudio difundida na internet. "A sua intenção de retirar os soldados americanos do Iraque para os enviar ao Afeganistão é uma política  destinada a fracassar", afirmou o braço-direito de Osama Bin Laden numa mensagem citada pelo centro americano de vigilância de sites islamitas (SITE). "Uma nova onda de crimes e falhanços está à tua espera", acrescentou. "Se quiser continuar a insistir na ideia de enviar tropas para o Afeganistão, lembre-se do que aconteceu a George W. Bush, ao antigo presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, bem como aos Soviéticos e Britânicos antes deles", avisou.

 

*Acrescento: vale a pena ir aqui para ouvir a gravação audio, ou ler os excertos transcritos pelo 'El País'. «"Entérate de que los perros de Afganistán han encontrado la carne de tus soldados deliciosa, así que mándales miles y miles"» é o exemplo mais... como hei-de dizer... suculento, talvez. Lido aqui.



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Meu Deus, que saudades do silêncio!
Quarta-feira, 19 Nov, 2008

«Defendendo a ideia de que não se deve tentar fazer reformas contra as classes profissionais, Manuela Ferreira Leite declarou: "Eu não acredito em reformas, quando se está em democracia. E até não sei se a certa altura não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia".»



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Terça-feira, 18 de Novembro de 2008
Bom dia. Hoje está visto, se é que não estava antes.
Terça-feira, 18 Nov, 2008

«Professores rejeitam proposta de criação de comissão de sábios para a avaliação »



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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008
Sócrates, Magalhães & Vidas Reais, Lda.
Segunda-feira, 17 Nov, 2008

Ainda hoje é a pergunta que mais vezes me fazem, a despropósito de tudo: «Diga lá, aquilo lá no seu programa era tudo treta, não era? Nada daquilo era verdade, pois não?». Poucas vezes tenho tido uma resposta tão à altura como esta que hoje é notícia no semanário SOL: «A Escola do Freixo, em Ponte de Lima, foi o palco escolhido por José Sócrates, na passada quarta-feira, para mais uma acção de promoção dos computadores da JP Sá Couto para o 1.º ciclo. Sócrates chamou os jornalistas e distribuiu os Magalhães pelas crianças. Mas, terminada a cerimónia oficial, os portáteis tiveram de ser devolvidos.» Perguntarão agora os senhores e com toda a lógica: mas então aquilo foi tudo mentira, a visita do nosso Primeiro à escolinha, os sorrisos e os discursos e mais a entrega dos computadores aos meninos que a televisão mostrou à noitinha, para a janta?

 

Bem, contactado pelo SOL, o conselho executivo da Escola do Freixo lá explicou que as crianças não puderam ficar com os computadores «porque há questões administrativas a tratar» assegurando que os Magalhães «estão na escola», mas que isso não vai significar que os alunos do Freixo vão receber os portáteis mais depressa do que as crianças de outros estabelecimentos de ensino. "Não sabemos quando é que os computadores vão ser distribuídos", disseram, acrescentando que a entrega "depende da logística administrativa", isto apesar de já terem sido entregues na televisão. Ora cá está. É isto mesmo que eu me venho esforçando por explicar às pessoas que ainda hoje insistem em querer saber se as 'Vidas Reais' eram mesmo reais ou não. Faltavam-me só as palavras certas, estas mesmas que hoje aprendi. Logística administrativa, é tudo uma questão de logistica administrativa. Tudo pode não ser mentira, mesmo a verdade mais improvável. Vai tudo na logística administrativa. Onde uma verdade, para o ser, só tem que não ser uma mentira total que a produção faz o resto e a verdade acontece. É logístico. E muito administrativo. Perceberam, finalmente?

 



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Vermelhos por fora, azuis por dentro.
Segunda-feira, 17 Nov, 2008

«A PSP realizou 40 buscas a residências e instalações da claque benfiquista No Name Boys, tendo detido 30 pessoas e apreendido droga e tochas incendiárias. Fonte policial revelou que a operação, no âmbito de uma investigação a cargo do DIAP de Lisboa, visou líderes e outros membros dos No Name Boys que têm vindo a agredir adeptos de claques rivais e também elementos das forças policiais.»



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Domingo, 16 de Novembro de 2008
Bom dia. Hoje lá vai um milhão de votos alegremente pela janela
Domingo, 16 Nov, 2008

«Manuel Alegre não alinha com o PS em 2009. O deputado socialista Manuel Alegre considerou que «dificilmente» integrará as listas do PS nas eleições legislativas. «Não posso apoiar pessoas que nada têm a ver comigo», assumiu.»



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Sábado, 15 de Novembro de 2008
Blogodito
Sábado, 15 Nov, 2008

«Passados mais de cinco anos de experiência em blogs, próprios e alheios, continuo convencido que isto não tem grande importância. Tem apenas a importância de um reflexo, fugidio, de uma impressão que fica escrita num texto, num comentário ou num achado singular e que outros podem encontrar e replicar. E isso acontece, efectivamente, sendo assim que as coisas vão mudando, lentamente.»

(josé, aqui)



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Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008
Bom dia. Hoje os protestos continuam, intestinais.
Sexta-feira, 14 Nov, 2008

«Cinco alunos da Escola Carlos Paredes, na Póvoa de Santo Adrião, em Odivelas, foram transportados para o Hospital Santa Maria, em Lisboa. As crianças apresentavam diarreia e febre, situação idêntica à que aconteceu com dez alunos na passada quinta-feira.»



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Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008
A doutora e o disparate
Quinta-feira, 13 Nov, 2008

Se não tivesse acabado de ver custava-me a acreditar, confesso. Acabo de ver e ouvir a Dra. Manuela Ferreira Leite dizer na televisão que “Não pode ser a comunicação social a seleccionar aquilo que transmite”, zangada por ter sido a 14ª notícia num alinhamento de telejornal e "à mesma hora que começava o Sporting-Benfica". Não há dúvida, para mim. Há momentos na vida de todos nós em que os cérebros paralisam toda a produção de inteligência, para lavagem das tubas ou coisa asssim. Foi o que aconteceu com a doutora, só pode, coitada. Muito trabalho, muita pressão, é no que dá. Chatice.



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Já vi sopa da pedra começar por menos
Quinta-feira, 13 Nov, 2008

«Depois de ovos contra ministra, alunos de Chelas lançam tomates contra secretários de Estado»



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Refrescar as ideias
Quinta-feira, 13 Nov, 2008

Um país é necessariamente refém da sua educação, mera projecção do que se passa com cada indivíduo que o compõe. Mas sobram vozes que afirmam ser Portugal refém dos seus professores, neste momento, o que resulta substancialmente diferente. E algumas dessas vozes são mesmo de professores, mais ou menos identificados, por motivos mais ou menos compreensíveis por quem queira ou não entender. Mas isso não muda o que dizem, nem é ruído que se sobreponha à credibilidade da exactidão com que o fazem. Leiam-se estes dois exemplos, aqui e aqui. E reflicta-se sobre o dito, que o diálogo e a reflexão não têm que ofender ninguém, são importantes contributos para qualquer discussão; sempre que alguém exige ter razão só porque grita mais alto eu suspeito por instinto da bondade dos seus argumentos. Disseram-me que era assim a educação em democracia e eu acreditei. Estou velho para mudar esse lado.

 



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Parabéns ao IDT. Pela trabalheira que tem.
Quinta-feira, 13 Nov, 2008

O senhor Presidente do Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT), Dr. João Goulão, foi ontem ao parlamento fazer uma espécie de prova de vida e mostrar trabalho, prestando contas da conta calada que custa esta sua luta e justificando assim a pesada existência da estrutura que dirige no orçamento deste Estado magro que somos. Afinal, é neste especialista e na sua estrutura especializada que reside toda a esperança oficial no combate ao flagelo da droga que vai minando a sociedade portuguesa, mais e pior todos os dias.

 

E a sua missão é esta, descrita na página oficial do próprio IDT: «O Instituto da Droga e da Toxicodependência, IP. tem por missão promover a redução do consumo de drogas lícitas e ilícitas, bem como a diminuição das toxicodependências.» Pois bem, hoje foi dia de avaliar os progressos deste ano e dos anteriores. De colher os frutos da esperança semeada com tanto e tão doloroso dobrar de costas, há tantos e tantos anos. Dia de ver os números. E o Dr. João Goulão não foi parco em números, antes pelo contrário, teve-os para todos os gostos. Para explicar que a cannabis "subiu de 12,4 para 17 por cento -, mas regista-se neste caso um aumento considerável da cocaína, que aumentou de 1,3 por cento para 2,8 por cento", por exemplo, ou que "a heroína manteve-se em 1,1 por cento, mas o ecstasy subiu de 1,4 para 2,6 por cento", ou ainda que "ao nível da União Europeia, Portugal aparece em oitavo lugar numa lista de 11 países" ou mesmo que "No fim da lista surgem a Lituânia (0,7) e Chipre e Hungria (1,4).", tudo coisas assim importantes e que só os verdadeiros especialistas sabem explicar bem, porque nada é o que parece e é preciso estudar muito muito. Mas hoje e ali no parlamento, lamentavelmente, tudo se resumiu no leed da notícia, no essencial da informação comunicada aos deputados, a saber: «Entre 2001 e 2007, o número de consumidores de droga subiu de 7,8% para 12%». Ponto. Da situação.

 

Eu por mim, que desconfio mais destes números que do próprio Bruno Paixão, fico-me pelo "subiu". Se subiu chega-me, que era para descer. Mas subiu, como sempre. Subiu, o consumo. Subiu o tráfico. Subiu a dependência, subiu a miséria, subiu tudo o que era para descer mas que continua a subir sempre, teimosamente, neste caminho onde nos vamos perdendo todos, guiados por meia dúzia que diz que sabe e outra meia que diz que sim senhor, siga este caminhar para um norte que aparentemente passa por virar para sul e seguir em frente, acreditando sempre que é por aqui. «O Instituto da Droga e da Toxicodependência, IP. tem por missão promover a redução do consumo de drogas lícitas e ilícitas, bem como a diminuição das toxicodependências.», sim ou não, afinal? Sim, está certo, fica assim, mas hoje foi o que se pôde arranjar e mainada, tenha paciência. Sabe Deus que podia ter sido bem pior se Einstein não tivesse provado que tudo é relativo. Mas para mim,  quando sobe em flecha o que devia cair pela base, este ano como há anos e como sempre, já não é relativa mas sim absoluta e definitiva a incompetência desta gente que nem placebo consegue ser, quanto mais cura do mal. Mas que é comprovadamente inocuo-emplastro-adesiva.

 

A grande questão põe-se assim a outro nível, forçosamente. Afinal tem que haver uma razão para a insistência nos mesmos médicos e na mesma dose do mesmo remédio, mesmo perante o confessar oficial do resvalar progressivo da doença em praga fatal. Uma razão superior, especializada. Alguém deve andar satisfeito, no meio disto tudo, digo eu. Alguém teve que gostar deste relatório o bastante para continuar a encomendar uns quantos iguais todos os anos, mais do mesmo, vamos por aqui que por aqui é que é o caminho. Ora eu, que não sou ninguém para insistir na contrária de quem manda e sabe e pode, só tenho é que enviar daqui as minhas calorosas felicitações ao senhor Presidente do IDT e a toda a equipa de especialistas que combatem a toxicodependência em Portugal por mais um ano de sucesso na missão a que abnegadamente se submetem para bem de todos nós e dos nossos filhos. Pois um grande bem-haja, ou coisa assim. E parabéns, claro. Muitos parabéns.



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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008
Bom dia. Hoje sim, temos um furo quase tapado neste coador.
Quarta-feira, 12 Nov, 2008

«Fiscalização a consumidores atinge recorde. O número de contra-ordenações por consumo de drogas atingiu em 2007 o valor mais alto de sempre. A subir estão também indicadores como o número de tratamentos e hábitos expressos no inquérito nacional ao consumo. O número de contra-ordenações subiu 8%, atingindo um total de 6.744 processos, ao mesmo tempo que se interrompeu a tendência decrescente do peso dos reclusos condenados ao abrigo da Lei da Droga no universo total de detidos.»



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O fardo da farda
Quarta-feira, 12 Nov, 2008

Merece justificada preocupação, esta realidade dos suícidios na GNR, um fenómeno que não pára de alastrar e que ontem mesmo conheceu novo incidente, mais uma vida acabada com arma de serviço, elevando para onze os casos deste ano. Onze homens. A verdade dos números aleija, diz que a taxa de suicídio na GNR quadruplicou, nada menos, face à média dos últimos cinco anos, isto sendo que o ano passado tinha já sido o pior da última década, com cinco situações registadas no conjunto deste dispositivo com cerca de 25 mil elementos. Ora este décimo-primeiro caso coloca a taxa de suicídio na GNR em 44 por 100 mil pessoas, o que é significativo, no mínimo, se pensarmos que a taxa global em Portugal é de 11,3. Este é o retrato dos números, feio, convenhamos. Preocupante.

 

Mas existe um mundo de circunstâncias por detrás de cada um destes números que não é revelado, e todo um universo delas a sustentar a dramática contabilidade final, sempre a crescer. Daí que apurar e compreender qual o detonador da insanidade comum, entre as circunstâncias particulares destes militares, seja uma tarefa urgente e incontornável a ser executada com total ausência de espírito corporativo ou quaisquer outras pressões que a possam condicionar, ou de alguma forma falsear as suas conclusões. É que é muitíssimo delicado o que está aqui em jogo. Falamos de homens que servem a sociedade na mais melindrosa das missões: garantir a sua segurança em proximidade, em todas as horas, a segurança de todos em geral e dos mais fracos em particular, sejamos claros na elevação do dever. São eles que garantem o equilíbrio e a normalidade no país interior, num contacto directo e permanente com a população de que fazem parte, quantas vezes vizinhos de freguesia.

 

É a esses homens de importância capital que compete a primeiríssima instância da justiça, muitas e muitas vezes, no local e na hora do acontecimento. Por isso lhes é confiada uma arma, de serviço, mais a permissão junta para a usar em caso de absoluta e primeira necessidade. Da rectidão do seu julgamento depende a justeza da sua decisão, e desta dependem vidas e destinos, pelo que a formação destes homens e mulheres é importante, o seu equipamento é essencial e a sua competência é desejável sempre que possível. Mas o seu equilíbrio mental, esse, é imprescindível e insubstituível, pelo que requer um escrutínio sério e constante, particularmente realista nesta circunstância de excepção, não mais adiável, em que é preciso enfrentar o que está mais que provado ser um padrão na GNR. Sob pena de grande perigo, até para os próprios, como estamos infelizmente a ver acontecer.

 



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Nós por cá, ainda assim...
Quarta-feira, 12 Nov, 2008

«Desabou mais uma escola no Haiti.» 



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Bom dia. Hoje eu tiro-te o chapéu, digníssima amiga!
Quarta-feira, 12 Nov, 2008

«Fernanda Serrano esteve ontem no palco do Casino de Lisboa, no Parque das Nações, para contar talvez um dos episódios mais difíceis da sua vida. A actriz, de 34 anos, falou pela primeira vez da sua luta contra o cancro da mama, esclarecendo que «estou tratada e livre de perigo, só que não estou curada». A actriz chamou os jornalistas ao Casino de Lisboa para contar tudo o que se passou pensando ser esta a melhor forma de por um ponto final nesta história. «Quero fechar este ciclo hoje e esquecer esta fase. Para isso preciso da vossa ajuda, ou seja, que não me estejam sempre a lembrar o que passei»,



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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008
Nova apreensão de armamento no combate à criminalidade
Terça-feira, 11 Nov, 2008

«Cerca de três centenas de manifestantes, entre alunos e professores, obrigaram esta tarde a Ministra da Educação a abandonar a cidade de Fafe, sem cumprir o evento que tinha programado. Com palavras de ordem e ovos, os protestantes nem deixaram a ministra pôr o pé fora do carro. Após este incidente chegaram ao local mais reforços da GNR que controlaram a situação. No entanto, há a registar a identificação de alguns alunos e a apreensão de algumas caixas de ovos.»

 



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Família, castanhas e S.Martinho
Terça-feira, 11 Nov, 2008

Uma vida inteira a meter o nariz na vida dos outros é no que dá. Nas notícias de hoje vejos os acontecimentos de ontem, só que com outras caras.  Como a daquele homem, novo ainda, coveiro desde sempre naquele cemitério algures numa freguesia perdida num dos cerros que pouco mais distam do Funchal do que uns escassos vinte ou trinta minutos de carro. E que estão no entanto á distância dos muitos anos que passam sem que lá ponham os pés, as vidas de muitos dos que por lá conheci nados e criados, incluindo um casal de velhotes que nunca tinha visto o mar, sequer, apesar de filhos da ilha... Mas voltemos ao coveiro da minha história, um quarentão magro e sem dentes cujo pai já era coveiro daquele mesmo cemitério desde que o seu avô parou de enterrar a vizinhança e foi dele o dia e a hora de ali ficar de vez.

 

Tinha o brio no sangue, portanto, este loquaz profissional da pazada que teve a rara oportunidade de se vingar dos anos de clientela silenciosa naquele dia de 1996 em que me conheceu, a braços com uma reportagem deliciosa para a TVI sobre um morto que foi a enterrar com um casaco emprestado pela mulher do vizinho que, coitada, não conhecia o esconderijo do marido para as poupanças da família que ele há anos e anos guardava no forro do dito casaco. Resultado? Só vos digo que aquela coisa do eterno descanso ali não funcionou, menos de uma semana depois de entrar lá teve o morto que sair para despir o casaco e dá-lo ao dono, na presença do Ministério Público. E do nosso coveiro, claro, que me contou tudo sobre esse morto e, no embalo, mais ou menos pela ordem das campas, também sobre o resto do pessoal  todo que lá estava, já agora, vida e morte com pormenores, familiares e relativos, sendo que a freguesia era pequenita e eu até estava com tempo nesse dia. Acabou por ser uma tarde agradável, no fundo.

 

Pois dela recordei hoje a historieta que origina esta crónica, um filho que não suportou um mês de ausência da mãe e foi desenterrá-la para a levar para casa, onde a polícia a foi buscar no dia seguinte, sentada no sofá de sempre. «Só que o homem enganou-se, no escuro, e não levou a mãe, não senhor», conta-me o meu coveiro em êxtase de fim de história: «Levou a D.Rosa ali do 12, que já cá estava há uns dois meses, pr'aí! Eu bem vi que fui lá buscá-la ao colo: estava seca como uma castanha!» Não foi o S.Martinho que despoletou esta minha recordação, creiam, que de resto espero os senhores não levem a mal, pese algo mórbida para a quadra. Nada disso. Foi antes esta notícia, segundo a qual uma mulher de 90 anos vivia numa casa com os corpos de três irmãos, sendo que um deles morreu no início dos anos 80 e outro apenas há uns cinco anos. "A senhora tinha uma vida normal e relacionava-se bem com os vizinhos", sente o SOL necessidade de nos informar e eu muito agradeço, confesso. É que, apesar de não praticante, eu cá até concordo que seja importante manter a família unida, é certo, já nem discuto esse lado, rendi-me há muito. Mas sempre há gente que exagera um nadita, convenhamos.



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Credo!! Já passou assim tanto tempo desde que acabou a guerra?
Terça-feira, 11 Nov, 2008

(a história aqui)



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Smile, when your heart is lonely...
Terça-feira, 11 Nov, 2008

...so you just smile!

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Boooom dia! Hoje sim, o verde é rubro, caramba, que diferença!
Terça-feira, 11 Nov, 2008

«O Benfica venceu o Desportivo das Aves por 3-0, resultado conquistado na primeira parte, e garantiu o apuramento para os oitavos de final da Taça de Portugal. Carlos Martins acaba por ser o homem do jogo com duas assistências de bola parada que levaram aos dois primeiros golos dos encarnados.»

 



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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008
Bom dia. Hoje eu tenho as minhas razões para estar tristezito.
Segunda-feira, 10 Nov, 2008

Ora bolas! Uma das pouquíssimas ocasiões em que fui verde, um autêntico sportinguista ferrenho torcendo pela vitória do seu clube, e logo sai uma coisa destas! Grrrr. É nestas alturas que eu vejo que só mesmo eles é que podem saber porque raio não ficam em casa. De vez.



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Domingo, 9 de Novembro de 2008
Olhem, pssst, senhores professores, se fazem favor, já agora...
Domingo, 09 Nov, 2008

Tenho acompanhado, com interesse e alguma curiosidade, a desesperada incursão de uma lúcida mãe de um aluno do 5º ano de escolaridade no mundo aventuroso das reivindicações dos professores nacionais. Uma cruzada que começou aqui e aqui, sendo que aqui já o título dizia 'Ajuda, precisa-se!', com o porquê bem explicadinho logo a seguir: «Estou farta de andar à procura (site do Ministério da Educação, Site da Fenprof, etc.), e não encontro em sítio nenhum o documento que descreve, define e regula o modelo de avaliação dos professores que está na ordem do dia. Sendo parte interessada (sou mãe de um puto que está no 5º ano), e agora que enveredei por este caminho, tendo professores na família próxima e directa, e depois de ler os comentários ao meu post anterior, quero saber do que falo.» 

 

Quem fala assim não é gago, antes sensato na acção. É a blogger Maria João Nogueira que aqui usa o seu Jonasnuts para publicar uma carta aberta aos 'caros senhores representantes dos professores', num louvável esforço de  investigação com vista a um entendimento que mostra perseguir com uma tenacidade que promete engasgar qualquer Mário Nogueira que lhe  apareça pela frente com evasivas da treta. Eu cá vou continuar de olho no evoluir desta interpelação, feita com cabeça e directa ao que é o âmago desta questão delicada para qualquer encarregado de educação deste país: Senhores professores, não vos estamos a compreender de todo. Importam-se de explicar tudo outra vez e mais as que forem necessárias, assim como se andássemos todos na mesma escola a aprender?



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Roleta russa
Domingo, 09 Nov, 2008

A quantidade de gente que morre por acidente nos submarinos russos é quase suficiente para provar que aquela Marinha dispensa as guerras para ter  marinheiros mortos no mar ao serviço da mãe-pátria.  Muitos acidentes tem este quase,  caramba! Pergunto a mim próprio quando será o suficiente. Ou, pior: quanto. Quantos, já agora.

 



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Aniversário Central
Domingo, 09 Nov, 2008

O Avenida Central completou ontem dois anos de vida e intervenção, para gáudio de todos aqueles que procuram inteligência nas páginas virtuais que fazem a blogosfera nacional. Está assim de parabéns o Pedro Morgado, bem como a sua equipa de convidados que regularmente assinam crónicas naquele blogue, que há muito ultrapassou já as fronteiras temáticas regionais, de Braga e arredores, para assentar arraiais de vez naquela que é, cada vez mais, a capital da opinião escrita em Portugal: a blogosfera, claro, ó Pacheco!

Daqui, do 7Vidas, segue para Braga um abraço, forte e sentido, mais os votos sinceros de que outro par de anos se junte a estes  dois que já passaram. E depois mais dois, e mais dois, e assim por diante. Até que a voz te doa, Pedro. Pode ser?



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Sábado, 8 de Novembro de 2008
Coelhix, o novo herói!
Sábado, 08 Nov, 2008

Há uma lógica perversa no recurso à exibição da suástica nazi no parlamento regional madeirense. Incide e reside na necessidade imperiosa desse recurso, na circunstância sem alternativa ou fim à vista. Um tipo de lógica que subverte, revolve, escangalha e esmigalha toda a lógica que se usa no lidar político e social de todo o território português. De todo o território português? Bem, temos a aldeia dos irredutíveis, como a de Astérix, lá longe no meio do mar, terra de Jardinix, eterno herói. E em terra de Jardinix impera a lógica de Jardinix e nenhuma outra, é por todos e demais sabido. Não há pingo de fantasia nisto que vos digo, ix's à parte, evidentemente. Porque o resto é exacto, factual. E compactuado por toda a classe política, vizinha do poder, sem honrosas excepções. Se a grande força de Jardim está na originalidade calhorda do seu perfil, o seu maior mérito foi conseguir fazê-la passar por estilo e ainda pôr tudo e todos a bater-lhe pala à conta do seu estatuto de Estado. E assim também ao seu reinar.

 

Nunca houve oposição na Madeira, é um facto, mas a pouca que tem existido nunca teve um interlocutor à altura de Alberto João, ou sequer lá perto. Com duas risadas e meia charutada Jardim despacha três debates e ainda vai desfilar na marginal vestido de sultão, com o Funchal em peso a bater palmas e todos os secretários regionais atrás, com fatiota alusiva mas mais modesta. Razão mais que suficiente para explicar esta evidência sem lógica: só pela loucura se pode combater a loucura. José Manuel Coelho terá visto isso mesmo e assumiu a tarefa, dispondo-se a ocupar esse cargo difícil e original, único na História: ser o bobo da corte do bobo. É o Coelhix de Jardinix, o anti-herói que vem animar a trama e fazer a história.  Vem refrescar o elenco da novela, por assim dizer. Com esse objectivo fez o programa da sua prestação parlamentar independente na cadeira do PND. E assim se tem visto a mais incrível colecção de cromos de que há memória num desempenho parlamentar.

 

Ora aparece de enorme relógio despertador ao pescoço, suspenso por um baraço, ora propõe a construção de uma estátua a Jardim, em bronze e de 50 metros de altura, "que, na altura do zénite do astro-rei, emita a estátua um forte silvo, que simbolize para as gerações vindouras os imortais dotes oratórios de Jardim; que a energia necessária ao movimento de rotação e apito da estátua seja fornecida pelas ondas do mar". Agora deu-lhe para oferecer uma bandeira nazi a Jaime Ramos e o velho ditado brasileiro mostrou bem a sua razão de existir: 'não se cutuca a onça com vara curta'. Picado onde lhe dói mais, o PSD-M não resistiu à provocação e revelou-se ditatorial e absoluto como sempre foi, só que com tudo a olhar, desta vez, não a primeira nessas condições. Mas há mais: pela natureza sensível das circunstâncias em causa, o caso resultou em risco de afronta directa aos mais altos patamares do Estado. E ainda pisou os calos de Cavaco, que assim se viu obrigado a exercer a sua magistratura de influência privada junto do soba para estancar a sangria de asneira em curso. Se o conseguiu ou não é o que está ainda para se ver, mas não me parece possível ignorar a gravidade do que aqui está em jogo, há tempo demais. Não desta vez, talvez.

 

O folhetim vem animando as notícias e o pé em que as coisas estão não podia ser mais animador, digo eu: o Presidente em particular, mais toda a gente ouvida sobre o assunto, em geral, desejam 'a reposição urgente da normalidade democrática na Região Autónoma da Madeira', sendo que eu fico sem saber do que falam, palavra de honra. Vejo hipóteses, meras hipóteses, como má-fé, ignorância ou compadrio. Ou então mera piada de mau gosto, só assim se vulgarizam palavras tão preciosas de sentido como  'normalidade' e 'democracia'. É erro a mais, candura a mais. É autoridade a menos e falta de coragem política para o assumir. O regime democrático em vigor na Região Autónoma da Madeira é uma caricatura grosseira de pluralismo que roça o insulto consciente ao Estado de Direito em que vivemos, por definição. Se foi preciso um maluco vir lembrar que existiu um regime onde o totalitarismo atingiu extremos de horror, oferecendo uma bandeira nazi a um colega (e também deputado) em plena Assembleia Regional, tudo para que o Estado português perceba e assuma que tem esse grave problema nacional por resolver (ou, pior, que não tem solução), então há que medalhar o doido, condecorá-lo por feitos excepcionais ao serviço da Pátria, como fizeram ao Daniel de Sá. O homem merece, foi de inaudita coragem e só quem não conhece a realidade da Madeira o pode negar. Quanto ao método em si, esse tem a medida de Jardim, a lógica de Jardinix em terra de Jardinix. Só que foi um Coelhix a fazê-lo, desta vez. Por isso temos herói.



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Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008
Estão de volta os glutões do Presto?
Sexta-feira, 07 Nov, 2008

«Santana anunciado em pacote do PSD» 



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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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