Domingo, 31 de Julho de 2011
Depois do homem que mordeu o cão...
Domingo, 31 Jul, 2011

... temos o cão que mordeu o tubarão. Inacreditável? Sem dúvida, mas uma realidade registada em video e tudo. Só visto, aqui.

 

nota pós publicação: É de registar que o tubarão foi mordido mas sobreviveu. E mais, e melhor: o tubarão andava na blogosfera quando este post foi publicado. É verdade sim senhor. E tal como temos o video a provar a dentada, temos também prova do tubarão na bloga pelo rasto que deixou aqui mesmo, nos comentários a este post... três minutos após publicação. Irra, mordido mas atento!

Bem bom que este é amigo... welcome back, shark!



publicado por Rui Vasco Neto
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Bom dia. É hoje, é hoje!!!
Domingo, 31 Jul, 2011

Foi há bem pouco tempo que se falou aqui dos Dias Mundiais deste mundo e da imensa hipocrisia que, regra geral, acompanha esse tipo de efeméride. É que vem o dia mundial da árvore e toda a gente ama a natureza, vem o dia mundial da SIDA e toda a gente esquece o preconceito, vem o dia mundial da música e pótchim tchipum pótchim, vira o disco e toca o mesmo. E eu na minha, a ver a banda passar e o povo a bater palminhas ao que se recorda hoje para logo esquecer amanhã. E hoje calha a vez ao Dia Mundial do Orgasmo, os senhores acreditam? Se não acreditarem eu compreendo, afinal orgasmos e mentiras confundem-se tantas vezes e há tanto tempo que haverá muito boa gente que certamente reconhecerá o nome mas só de ouvir falar... porque falar sim, fala-se muito. Nos dias que correm o que sobra é informação sobre aquilo que a prática não reconhece, talvez por falta de prática, na maioria dos casos. Veja-se o caso do famoso ponto G, por exemplo, que ainda recentemente aprendemos(?) situar-se 'na parede de trás da vagina, a cerca de três centímetros adentro' do orifício vaginal e que não é um ponto mas sim uma 'zona circular com o diâmetro de uma moeda de vinte cêntimos'... Pfff, e então? Será uma informação preciosa(?) para quem saiba o que fazer com ela, ou pelo menos para quem queira aprender mais sobre como lidar com esse eterno mistério que é o universo feminino, melhorando assim substancialmente as ralações entre lençóis, talvez. Temos então assim que informação não falta, ou seja, que não será por falta de se falar no assunto que eles não aprendem de uma vez por todas a lidar com elas... aliás é tanta a informação que anda no ar que agora até existe um Dia Mundial do Orgasmo, para que pelo menos uma vez por ano as pobres possam vislumbrar o funcionário da panificação tradicionalmente desaparecido em combate.

E é hoje, pessoal, é hoje. É hoje!!!



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Sábado, 30 de Julho de 2011
Boga ou Beluga?
Sábado, 30 Jul, 2011

 

A notícia foi notícia há quinze dias atrás, pelo que fresca já não será, propriamente. Mas continua a ser um bom exemplo do grande mistério nacional que é esta extraordinária capacidade que o meu povo tem de engolir toda a boga que lhe é impingida como ova do mais fino esturjão e ainda bater palmas no final do embuste, por entre arrotinhos de gratidão. Reza então assim, esta notícia que é um teste, um desafio à credulidade do indígena: «Uma sondagem da Aximage revela que 45% dos inquiridos considera boa a decisão do Governo em aplicar um imposto extraordinário sobre o subsídio de Natal». Dá para acreditar? A mim custa-me, confesso... e não, não acredito, nada a fazer. Mas e você, que me diz? Será possível, Portugal?



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Quinta-feira, 28 de Julho de 2011
Era menos, menos...
Quinta-feira, 28 Jul, 2011

«Passos empenhado num "acordo de médio prazo" com parceiros sociais» 

É o mal dos títulos longos, sempre achei. Bastava «Passos empenhado» e teríamos finalmente um primeiro ministro com quem o povo se identificava na perfeição. Assim...pfff.



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Quarta-feira, 27 de Julho de 2011
O que diz o senhor da fotografia
Quarta-feira, 27 Jul, 2011

 

Este senhor da fotografia é Mario Borghezio, um eurodeputado eleito pela Liga Norte, partido aliado de Silvio Berlusconi, que hoje disse simpatizar com algumas das ideias do terrorista norueguês Anders Breivik, em declarações feitas a uma rádio italiana. "Algumas das ideias que exprime são boas, retirando a violência, e algumas delas são excelentes", afirmou. Assim como quem diz que gosta muito de pastéis de bacalhau, retirando o bacalhau, naturalmente. Ou de gemadas, retirando os ovos, claro.

 

A acreditar no senhor da fotografia ficará tudo muito bom, talvez excelente. Eu não sei, será questão de gosto mas dou por mim a achar que o senhor da fotografia ficou muito mal na fotografia quando abriu a boca para a opinião alarve. Para a opinião que é alarve na minha opinião, atenção, haverá quem ache que sim, haverá quem ache que não... e bastaria embalar um nadita no raciocínio e de repente todo o episódio se deixaria resumir a este opinar desconforme, apenas mais um diz-que-disse da política partidária, por acaso italiana. Podia ser assim. E assim será sem dúvida para todos aqueles que vão depreciar o desconchavo de Mario Borghezio e arrumar rapidamente o episódio na folha do esquecimento, por conveniência política, má fé ou estupidez. "Algumas das ideias que exprime são boas, retirando a violência, e algumas delas são excelentes"? Vale o que vale, apenas mais um sound byte entre tantos outros, nada mais. Nada mais?

 

Podia ser assim, de facto, podia ser só isto e nada mais, e tudo na vida podia ser bonito e cor de rosa como seria o mundo de Alice sem a Rainha de Copas. Podia, mas não é. E só o facto do senhor Borghezio ter posto Anders Breivik na fotografia e ainda ter oferecido um enquadramento político-aceitável para as opiniões expressas no seu manifesto parece-me deveras preocupante, confesso. Em termos sociais, se é que me faço entender. Não por consequência factual imediata, que imagino nula ou quase... e o senhor Borghezio parece-me perfeitamente capaz de dizer mais disparates que façam esquecer este em particular, também por aí não vejo problema de maior. Onde eu vejo problema sério é num eventual efeito de libertação prolongada que esta afirmação possa ter para emprestar uma falsa decência ao acordo tácito de políticos em aceitar um diálogo político que traga de reserva um recurso à bomba, opcional e condenado apenas em princípio. Mas aceite, enfim. Publicitar simpatia pessoal e concordância ideológica com as opiniões de Anders Breivik, mesmo numa utópica versão não violenta, é introduzir na opinião pública aquilo que pode soar como oferta de legitimidade e aceitação aos ouvidos de todos os potenciais Anders Breivik deste mundo louco em que vivemos, conforme prova a primeira página de qualquer jornal norueguês dos últimos dias. E é isso que me parece grave no dislate proferido por este Mario Borghezio, o senhor eurodeputado e retratado imbecil desta fotografia. Só isso, nada mais.



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Régio dixit... e bem.
Quarta-feira, 27 Jul, 2011

 


Sim, foi por mim que gritei.
declamei,
atirei frases em volta.
...cego de angústia e de revolta.

 

Foi em meu nome que fiz, 

a carvão, a sangue, a giz,
sátiras e epigramas nas paredes
que não vi serem necessárias e vós vedes.

 

Foi quando compreendi
que nada me dariam do infinito que pedi,
que ergui mais alto o meu grito 

e pedi mais infinito!

 

Eu, o meu eu rico de baixas e grandezas,
eis a razão das épi trági-cómicas empresas
que, sem rumo,
levantei com sarcasmo, sonho, fumo...

 

O que buscava
era, como qualquer, ter o que desejava.
febres de Mais. ânsias de Altura e Abismo,
tinham raízes banalíssimas de egoísmo.

 

Que só por me ser vedado
sair deste meu ser formal e condenado,
erigi contra os céus o meu imenso Engano
de tentar o ultra-humano, eu que sou tão humano!

 

Senhor meu Deus em que não creio!
Nu a teus pés, abro o meu seio
procurei fugir de mim,
mas sei que sou meu exclusivo fim.

 

Sofro, assim, pelo que sou,
sofro por este chão que aos pés se me pegou,
sofro por não poder fugir.
sofro por ter prazer em me acusar e me exibir!

 

Senhor meu Deus em que não creio, porque és minha criação!
(Deus, para mim, sou eu chegado à perfeição...)
Senhor dá-me o poder de estar calado,
quieto, maniatado, iluminado.

 

Se os gestos e as palavras que sonhei,
nunca os usei nem usarei,
se nada do que levo a efeito vale,
que eu me não mova! que eu não fale!

 

Ah! também sei que, trabalhando só por mim,
era por um de nós. E assim,
neste meu vão assalto a nem sei que felicidade,
lutava um homem pela humanidade.

 

Mas o meu sonho megalómano é maior
do que a própria imensa dor
de compreender como é egoísta 

a minha máxima conquista...

 

Senhor! que nunca mais meus versos ávidos e impuros
me rasguem! e meus lábios cerrarão como dois muros, 

e o meu Silêncio, como incenso, atingir-te-á, 

e sobre mim de novo descerá...

 

Sim, descerá da tua mão compadecida,
meu Deus em que não creio! e porá fim à minha vida. 

e uma terra sem flor e uma pedra sem nome
saciarão a minha fome.


José Régio (Poema do Silêncio)



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Terça-feira, 26 de Julho de 2011
Viver a morte
Terça-feira, 26 Jul, 2011

«Um homem que se julgava estar morto acordou numa morgue na África do Sul, depois de ter passado quase 24 horas no interior de um compartimento antes de acordar e gritar por ajuda. A morgue privada, situada na localidade de Libone, província de Eastern Cape, tinha sido chamada pela sua família que o julgava morto. Ao acordar, o indivíduo começou a gritar e assustou dois funcionários, que fugiram. Só após algum tempo é que os mesmos funcionários regressaram ao local e retiraram o homem do interior do compartimento onde se encontrava alojado.»



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Segunda-feira, 25 de Julho de 2011
Viagens na minha terra...
Segunda-feira, 25 Jul, 2011

«A oitava expedição científica 'Paleontologia em Ilhas Atlânticas', que terminou no fim de semana em Santa Maria, Açores, permitiu encontrar espécies novas para a ciência, maioritariamente moluscos marinhos com mais de cinco milhões de anos.»

 



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Domingo, 24 de Julho de 2011
Sem palavras
Domingo, 24 Jul, 2011

 

 

Fica entretanto por saber se houve vencedor deste mórbido passatempo, «Predict Amy's dead and win a Ipod touch», on line desde Maio de 2007, pelo menos, e que oferecia um Ipod a quem acertasse no dia e hora da morte de Amy Winehouse, algo dado já na altura como sendo para muito breve face aos indicadores de comportamento da cantora britânica: «We’ll all have a date with our maker someday, but Amy Winehouse just can’t seem to wait.», explicam os criadores deste concurso imbecil. O pequeno texto introdutório vai ainda mais longe na ironia mordaz, «for some reason Amy has landed in a self-destruction derby. It is even rumoured that Amy and Pete are keeping the Colombian economy going»para terminar com esta pérola, absolutamente imbatível: «Guess her final breath and be crowned Mr. Or Mrs. Death»  Se por um lado a página vale o que vale enquanto passatempo, tem por outro lado uma impressionante sequência fotográfica com instantâneos da cantora que nos ajudam a perceber o caminho pisado pela jovem até ao trágico desfecho de ontem. Sem palavras, só a mágoa em imagens.



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E pronto, caiu.
Domingo, 24 Jul, 2011

Foi estrela cintilante na constelação da pop mundial. Rara. Excessiva. Brilhante. Amy Winehouse apagou-se ontem, aos 27 anos de idade, a mesma idade fatídica com que morreram Kurt Cobain, Jim Morrison, Brian Jones, Jimmy Hendrix e Janis Joplin, cinco nomes lendários para cinco vidas excessivas, cinco existências igualmente marcadas pela genialidade e pela tragédia. Pelo abuso do álcool e das drogas, também. E pela morte precoce, após uns escassos 27 anos de vida e depois de maravilharem o mundo com o seu talento, imorredouro nos registos que nos deixaram. Amy Winehouse foi como eles uma estrela maior, é certo, mas uma estrela sempre cadente, até mesmo no auge. E mais, e pior: tão progressivamente decadente (e a uma tal velocidade) que a notícia do seu fim acaba por pouco espantar, como se um final trágico fosse o único culminar aceitável na performance desta artista... e a dor da separação um encanto para saborear, entre os fãs.

 Em 2007 Amy Winehouse recebia seis indicações para os Grammy's, incluindo as quatro principais (Revelação do Ano, Álbum do Ano, Gravação do Ano e Música do Ano), se bem se recordam. Acabou rainha da noite, contemplada com cinco estatuetas numa cerimónia realizada em Los Angeles e a que Amy não pôde assistir por lhe ter sido recusado o visto de entrada nos EUA, em função do seu comportamento habitualmente escandaloso. Foi por essa altura que escrevi este texto, de onde retirei agora estas palavras dedicadas à estrela da noite, estrela maior, extravagante, genial. 

A mesma estrela que ontem, de tão cadente, caiu.

 

"Aos ouvidos de Amy sopram agora as mesmas vozes que sempre se encontram ao redor de um vencedor, os que dizem só o que sabem ser do agrado de quem ouve, sem risco de contraditório. Take it for granted, dir-lhe-ão. E ela vai gostar de ouvir, pelo que if they want to send me for rehab I'll say no, no, no... Em volta de uma Amy já em desequilíbrio estão agora os pesos mortos, rapaziada do elogio, pessoal da lingua no coiso, mestres da graxa e sugadores de luxo em qualquer palhinha que se ponha a jeito. O peso de todos, num equilíbrio já de si precário, fará cair o chão e desabar o tecto do sucesso. Depois pôr-se-ão a milhas. E só na solidão do abandono das sanguessugas e dos cínicos, dos lacaios e dos bobos, dos falsos e dos merdas, é que Amy Winehouse vai encontrar um dia o seu caminho da glória. Ou não, quem sabe fica pelo caminho, como tantos outros fenómenos que não se souberam gerir enquanto tal. Que só deram pelo valor do seu talento quando já toda a gente tinha secado as lágrimas por este se ter suicidado. Será uma pena se assim for também com esta garota, pouco mais, brinquedo nas mãos das bruxas que batem palmas ao petisco da rentável novidade. E que querem tanto rehab como ela, alucinada. Amy Winehouse sem drogas? Podia até ser engraçado, mas não vendia. Amy é mais que a pessoa que canta, é o boneco escandaloso que pisca o olho à moda, que é quem paga as contas. Do encanto do espectáculo faz parte a sua própria degradação, que o público paga para ver como quem vai ao circo ver o leão comer o prior, neste moderno freak-show global.

Amy Winehouse é um fenómeno da pop, uma genuína alma de artista perdida numa embalagem de sofrimento e desespero. Uma voz de timbre único, uma sensibilidade selvagem e um ritmo original, próprio, inventado, criado, seu de berço. Uma eleita, inocente dessa culpa. O que ela tem que a faz genial ela não domina, não compreende, não vê e não valoriza. Para ela, tal como está, a felicidade ainda mora no nevoeiro e o amanhã não existe. Aos 24 anos, Amy segue em rota de colisão com o seu próprio futuro, embalada na asneira por não conseguir chegar com o pé ao travão da maturidade. A noite de ontem, ao carregá-la com mais cinco pesos de estrelato, só chamou mais gente para ajudar a empurrar a tragédia. Só deu velocidade ao inevitável, suspeito. Porque o espectáculo, esse, tem que continuar sempre, custe o que custar. E custe quem custar no caminho."

 



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O rosto de noventa e três mortes
Domingo, 24 Jul, 2011

 

 

 

 



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Quarta-feira, 20 de Julho de 2011
O jogo da vida
Quarta-feira, 20 Jul, 2011

 



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Sábado, 16 de Julho de 2011
Bom dia. Hoje é trágico porque a malta é nova, não pensa...
Sábado, 16 Jul, 2011

A época balnear começou há apenas um mês, mas já se revelou trágica para, pelo menos, 20 jovens que devido a mergulhos mal calculados sofreram lesões graves na coluna cervical. Os dados foram avançados ao SOL por Nuno Leitão, porta-voz do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN). «São quase todos rapazes entre os 10 e os 20 anos», esclarece o responsável, explicando que os acidentes ocorreram porque os adolescentes mergulharam em locais com rochas no fundo ou poucos profundos. Quando foram levadas pelas equipas médicas, estas 20 vítimas já «não sentiam os membros inferiores pelo que a probabilidade de ficarem paraplégicos é grande».



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Terça-feira, 12 de Julho de 2011
Hoje, meu amor
Terça-feira, 12 Jul, 2011

Tenho (tive sempre) uma predilecção especial por este poema, que escrevi há mais de vinte anos para um instrumental de guitarra portuguesa da autoria do meu amigo Paulo Jorge Santos, guitarrista de eleição e meu co-autor neste tema que viria a fazer parte do CD 'Vidas', editado pela Ovação em 2004 e gravado com a participação à viola de outro grande amigo e instrumentista de topo, o meu queridíssimo Carlos Manuel Proença.

Deixo-vos as palavras, para saborear.

 

 

 

Hoje, meu amor, esquece o meu nome

não me esperes mais que eu vou para a rua

fugir de mim, beber, gritar à Lua

brincar de faz-de-conta até poder

 

Hoje eu digo a todos os meus medos

que em noites de festa eu sou perfeito

e deixo em casa as mágoas e os segredos

que pesam toneladas no meu peito

 

Sinto um recado no ar:

«que os ventos da loucura te protejam,

que os sonhos sejam sonhos que se vejam,

que vidas pequeninas temos nós!»

 

Sigo a voz que sopra aos meus ouvidos

os mais belos versos que há memória

e deixo-me ir no embalo dos sentidos

sonhar dias de sol, noites de glória.

 

Sempre iguais os dias continuam

mal acaba a noite lá vou eu

dizer-te que a manhã escondeu a Lua

e a voz dos versos desapareceu

o sonho que eu sonhava amanheceu

e a minha fantasia adormeceu.



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Segunda-feira, 11 de Julho de 2011
Bom dia. Hoje a coisa está feia.
Segunda-feira, 11 Jul, 2011

Pânico nas bolsas leva PSI20 a afundar mais de 4 %. É o maior 'sell'off' em Lisboa desde Maio de 2010. Os títulos da banca são os mais castigados. O BCP derrapa 7%. Lisboa protagoniza o pior desempenho na Europa, num dia de fortes quedas.



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Sábado, 9 de Julho de 2011
Puro requinte lusitano
Sábado, 09 Jul, 2011

Esta ideia de cada português enviar um saco de lixo à Moody's é bem a expressão do mais puro requinte lusitano, vejamos: em vez de os mandar à merda mandamos-lhes a dita e eles que façam o que quiserem...

Ah, como é linda a nacional subtileza!



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Fuck you very much, Moody's.
Sábado, 09 Jul, 2011

Vale a pena ver este video realizado por uma dupla de criativos da filial portuguesa da agência de publicidade BBDO, Pedro e Hugo, que decidiram enviar um saco de lixo para a sede da Moody's em Boston, Massachusetts, mais exactamente no nº 175 da Federal Street.

A acompanhar o lixo nacional a rapaziada da BBDO fez questão de enviar também o video que documenta todas as etapas desta original iniciativa e cuja banda sonora, qual cereja no bolo, elimina quaisquer dúvidas que pudessem existir quanto ao espírito que presidiu a esta criação promocional: falo da música de Cee Lo Green chamada 'Fuck You', um título que singela e delicadamente exprime na perfeição o sentimento de todo um país agradecido. Para completar a encomenda dirigida à agencia de rating, a dupla de criativos juntou nesta 'carta com um pedaço de Portugal como ele é visto pela Moody's' a mensagem que aparece na imagem final do video: «Só para que saibam que estamos a trabalhar para elevar o nosso rating». Para acabar em beleza, Pedro e Hugo deixam o convite a todos os portugueses para que lhes sigam o exemplo, com instruções precisas em http://lixoparaamoodys.com/.

Os senhores que me dizem, vamos a isto?



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Sexta-feira, 8 de Julho de 2011
Bom dia. Hoje eu bato palmas à mudança, se for verdade.
Sexta-feira, 08 Jul, 2011

«Passos Coelho decidiu acabar com as regalias nos ministérios. O primeiro-ministro quer que seja o Governo a dar o exemplo e vai cortar a eito nas despesas dos vários gabinetes. Assim, proibiu os ministros e todos os membros do Governo de usarem viaturas oficiais ao fim-de-semana ou nas deslocações pessoais. Os onze ministros de Passos Coelho, bem como todos os outros membros dos respectivos gabinetes, deixam também de ter direito ao uso de cartão de crédito para despesas de representação. No âmbito da política de contenção e de austeridade imposta no interior do próprio Governo, Passos Coelho deu também orientações expressas para limitar as nomeações ao estritamente necessários e estabelece limites salariais para os requisitados. Segundo as novas regras, um requisitado que opte por manter o salário de origem só poderá fazê-lo se este não ultrapassar em mais de 50% o vencimento correspondente ao cargo que vai ocupar. Qualquer excepção pontual terá obrigatoriamente de ser autorizada pelo próprio primeiro-ministro, estando os ministros inibidos de tal poder.»

 

 



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Quinta-feira, 7 de Julho de 2011
Confissões de uma pila doida
Quinta-feira, 07 Jul, 2011

É mais uma estória de doença e bizarria, se quisermos ver assim. Porque no facto é tão somente mais um crime, é certo que particularmente repulsivo na intenção canalha mas depois estupidamente desastrado na execução e no final apenas porco. Falo deste episódio, noticiado naturalmente pelo Correio da Manhã que nos conta a triste história de Marco M., 29 anos, um predador sexual que atacava em cemitérios e que anteontem foi finalmente detido pela PJ de Vila Real em Sande, Lamego, onde residia.

É sabido que Marco atacava pelo menos desde Abril de 2009, data da primeira queixa apresentada e a que se seguiram mais quatro, a última das quais em Março deste ano. Todos os dados apurados são extremamente parecidos no relato da execução demente. Uma das vítimas, uma senhora de 70 anos de idade que visitava o cemitério de Corvelinhos, em Peso da Régua, conta o que aconteceu quando lhe surgiu pela frente aquele rapaz nu da cintura para baixo e de sexo erecto vindo na sua direcção. «Estive a arranjar a campa do meu filho e quando ia a sair vi aquele rapaz. Atirou-me ao chão, tentou tocar-me mas magoou-se e consegui fugir nesse instante». Sabe-se agora, pela confissão do próprio, que Marco terá ficado para trás a masturbar-se como de resto fez em todos os outros ataques, cinco tentativas de violação e nenhuma consumada. Em todas actuou de modo igual, meio nu da cintura para baixo e meio louco da cintura para cima. Sobre todas fez uma confissão patética e detalhada, todos os patéticos detalhes do desempenho criminoso de um caso clínico, quase mais que um caso de polícia. E digo quase, atenção, que nem por isso este Marco M., 29 anos, predador sexual e desiquilibrado mental resulta menos criminoso e até perigoso em algum grau. Seguramente que é uma coisa e outra e não será pouco, sequer. Mas há que distinguir quem sai magoado e batido em combate de um recontro com uma anciã de 70 anos, da bestialidade in factu com danos de outro nível provocados por sociopatias infinitamente mais sérias, uma distinção que foi de resto levada em conta pelo juiz de instrução deste caso, a julgar pela medida mínima de coacção aplicada ao infeliz.

Bem ou mal venha quem julgue diferente (uma sentença por cabeça, já diz o povo) esta que é mais uma estória de doença e bizarria, particularmente repulsiva na intenção canalha e logo no local escolhido para o crime, é certo. Mas um crime que é depois estupidamente desastrado na execução, valha-nos isso. E que é no final o exacto retrato do seu autor: apenas porco.



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Wise words, wise guys.
Quinta-feira, 07 Jul, 2011

«Estamos a assistir a um embuste vitorioso e a União Europeia não é uma potência, é uma impotência. (..) Este corte de "rating" é grave. É uma decisão gratuita que nos sai muito cara. Portugal é o lixo da Europa. As agências de "rating" são os cangalheiros, ricos e eufóricos, de um sistema ridiculamente inexpugnável. As agências garantem que nada têm contra Portugal. Como dizia alguém, "isto não é pessoal, apenas negócios". Esse alguém era um padrinho da máfia.» 

 

Pedro Santos Guerreiro no Jornal de Negócios.



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Portugal, para adultos.
Quinta-feira, 07 Jul, 2011



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Quarta-feira, 6 de Julho de 2011
URGENTE
Quarta-feira, 06 Jul, 2011

 



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Segunda-feira, 4 de Julho de 2011
Fernando sim, nobre pouco.
Segunda-feira, 04 Jul, 2011

E pronto, chegou finalmente a confirmação oficial do que se aguardava sem surpresa e sem emoção: Fernando Nobre não vai regressar à Assembleia da República para cumprir o mandato de deputado para que foi eleito. Menos de um mês após as legislativas de 5 de Junho o deputado independente eleito pelo PSD sai de cena pela porta dos fundos da dignidade parlamentar, depois de dizer uma coisa e o seu contrário e de protagonizar uma das mais tristes figuras de que há memória num candidato ao segundo lugar da hierarquia do Estado, mesmo um tão putativo como este foi. 

E acaba por ser pena, no fundo. Porque neste país em desespero de gente séria Fernando Nobre teve tudo para ser o nome, houve um tempo e uma circunstância em que parecia reunir todas as condições para ser o tal. Hoje caiu o pano, desempenho pífio, nem se fez notícia. É assim, foi assim. Não tinha nobreza, afinal.



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Sábado, 2 de Julho de 2011
A primeira vez, desta vez. Outra vez?
Sábado, 02 Jul, 2011

“Todos sabemos que vamos ter de fazer sacrifícios, mas que esses sacrifícios sejam potenciados e pela primeira vez sirvam para de facto, e com justiça e com equidade, construirmos uma alternativa”.

 

Paula Teixeira da Cruz, ministra da Justiça



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Há gente assim, com vidas que nunca mais acabam. Seres com a estranha capacidade de se reinventarem mesmo no disparate. De renascerem sempre, após cada uma das muitas mortes que vão tendo em vida. Tolos, há outros que lhes invejam este castigo como se fora uma gracinha para entreter os amigos nas noites frias de inverno ou nas amenas cavaqueiras de verão. São os tolos quatro-estações, que por desconhecerem a primavera das ideias estão condenados ao outono da mediocridade para sempre.
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Restaurantes para fumadores
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sete vidas mais uma: Daniel de Sá
Um Nobel na Maia
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Do Nordeste à Povoação
Dias de Melo, escritor livre
E se a Igreja se calasse?
O outro lado das tragédias
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A menina amarga (II)
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O caso da Escola do Magistério
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Um nome acima de todos os nomes
Um palhaço de Deus
A ópera em Portugal - Conclusão (VIII)
A ópera em Portugal - Um novo estilo, Alfredo Keil (VII)
A ópera em Portugal - O Teatro de S.Carlos (VI)
A ópera em Portugal - Os Intérpretes: Luísa Todi e os Irmãos Andrade (V)
A ópera em Portugal - Marcos Portugal: vida e obra (IV)
A ópera em Portugal - Primeiros tempos / o triunfo (III)
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Dois sonetos à maneira de Natália Correia
Duas garrafas de Macieira
As esponjas das lágrimas
Lição de Português
500 000 soldados
Depois do portão da casa
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Tremor de terra, temor do céu.
Cântico da mãe escrava ao filho morto
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